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sábado, 12 de agosto de 2017

Tiradas da Letícia IX - Presente do Dia dos Pais

Olha só o presente do Dia dos Pais que eu ganhei da Letícia. Ela é ou não uma figura? Ela está com 9 anos. Imagine quando chegar na adolescência!


terça-feira, 25 de julho de 2017

Salvação: "Sou Salvo", "Estou Sendo Salvo" ou "Serei Salvo"?


Pare por um momento e responda: Se você é cristão, você acredita que "está salvo", "está sendo salvo" ou que "será salvo"? Já ouvi várias discussões a respeito. Este é o tema que eu gostaria de te convidar a refletir hoje.

Em primeiro lugar, precisamos definir o que significa "salvação". Segundo as Escrituras, a salvação é compreendida a partir do Evangelho de Jesus Cristo, ou seja, da Boa Notícia de que a nossa separação em relação ao único Deus Criador é superada não por aquilo que nós mesmos podemos realizar, mas pela graça de Deus, mediante a fé em Jesus Cristo, nosso único e suficiente Senhor e Salvador. Jesus, que por amor de nós e para a nossa salvação morreu na cruz pelos nossos pecados, foi sepultado, mas ressuscitou ao terceiro dia, apareceu aos seus discípulos, enviou sobre eles o Espírito Santo e voltará em breve, para trazer Novos Céus e Nova Terra, onde habita justiça. Esta Boa Notícia de Deus, de reconciliação com Ele mesmo através da Cruz e da Ressurreição de Jesus Cristo, é o centro do Evangelho. Assim, o Evangelho não diz respeito apenas à "salvação da alma" ou "salvação do espírito", mas sim a reconciliação e restauração da pessoa inteira ("corpo, alma e espírito") no contexto da renovação da própria criação! Este Evangelho é uma Boa Notícia realizada pelo próprio Deus, por iniciativa de Deus, pela graça de Deus e para a glória de Deus. O Ser humano não realiza a salvação, mas apenas reage à ela pela graça de Deus, movido pela Palavra de Deus e pelo Espírito de Deus, numa vida constante de arrependimento dos próprios pecados e confiança no amor de Deus, realizado na Cruz e na Ressurreição de Jesus Cristo, nosso único e suficiente Senhor e Salvador. Assim, afirmamos que Salvação é a superação da separação em relação a Deus, a crise que é mãe de todas as demais crises humanas. A crise na relação com Deus nos levou à crise em relação a nós mesmos, em relação ao próximo e ao restante da criação de Deus. O pecado leva à morte, em todas as dimensões da vida. Fomos criados por Deus e para Deus; estar separado de Deus, que é o Autor da Vida, o Doador da Vida e a Fonte da Vida, é estar condenado à morte.

Sendo assim, afinal, eu "sou salvo", "estou sendo salvo" ou "serei salvo"?

A Salvação é ação de Deus, pela sua graça em Cristo Jesus, e ela diz respeito à Justificação, Santificação e à Ressurreição/Glorificação. Quando a Bíblia afirma que, pela graça de Deus mediante a fé em Cristo Jesus, eu "Sou Salvo", ela está afirmando sou livre da CULPA DO PECADO. Esta é uma obra já consumada por Cristo, na cruz e na ressurreição. Quando a Bíblia afirma que "Estou sendo Salvo", ela está afirmando que o Espírito Santo, que é o sinal e a garantia da salvação, habita nos salvos, e está os livrando, dia após dia, de glória em glória, do PODER DO PECADO. Esta é uma obra que Deus está realizando continuamente na vida dos seus filhos e filhas. Quando a Bíblia afirma que "Seremos Salvos", ela está testemunhando que a obra da salvação não está completa em nós ainda. A obra da salvação só estará completa na ressurreição dos filhos de Deus, quando nossos corpos corruptíveis serão transformados e se tornarão incorruptíveis, e a glória de Deus vai tomar não apenas a nossa vida, mas toda a criação de Deus, em novos céus e nova terra, onde habita justiça. Então, seremos livres da PRESENÇA DO PECADO. É por isso que o Apóstolo Paulo afirma: "Estou plenamente certo de que aquele que começou boa obra em vós há de completá-la até ao Dia de Cristo Jesus" (Filipenses 1.6). A obra da salvação já começou, e só será completada no Dia de Cristo, ou seja, quando Cristo voltar para completar a sua obra nos seus discípulos, através da RESSURREIÇÃO.

Sendo assim, em Cristo, "SOU SALVO", pois Jesus já morreu na cruz pelos meus pecados, já ressuscitou para a minha salvação, já enviou sobre mim o Espírito Santo para fazer habitação permanente, e assim já me livrou da CULPA DO PECADO.

"ESTOU SENDO SALVO", pois o Espírito Santo, que habita em mim, traz não apenas libertação da culpa do pecado, mas me renova dia após dia, de glória em glória, me dando vitória contra o PODER DO PECADO.

"SEREI SALVO", pois ainda não ressuscitei dentre os mortos, meu corpo corruptível não assumiu a incorruptibilidade, pois ainda não chegou o tempo. No entanto, quando Jesus voltar, Ele fará novas todas as coisas, pela Sua Graça. Na ressurreição/glorificação, seremos livres da PRESENÇA DO PECADO.

Não há SALVAÇÃO sem JUSTIFICAÇÃO, sem SANTIFICAÇÃO e sem RESSURREIÇÃO. Justificação, Santificação e Glorificação NÃO são três obras, mas são UMA SÓ E MESMA OBRA de salvação, pela graça de Deus, mediante a fé em Jesus Cristo, nosso Senhor.

sábado, 20 de maio de 2017

Tiradas do Miguel II - Uma Vergonha para o Meu Nome!

Há alguns meses atrás, expliquei para meu filho MIGUEL, de 6 anos, que MIGUEL e MICHEL são o mesmo nome, transliterado em idiomas diferentes. O Miguel viu o (quase ex-presidente) Michel Temer hoje (20/05/2017), fazendo o pronunciamento na TV, e fez o seguinte comentário: "Ele é uma vergonha para o meu nome!". Fica a dica!

Sobre a Crise Política


Seria muita ingenuidade ideológica afirmar que Michel Temer e Aécio Neves são inocentes! Do mesmo modo, afirmar a inocência de José Dirceu, Delúbio Soares, Marcos Valério, João Vaccari Neto seria um atestado de (para ser educado) ingenuidade ideológica! Afirmar a inocência de Lula e Dilma, do mesmo modo, seria ingenuidade ideológica.
Eu não confio, inclusive, no juiz Sérgio Moro. Me parece mesmo que o seu objetivo é prender peixes grandes (do PT), especialmente o ex-presidente Lula, mas não tem interesse em chegar a "outros" peixes grandes, como Temer e Aécio. No entanto, como diria o ditado, "até o relógio parado acerta a hora duas vezes por dia". As investigações do Mensalão, independente de qualquer motivação ideológica, levaram a outras investigações e desdobramentos, que, até o momento, culminaram nesta delação premiada que expôs (mais uma vez!) a corrupção de Michel Temer e de Aécio Neves. Desconfio, inclusive, de alguns juízes do STF, mas esta é outra página da mesma história trágica!
JUSTIÇA PARA TODOS, INDEPENDENTE DE IDEOLOGIA!
A velha política do PMDB, PT, PSDB, DEM (etc. etc. etc) precisa chegar ao fim! Chega de corrupção! Chega de propina! Chega de cabresto ideológico! FORA TEMER! FORA AÉCIO! FORA LULA!

terça-feira, 4 de abril de 2017

O Evangelho é obra de Deus

O Evangelho tem valores, mas não se limita a transmitir valores. O Evangelho não é aquilo que fazemos para alcançar a Deus, mas aquilo que Deus fez para nos alcançar com o seu amor, na cruz e na ressurreição de Jesus. O Evangelho é o amor do Pai, que entrega o seu melhor, é o amor do Filho, que a si mesmo se entrega, é o amor do Espírito Santo, que é a entrega.

quinta-feira, 23 de março de 2017

O Credo Apostólico - Lição 2 - Creio em Deus Pai

Hoje em dia, muita gente acha que o importante é ter fé, não importa no quê ou em quem esta fé está depositada.  Segundo as Escrituras, e conforme o testemunho do Credo Apostólico, a fé deve ser depositada no único Deus verdadeiro, o Deus Triúno (único e trino). O único Deus verdadeiro é Pai, Filho e Espírito Santo.


1. A ESTRUTURA DO CREDO APOSTÓLICO
O credo apresenta a seguinte estrutura:
CREIO EM DEUS
     ⇨ Creio em Deus Pai
     ⇨ Creio em Deus Filho
     ⇨ Creio em Deus Espírito Santo
CREIO NA SANTA IGREJA DE CRISTO
CREIO NA SALVAÇÃO
     ⇨ Creio na remissão dos pecados
     ⇨ Creio na ressurreição do corpo
     ⇨ Creio na vida eterna

Em outras palavras, o credo está dividido em duas grandes partes. Na primeira, ele trata da doutrina do Deus único e verdadeiro, Deus Pai, Filho e Espírito Santo. Esta é a primeira e maior parte do credo. Na segunda, ele trata da doutrina da Igreja e da salvação

2. "CREIO EM DEUS PAI, TODO-PODEROSO"
O Pai é a primeira pessoa da trindade. É o Pai quem gera o Filho desde antes da fundação do mundo e é dele que procede o Espírito Santo. O Credo Apostólico chama o Pai de Todo-Poderoso. Vamos estudar agora um pouco do que significa no credo as expressões "Pai" e "Todo-Poderoso", no Antigo e no Novo Testamento .

2.1. DEUS COMO PAI NO ANTIGO TESTAMENTO.
Nesta porção da Bíblia, Deus é chamado de Pai 15 vezes  (Dt 14.1s; 32.6; Sl 68.5; 103.13; Is 63.15s; 64.7s; Jr 3.4s; 3.19s; 31.20; Os 11.1-11; Ml 1.6; 2.10).
Às vezes, é chamado de pai por ser o Criador (Dt 32.6; Ml 2.10).
Outras vezes, é chamado assim por ser misericordioso como um pai (Sl 103.13s).
Outras vezes, por ter escolhido a Israel dentre as nações, entrando com este povo numa relação especial (Dt 14.1s).
Outras vezes, no entanto, Deus é chamado de pai nos profetas para expressar a relação contraditória entre o Deus que ama e o povo que é a ele infiel (Jr 3.4s; 3.19s; Ml 1.6).
É chamado assim também num apelo à sua misericórdia (Is 63.15s; 64,7s), o qual Deus responde com o seu perdão (Os 11.1-11; Jr 31.9,20).
Finalmente, é chamado assim por ser o defensor dos órfãos e viúvas, ou seja, dos necessitados (Sl 68.5).
Conforme afirma Joachim Jeremias, "a última palavra do Antigo Testamento sobre a paternidade divina é esse 'saber' da incompreensível misericórdia de Deus e de seu perdão" .

2.2. DEUS COMO PAI NO NOVO TESTAMENTO.
Segundo os evangelhos, Jesus em suas orações se refere a Deus sempre como "Abbá" (Mc 1.35; 6.46; 14.32-42; Lc 3.21; 5.16; 6.12; 9.28; 11.1), com exceção de Mc 15.34 (par. Mt 27,46) . Segundo o testemunho dos evangelhos, bem como de Rm 8.15 e Gl 4.6, a palavra pela qual Jesus chama a Deus de Pai é "Abbá" , uma palavra aramaica que significa "meu Pai", ou "papaizinho". Abbá é uma palavra de origem infantil, e é como as crianças chamavam seus pais - uma expressão carinhosa de profunda intimidade. Segundo Joachim Jeremias,
"de um lado, as orações judaicas não contém um só exemplo do emprego de abbá para dirigir-se a Deus; por outro lado, Jesus a usava sempre quando rezava (com exceção do grito na cruz em Mc 15.34). Significa que temos aí, incontestavelmente, um traço característico do modo como Jesus, e somente Jesus, se expressava"(₁).

Cremos que este fato expressa o fato de que o Deus Filho é quem revela o Deus Pai, pois o Pai é identificado em relação ao Filho. Neste sentido, a revelação de Jesus Cristo, o Filho de Deus, não é apenas a revelação do Filho, mas também a revelação do Pai, pois o Pai não é outro que o Pai do Filho. É o que nos diz Jo 1.18 e Lc 10.22. É por isso que só se conhece o Pai ao se conhecer o Filho. Por isso também, a revelação de Deus Pai é incompleta sem a revelação do Deus Filho.

Segundo o Novo Testamento, Deus também é Pai porque em Cristo e no Espírito, somos recebidos como filhos (Jo 1.12; Rm 8.15; Gl 4.5-6; Ef 1.5; Rm 8.15).

2.3. O QUE SIGNIFICA CHAMAR A DEUS DE PAI?
Qualquer palavra é imperfeita e insuficiente para expressar a Deus. É por isso que a Bíblia usa imagens para expressar a Deus. Nem tudo pode ser percebido pela razão apenas, e por isso a Bíblia utiliza imagens, para nos falar não apenas com a razão, mas também com o instinto e a emoção. É o que Calvino chama de "acomodação divina", ou seja, que Deus, para se revelar a nós, se acomoda à nossa cultura, para transmitir a sua revelação de uma maneira que possamos entender - como Jesus fez com Nicodemos em Jo 3.12.
Vejamos  algumas imagens que a Bíblia usa para expressar a Deus:
Rocha         - (2Sm 22.2)
Cidadela         - (2Sm 22.2)
Fogo Consumidor - (Hb 12.20)
Isto não significa que Deus seja uma rocha, uma cidadela ou um fogo. Estas expressões querem nos dizer algo sobre Deus. O mesmo acontece com a expressão "Deus Pai".
Nossa cultura tende a valorizar a figura da mãe mais que a figura do pai. Um sinal disso são os valores que se gastam no comércio no dia dos pais comparado ao dia das mães. No tempo e lugar do Antigo e do Novo Testamento, culturalmente a figura mais valorizada era a do pai. No Antigo Testamento, nos quais Deus é comparado com uma mãe (Is 49.15; 66.13). Veja também Mt 23.37 e Lc 13.34. Sendo assim, em que sentido Deus é Pai? Nós, seres humanos, temos pai e mãe. Apenas o pai não pode gerar uma criança, pois também é necessária a presença da mãe. Mas, se Deus é Pai, quem é a mãe? Será que Deus é macho? E se é macho, onde está a fêmea?
Em Gn 1.27, a Bíblia nos diz o seguinte: "Criou Deus, pois, o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou". Isto significa que neste verso homem quer dizer ser humano, pois diz respeito ao homem e à mulher. Ambos foram criados à imagem e semelhança de Deus.
Em Mt 22.23-33 e Mc 12.18-27 Jesus afirma que na ressurreição ninguém vai se casar ou permanecer casado, pois seremos como os anjos de Deus. Ou seja, o "ser como anjo" significa que não haverá mais distinção entre macho e fêmea, entre homem e mulher. A condição dos ressuscitados parece refletir a condição de Deus em relação aos gêneros. Se em Gálatas 3.28, Paulo fala da dignidade humana entre macho e fêmea, em Mt 22.23-33 Jesus está falando da condição dos ressuscitados, semelhantes aos anjos e, ao que parece, semelhantes a Deus em relação ao gênero. Se Deus fosse macho, haveria uma fêmea. Mas não há uma deusa. Assim, podemos concluir que Deus está acima das relações de gênero, ou seja, Ele está acima do "ser homem" ou do "ser mulher". Ele é Deus.

Assim, em relação à expressão "Deus Pai", concluímos que:
1) Expressa em primeiro lugar a relação única de Deus Pai com o Deus Filho;
2) Expressa a nossa relação com Deus Pai, que em Cristo e no Espírito nos torna seus filhos, pela sua graça;
3) Não expressa a ideia de que Deus seja macho, nem que seja fêmea, mas que Deus está acima da relação de gênero.

2.4. DEUS PAI TODO-PODEROSO
Por que Deus é Todo-Poderoso? Alguém, certa vez, disse o seguinte: "Se Deus é Todo-Poderoso, será que Ele pode criar um círculo quadrado, ou uma pedra mais pesada que ele possa carregar, ou deixar de existir e voltar a existir em seguida?". Na verdade, estas especulações são pura bobagem. Segundo a Bíblia, Deus é Todo-Poderoso independente destas perguntas tolas, que tem apenas aparência de sabedoria. Deus é Todo-Poderoso porque ele criou todo o que existe (Gn 1.1-2.25; Sl 95.6; Is 40.26; 41.20; 42.5; 45.18; Ap 10.6), e porque domina sobre toda a sua criação (Sl 22.28; 66.7; 89.9; 103.19; Dn 4.32). Em outras palavras, Deus é Todo-Poderoso porque tudo o que existe foi criado por Ele, e todas as coisas estão debaixo do seu poder.
Deus Pai é apresentado na Bíblia como onipotente - ou seja, tem todo o poder - (Jó 42.2; Is 43.13; Mt 19.26; Lc 1.37), onisciente - ou seja, sabe todas as coisas - (Sl 147.5; Hb 4.13; 1Jo 3.20) e onipresente  ou seja, está em todo lugar - (Dt 4.39; Sl 139.8; Is 66.1; Jr 23.24; At 17.27).
Uma outra objeção à doutrina bíblica de que Deus seja Todo-poderoso é atribuída ao filósofo grego Epicuro:
"Ou Deus quer eliminar o mal do mundo mas não pode; ou pode, mas não quer eliminá-lo; ou não pode e nem quer; ou pode e quer. Se quer e não pode é impotente; se pode e não quer, não nos ama; se não quer e nem pode, não é o Deus bom, e ademais é impotente; se pode e quer - e isto é o mais seguro -, então de onde vem o mal real e por que ele não o elimina?"
Segundo a doutrina cristã, Deus é Bom, é Todo-Poderoso e é Onisciente. Mas, se Deus é assim, como responder às objeções
 acima? Segundo as Escrituras, o mal não é uma criatura, assim como os astros, os seres humanos, anjos e animais.
O mal não foi criado por Deus, mas é a expressão do mau uso da liberdade. E este mal JÁ foi DERROTADO na
cruz e na ressurreição de Jesus, mas AINDA NÃO foi DESTRUÍDO. Mas em breve Deus destruirá o mal que já derrotou: Deus
julgará os vivos e os mortos e trará novos céus e nova terra, em que habitam justiça! Portanto, Deus é bom, é Todo-Poderoso e
é Onisciente, e vai destruir completamente o mal que já derrotou na cruz e na ressurreição de Jesus Cristo.
Seria um erro entender que a criação de todas as coisas foi obra do Pai de forma isolada. Tudo é obra da Trindade.
O Credo afirma que o Pai é Criador, mas não exclui a participação do Filho e do Espírito na obra da criação. Afirmando
de forma trinitária, o Pai cria todas as coisas (Sl 95.6) através do Filho (Jo 1.1-3; Hb 1.1-3), e dá vida à criação por meio
do Espírito (Gn 2.7).

2.5. DEUS PAI É TODO-PODEROSO. E DAÍ?
A Bíblia nos ensina que Deus Pai é Todo-Poderoso, e isto tem conseqüências muito grandes na nossa vida.
Em primeiro lugar, esta fé deve nos fazer descansar nEle, pois Ele domina sobre todas as coisas, e cuida de nós (Mt 6.25-34).
Em segundo lugar, esta fé deve produzir em nós esperança, pois Ele é poderoso para cumprir as promessas que nos fez (2Co 1.20; 2Pe 3.9), para nos salvar, e para criar novos céus e nova terra (Is 65.17; 66.22; 2Pe 3.13).
Em terceiro lugar, esta fé deve produzir em nós mais amor, pois Deus é um Pai amoroso (Lc 15.11-32).
Em quarto lugar, esta fé deve produzir em nós temor, pois Deus, com seu conhecimento e poder, julga com justiça, e disciplina aqueles a quem ama (Ap 3.19)

CONCLUINDO
Quando o Credo Apostólico afirma "Creio em Deus Pai Todo-Poderoso", ele quer dizer muitas coisas, entre as quais estão as seguintes:
→ Deus é Todo-Poderoso porque é o Criador de tudo o que existe (Gn 1.1-2.25; Sl 95.6; Is 40.26; 41.20; 42.5; 45.18; Ap 10.6), e além disso tem o domínio e o poder sobre tudo e sobre todos (Sl 22.28; 66.7; 89.9; 103.19; Dn 4.32).
→ No Antigo Testamento, Deus é Pai no sentido de ser o Criador (Dt 32.6; Ml 2.10), por ser misericordioso como um pai (Sl 103.13s), por ter escolhido o seu povo (Dt 14.1s), por não nos tratar de acordo com o mal que merecemos (Jr 3.4s; 3.19s; Ml 1.6), mas de acordo com sua misericórdia e perdão (Is 63.15s; 64,7s; Jr 31.9,20; Os 11.1-11).
→ Deus Pai não cria alheio ao Filho e ao Espírito, mas pelo contrário: O Pai cria todas as coisas através do Filho, e dá vida através do Espírito Santo.
 No Novo Testamento, Deus é Pai por ser o Pai de Jesus Cristo (Mt 3.17; 17,5; 26.39; Mc 1.11; 14.36; Lc 3.21s;  9.35; 10.22; Jo 1.18).
→ No Novo Testamento, Deus é Pai porque somos recebidos por ele como filhos em Cristo (Jo 1.12; Rm 8.15; Gl 4.5-6; Ef 1.5).
→ Para compreendermos mais profundamente o que a Bíblia quer dizer com "Deus Pai", devemos  acrescentar o significado e o valor de mãe (cf. Is 49.15; 66.13). Deus é mais que Pai e mais que Mãe; é Deus.


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Notas
(₁) JEREMIAS, Joachim. "Abbá", p. 23.

quinta-feira, 16 de março de 2017

O Credo Apostólico - 1) "Creio"

Nesta lição, vamos estudar a importância do Credo Apostólico expressa no pela palavra creio, a partir de quatro funções principais : 1) Batismal; 2) Instrutiva; 3) Doutrinária; 4) Litúrgica.

1. O Credo e sua função batismal.  "Creio, logo confesso".
O Credo Apostólico, como vimos na introdução, tem sua origem no "Símbolo de Fé", e no "Credo Romano Antigo" (século II). Ambos  eram confessados no ato do batismo . Isto nos ensina uma lição muito importante: fé viva é fé confessada.
A confissão da fé tem dois aspectos: individual e coletiva.
a) Confissão individual. Quando recitamos o Credo, dizemos: "Creio". Ao dizermos isso, estamos afirmando que a fé é uma decisão , que pela graça de Deus nós tomamos. Isto porque é Deus quem se revela a nós . Ora, "nós amamos porque Ele nos amou primeiro"(1Jo 3.19). Assim, a confissão "creio" é uma decisão, no sentido de uma resposta ao Deus que nos amou primeiro, que se revelou a nós, que tem agido na história pessoal de cada um de nós. Fica evidente a responsabilidade de cada um. Ora, "é pela confissão que o chamado demonstra pertencer a Cristo" .
b) Confissão coletiva. Hoje em dia, tem gente afirmando que ninguém além de si mesmo defende a doutrina verdadeira. Atitudes como estas levam muitas vezes a criação de novas igrejas. Neste sentido, o Credo Apostólico nos ensina que a fé não é apenas individual, mas também coletiva, pois é a fé do povo de Deus. Quando o credo diz: "Creio", está querendo dizer também: "Creio com meus irmãos e irmãs"; "Creio com a Igreja de Jesus Cristo". O próprio contexto batismal confirma esta afirmação, pois no batismo confessamos a nossa fé publicamente (Rm 10.9).
Lutero, o reformador do século XVI, afirmou certa vez: "o lugar do discernimento da Palavra de Deus é a comunidade de fé". Quando disse isso, o reformador estava falando que a fé não deve ser vivida apenas individualmente, mas também em comunidade. A própria doutrina da trindade, que estabelece a estrutura do Credo Apostólico, nos ensina que devemos viver em comunidade. Conforme afirma Karl Barth, "quando o indivíduo diz o sentido do Símbolo, Credo, ele não o faz como um indivíduo, mas ele se confessa, e isso quer dizer - ele inclui  a si mesmo na recognição pública e responsável feita pela Igreja" . O Credo testifica da comunhão que devemos ter uns com os outros, de nossa vida em comunidade (Hb 10.25).
c) Confissão individual e coletiva. Assim, o Credo nos ensina que a responsabilidade de confessar o Deus triúno diante dos homens é tanto individual quanto coletiva, pois o crente só é completo na comunhão com Deus e com a comunidade cristã.

2. O Credo e sua função instrutiva. "Creio, logo conheço".
O Credo era utilizado também como roteiro de ensino da doutrina. Isto porque sintetiza algumas das questões mais importantes da fé cristã, tais como:
a) A Trindade. "Creio em Deus... Pai Todo-poderoso... e em Jesus Cristo, seu único Filho, nosso Senhor... no Espírito Santo". A estrutura do Credo Apostólico é trinitária (Mt 28.19; Ef 2.18; etc.).
b) Encarnação "Creio... em Jesus Cristo ... que foi concebido por obra do Espírito Santo; nasceu da virgem Maria" (Lc 1.34-35; Jo 1.14; Gl 4.4).
c) Morte e Ressurreição de Cristo. "Creio... em Jesus Cristo... padeceu sob o poder de Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado; desceu ao Hades; ressurgiu dos mortos ao terceiro dia".
d) Escatologia. "Creio... em Jesus Cristo... subiu ao céu; está sentado à mão direita de Deus Pai, Todo-poderoso, donde há de vir para julgar os vivos e os mortos".
e) Igreja. "Creio... na santa Igreja Universal, na comunhão dos santos".
f) Salvação. "Creio... na remissão dos pecados; na ressurreição do corpo; na vida eterna" (sobre a ressurreição do corpo, 1Co 15.42,53,54).

3) O Credo e sua função doutrinária. "Creio, logo pratico".
Já na Igreja Antiga, surgiram rapidamente grupos heréticos, ou seja, grupos de defendiam doutrinas que não foram consideradas de conformidade com as Escrituras. A resposta da Igreja a estes grupos foi tripla: O Credo, O Cânon e a Sucessão Apostólica. Vamos estudar como o Credo Apostólico foi uma ferramenta importante no combate às heresias, ou seja, às doutrinas não-Bíblicas.
Alguns destes grupos heréticos do período da Igreja Antiga foram os seguintes: os gnósticos, os marcionitas e os ebionitas (2Pe 2.1).
a) Gnósticos. De acordo com a filosofia grega, e não com as Escrituras do Antigo Testamento, os gnósticos afirmavam que há duas realidades concorrentes: a espiritual, que seria boa, e a física, que seria ruim. Por pensarem assim, afirmavam que Jesus é um ser espiritual, que veio ao mundo para nos dar o conhecimento (gnose) secreto necessário para a salvação.  Os gnósticos negavam a humanidade de Jesus, pois afirmavam que Jesus era homem apenas aparentemente (doutrina conhecida como docetismo).
b) Marcionitas. Filho do bispo de Sinope, e conhecedor da fé cristã, Marcião foi profundamente influenciado pela gnose. Viveu durante o século II. Pensava que o mundo material é mal, e se opunha ao judaísmo (a religião dos judeus da época de Jesus). Fundou a sua própria igreja (At 3.13). Márciom fazia distinção entre o Pai de Jesus Cristo, o Deus supremo que é todo amor, e Jeová, o deus do Antigo Testamento, um deus inferior, ciumento, arbitrário, vingativo, ligado à lei e ao juízo. O Pai de Jesus Cristo o enviou para nos salvar das garras de Jeová. Para Márciom, Jesus não nasceu de Maria, mas surgiu de repente no mundo, já adulto.
c) Ebionitas. Era um grupo de judeus que cria em Jesus de uma forma diferente da nossa. Para eles Jesus é Filho de Deus por adoção (adocionismo), a qual aconteceu ou no Batismo ou na Ressurreição. Cristo é colocado no mesmo nível dos profetas do AT, e é visto como o Novo Moisés (Hb 3.3). Os ebionitas negavam a preexistência de Cristo, seu nascimento da virgem e a encarnação.
Como pudemos perceber, as heresias dos gnósticos, marcionitas e ebionitas giravam em torno da cristologia, ou seja, da doutrina acerca de Jesus Cristo. Por isso o Credo Apostólico trata, em sua maior parte, de Cristo. Mas outro ponto muito importante do credo é a expressão "Creio... na ressurreição do corpo". É interessante notar que os gnósticos e os marcionitas afirmavam que a matéria é ruim, enquanto o credo afirma que o corpo também fará parte da ressurreição, e não apenas o espírito. Deus não faz as coisas pela metade. Vamos ressuscitar inteiros e não como fantasmas (Jo 20.26-29).
No combate às heresias, o Credo Apostólico nos convida para uma fé equilibrada. O credo nos convida à fé testificada nas Escrituras, pois Deus não se contradiz: se ele nos faz revelações hoje, estas estarão de acordo com a Sua Palavra (Hb 13.9; 2Tm 4.3; Tt 1.9, 2.1). O Credo testifica da Palavra de Deus e ensina a confessar a Palavra de Deus. E a Palavra de Deus não é ensino para ficar apenas na cabeça, mas para descer ao coração (sede da vontade) e se tornar vida na nossa vida. Por isso, a função doutrinária não visa o acúmulo de informações sobre a Bíblia, mas a prática da piedade (de uma vida consagrada a Deus).

4) O Credo e sua função litúrgica. "Creio, logo adoro".
Assim como em muitas de nossas reuniões nós oramos o "Pai Nosso" (Mt 6.9-15), na história da igreja muitos de nossos irmãos recitaram o Credo Apostólico como uma expressão de adoração ao Deus único e trino. Neste sentido, o credo nos convida a viver em adoração ao nosso Deus, a partir de uma fé saudável e bíblica. A igreja primitiva também recitava artigos de fé , como pode ser percebido no Novo Testamento:
Confissões de fé: 1Co 15.3-5; Rm 10.9.
Hinos: Fl 2.6-1; Cl 1.15-20.

Assim, percebemos que o Credo Apostólico foi criado como desenvolvimento de uma fórmula batismal, a qual os batizados adultos e os pais das crianças batizadas da Igreja Antiga confessavam no ato do batismo. O credo assumiu a fórmula atual para combater as heresias contrárias a Palavra de Deus, para ensinar a Palavra de Deus e para conduzir o povo de Deus a adoração e ao culto a Deus. Além disso, permanece a função fundamental do credo: o povo de Deus testemunha a sua fé em Deus e nas doutrinas da Palavra de Deus tanto pessoal quanto coletivamente. O Credo Apostólico aponta para a Missão da Igreja de Cristo (Mt 28.18-20) no fazer discípulos, batizar em nome da Trindade e ensinar o povo de Deus na sã doutrina, até a consumação dos séculos.

O Credo Apostólico - Introdução

Vamos começar uma série de reflexões sobre o "Credo Apostólico", também conhecido como "Credo dos Apóstolos". O Credo Apostólico, assim como o Credo Niceno-Constantinopolitano, expressam o que há de fundamental na doutrina cristã. Eles representam o consenso mínimo de doutrina cristã entre a igreja ocidental (Igreja Católica Romana e Igrejas Protestantes/Evangélicas) e a igreja oriental (Igreja Ortodoxa Grega).

Credo é "uma forma fixa que resume os artigos essenciais da religião cristã". Para responder aos desafios dos hereges, ou seja, das pessoas que defendiam doutrinas estranhas à fé cristã, a igreja formulou o chamado "Credo dos Apóstolos". Este credo é chamado assim não porque tenha sido formulado pelos apóstolos, mas porque estava de acordo com a sua doutrina (ver At 2.42). Seu núcleo, o chamado de símbolo de fé, consistia nas perguntas que se faziam ao candidato ao batismo, para verificar se o crente sustentava a verdadeira fé. Com alguns acréscimos, veio a ser o credo que conhecemos hoje.

Pelo seu conteúdo, fica claro que este credo foi formulado já com uma estrutura trinitária (Pai, Filho e Espírito Santo), e tem por objetivo rejeitar doutrinas heréticas. É interessante notar que a maior parte do credo é cristológica, ou seja, se refere a Jesus Cristo, pois as primeiras heresias giravam em torna da doutrina de Cristo. Por exemplo, os gnósticos e os marcionitas, grupos heréticos da época da igreja antiga, afirmavam que Jesus é um ser divino, mas não é humano.

A versão definitiva do Credo Apostólico no ocidente tomou sua forma por volta do ano 750 , mas sua essência data do século II, de um credo romano antigo. Seu núcleo, no entanto, data do primeiro século (símbolo de fé). Eis o Credo Apostólico:

"Creio em Deus Pai todo-poderoso, criador do céu e da terra. 
Creio em Jesus Cristo, seu único Filho, nosso Senhor que foi concebido pelo poder do Espírito Santo; nasceu da virgem Maria; padeceu sob Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado; desceu aos mortos; ressuscitou ao terceiro dia; subiu aos céus, está sentado à dirreita de Deus Pai todo-poderoso, donde há de vir julgar os vivos e os mortos.
Creio no Espírito Santo, na santa Igreja Católica, na comunhão dos santos, na remissão dos pecados na ressurreição do corpo, na vida eterna. Amém".

Conforme o Evangelho de Mateus, Jesus disse: "Portanto, todo aquele que me confessar diante dos homens, também eu o confessarei diante de meu Pai, que está nos céus; mas aquele que me negar diante dos homens, também eu o negarei diante de meu Pai, que está nos céus"(Mt 10.32s). Esta é a atitude do Credo: Confessar publicamente o Deus Triúno diante dos homens.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

Análise Teológica de Filmes - "Assassin´s Creed"

Eu, o Marcião, juntamente com meus amigos Leandro e Leonardo (que não tem nada a ver com a antiga dupla sertaneja) resolvemos criar o grupo "Análise Teológica de Filmes". Oficialmente, o grupo existe para analisarmos os filmes numa perspectiva teológica (apesar de que, na prática, serve como um belo hálibi para irmos ao cinema sem pegação de pé das mulheres!). Apesar de fazermos análises teológicas há algum tempo, principalmente com adaptações de quadrinhos e outros filmes da cultura Geek, fomos assistir Assassin´s Creed por culpa do Leonardo (que é o único que curte o jogo...).

Antes de começar, um aviso: Contém SPOILERS (informações sobre o filme)



O filme tem ligação com o jogo. No filme, o assassino Callum Lynch (Michael Fassbender) se conecta a seu ancestral Aguilar de Nerha, guerreiro espanhol do século XV que fazia parte de uma Irmandade de Assassinos, inimiga dos Templários.  Todos estão a procura de uma relíquia chamada "Maçã do Éden", chave para a dominação das consciências. O nome do filme (Assassin´s Creed - /"Credo dos Assassinos") expressa a ideologia fundamental de Lynch e dos inimigos dos Templários: eles seriam os guardiões do Livre Arbítrio, ou da liberdade do indivíduo. Se a relíquia estivesse sob o domínio dos Templários, estes teriam o poder de dominar as consciências, a ponto de coibir a violência. Neste sentido, o tipo de liberdade defendida pela Irmandade dos Assassinos é expressa em uma das falas do filme:
"Quando os outros homens seguirem cegamente a verdade, lembra-te: Nada é verdade. Quando os outros homens estiverem limitados pela moralidade ou pela lei, lembra-te: Tudo é permitido. Nós trabalhamos nas sombras para servir a luz. Nós somos Assassinos. Nada é verdade, tudo é permitido".

Avaliação (Entretenimento):
O filme é legal (minha nota é 7,0), enquanto opção de entretenimento.

Avaliação (Teológica/Ideológica)
Em termos de ética, o "tudo é permitido" é um absurdo. Se tudo é permitido, é permitido matar? Segundo a Irmandade, sim, desde que seja por motivo justo. Mas, afinal, o que seria um motivo justo? Se tudo é permitido, cada um pode pensar do jeito que bem entende, mas neste caso teríamos uma infinidade de definições de "justiça", o que levaria ao caos! (e cada um "tendo a liberdade" de matar segundo suas próprias crenças!). A doutrina (credo) da Irmandade dos Assassinos é, na verdade, compatível com o Satanismo de Peter H. Gilmore, que no livro "Escrituras Satânicas" se autodenomina Sumo Sacerdote da Igreja de Satanás. Segundo Gilmore, o credo fundamental do Satanismo seria exatamente este: "tudo é permitido".
Ao contrário, a fé cristã afirma claramente que o coração humano é ambíguo, pois apesar de sermos criados à imagem e semelhança de Deus, pecamos e somos inclinados também ao pecado. Portanto, temos potencial para o bem e para o mal. Mas é apenas a graça de Deus que pode renovar o nosso coração, e nos renovar para uma nova vida em Cristo. Neste sentido, o caminho de Jesus Cristo é o caminho da cruz, ou seja, da negação das próprias paixões ruins, para nos entregarmos a Deus.
Em Assassin´s Creed, bem como em grande parte da produção cinematográfica atual, os símbolos acerca de Deus, da família, da generosidade, do altruísmo tem sido apresentados como algo "mal", enquanto que símbolos do "mal" na tradição cristã são apresentados como "bons". Nada de novo. Só abre o teu olho!

quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

A Lava-Jato não pode parar! Assine Já!


O destino da Lava-Jato pode ter um fim trágico nos próximos dias. Se o novo relator for um ministro anti-Lava-Jato, ele poderá barrar as acusações da Odebrecht contra centenas de políticos. Mas podemos impedir que isso aconteça!
A presidente do Supremo Tribunal Federal, Cármen Lúcia, tem o poder de aprovar as delações antes da escolha do novo relator, que acontece nos próximos dias. Mas ela só fará isso se sentir que a opinião pública está do seu lado.

Por isso vamos dar forças para que ela autorize as delações o quanto antes para a Lava Jato continuar e  ficar mais forte! Assine agora, depois compartilhe no Facebook, Twitter e Whatsapp.

Clique no link abaixo! A hora é agora!

https://secure.avaaz.org/campaign/po/proteja_a_lava_jato_23/?cbxyslb

sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

Chegamos aos 150.000 acessos!

Ho Ho Ho! Chegamos aos 150.000 acessos!
E pensar que o nosso alvo no início de 2016 era de 100.000!
Muito obrigado a todos!


segunda-feira, 14 de novembro de 2016

O que é que eu mais preciso nesta vida?



O que é que eu mais preciso nesta vida? O que há de mais importante nesta vida?

Vejo muita gente buscando a Deus quando as coisas vão mal. Estes pensam o seguinte: "Eu acredito que Deus é poderoso para resolver este problema que eu estou passando". Pode ser problema financeiro, religioso, de relacionamento, de saúde, de "sucesso", .. Não há nada de errado em se interessar por Deus num momento difícil, mas é bem problemático continuar a relação com Deus apenas por este tipo de motivo.
Outros buscam a Deus quando as coisas estão bem, mas quando tudo vai mal, aí, na cabeça deles, "Deus não serve mais", "Deus não é bom", pois os próprios desejos não foram realizados.
Tanto os primeiros quanto os segundos buscam a Deus por mero interesse, interesse naquilo que Deus pode oferecer. Estão buscando a bênção de Deus, mas APENAS a bênção de Deus. São como jovens que namoram pessoas ricas apenas para ganhar presentes. No entanto, se o outro não oferecer mais presentes caros, a relação acabou! Os filhos e filhas de Deus não são assim! Mas, afinal, como vivem os filhos e filhas de Deus?

Os filhos e filhas de Deus buscam a Deus porque O amam! A satisfação deles não está nas bênçãos que Deus pode oferecer, mas na sua presença! Estes vão amar a Deus, mesmo em meio à fome, à violência e à morte! No livro de Daniel, encontramos uma linda passagem. O rei Nabucodonosor fez uma imagem de ouro, e ordenou o seguinte:
"Ordena-se a vós outros, ó povos, nações e homens de todas as línguas: no momento em que ouvirdes o som da trombeta, do pífaro, da harpa, da cítara, do saltério, da gaita de foles e de toda sorte de música, vos prostrareis e adorareis a imagem de ouro que o rei Nabucodonosor levantou. Qualquer que se não prostrar e não a adorar será, no mesmo instante, lançado na fornalha de fogo ardente" (Dn 3.4-6).
No entanto, havia três jovens, Sadraque, Mesaque e Abede-Nego, que não obedeceram ao decreto do rei, por amarem e servirem o Deus de Israel. Diante da ameaça do rei, eles responderam:
"Ó, Nabucodonosor, quanto a isto não necessitamos de te responder. Se o nosso Deus, a quem servimos, quer livrar-nos, ele nos livrará da fornalha de fogo ardente e das tuas mãos, ó rei. Se não, fica sabendo, ó rei, que não serviremos a teus deuses, nem adoraremos a imagem de ouro que levantaste" (Dn 3.16-18).
Ou seja, mesmo que tudo dê errado, mesmo que chegue o dia da violência e da morte, servirei ao Senhor, pois amo o Senhor!

Um dia, alguém me disse o seguinte: "Na vida, o mais importante é a saúde". Eu não concordo! Conheço gente muito bonita e saudável, mas profundamente infeliz! Por outro lado, conheci um casal em que a mulher cuidava do marido, doente há mais de 10 anos, numa cama. A gente mal podia entender o que aquele homem falava, ele não conseguia ir ao banheiro sozinho, não conseguia nem mesmo comer sozinho. Um dia, aquela mulher me confidenciou algo: "Eu não sei o que vai ser da minha vida, quando Deus levar o meu marido!". Aquela mulher não amava o seu marido por aquilo que ele podia lhe dar, mas simplesmente amava o seu marido! Apenas amava aquele homem, na saúde e na doença, na prosperidade e na necessidade, na alegria e na tristeza! É assim que Deus deseja ser amado por nós!

É só Deus quem pode satisfazer o anseio mais profundo da nossa vida. Só Deus pode nos dar uma vida realmente plena (Jo 10.10). Mas, curiosa e paradoxalmente, "quem quiser, pois, salvar a sua vida perdê-la-á; e quem perder a vida por causa de mim e do evangelho salvá-la-á" (Mc 8.35). É só se entregando a Deus, é só tomando a nossa cruz, é só se alegrando no próprio Deus que encontramos alegria, satisfação e paz verdadeiras! Por isso a Bíblia nos ensina: "Agrada-te do SENHOR, e ele satisfará os desejos do teu coração" (Sl 37.4). E o coração estará satisfeito em Deus, mesmo que a dor e o sofrimento venham bater à nossa porta. Mesmo que os maus prosperem, a alegria dos filhos de Deus é uma presença, a presença do SENHOR! Mas onde podemos encontrar esta presença, já que "todos pecaram e carecem da glória de Deus" (Rm 3.23)? Ora, esta presença está no Deus conosco (Mt 1.23), em Jesus Cristo, o Filho de Deus:
"No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por intermédio dele, e, sem ele, nada do que foi feito se fez. (...) E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai" (Jo 1.1-3,14).

O que é que eu mais preciso nesta vida? Da presença de Deus! Como viver na presença de Deus? Através do Deus conosco, do Filho de Deus, Jesus Cristo, nosso Senhor, que nos reconcilia com Deus e nos satisfaz com a Sua presença em nós, por meio do seu Santo Espírito que em nós habita!

O que eu mais preciso nesta vida é de Jesus Cristo! Só nEle a vida é plena! (Jo 10.10).

sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Tiradas da Letícia VIII - "Sem Noção"

Eu estava com meus filhos, Letícia e Miguel, saindo de casa. Ao entrarmos no carro, vimos um outro carro estacionado irregularmente em frente a nossa garagem, nos impedindo de sair. A motorista nos viu entrando no carro, mas não reagiu. Dei partida no carro, mas a mulher, aparentemente distraída, estava tirando alguns objetos do carro. Então, pedi para que ela retirasse o carro da frente da nossa garagem, para que pudéssemos sair. Quando ela finalmente percebeu que estava obstruindo a passagem, aparentemente envergonhada, rapidamente retirou o seu carro da frente e pudemos sair. Ao sairmos, eu disse para meus filhos:
- "Tesourinhos, viram como tem gente sem noção neste mundo?".
Então a Letícia solta a pérola:
- "Pois é, papai, e também tem gente que tem noção, mas quase nunca usa!" - filosofou.
Ri muito.

terça-feira, 1 de novembro de 2016

Qual é a diferença entre a Religião e o Evangelho?


Homens e mulheres foram criados à imagem e semelhança de Deus (Gn 1.26-27), para expressar o amor e a bondade de Deus na criação. Fomos criador por Deus, por meio de Deus e para Deus (Rm 11.36). Deus é Santo, Poderoso, mais alto que os céus, mas nos criou e humildemente se abaixou para nos alcançar com seu amor. A antropologia e a história deixam claro que o ser humano é religioso por natureza, pois o próprio Deus nos criou para a comunhão com Ele. Sem Deus há um vazio, um desejo ardente e incompreendido, uma insatisfação crônica, que às vezes é amenizada pela criação de Deus, mas só pode ser satisfeita plenamente no próprio Deus. Os poetas sentem e cantam aquilo que, às vezes, nem mesmo eles compreendem: "a saudade que eu sinto de tudo o que eu ainda não vi" ("Índios" - Renato Russo). É o anseio por algo que, muitas vezes, não temos a mínima ideia do que possa ser!

Deus nos criou para uma relação amorosa, livre e responsável com Ele, uns com os outros e com a criação de Deus. No livro de Gênesis, Deus demonstra este amor livre e responsável à medida que não apenas cria o ser humano à sua imagem e semelhança, não apenas coloca num jardim generoso, capaz de lhe dar tudo o que precisa para viver bem, não apenas cria o homem e a mulher como doação mútua de amor e cuidado, mas dá ao ser humano liberdade de ação: liberdade com responsabilidade. Deus oferece uma liberdade generosa ("de toda árvore do jardim comeras livremente" - Gn 2.16), mas com responsabilidade ("mas da árvore do conhecimento do bem e do mal não comerás; porque, no dia em que dela comeres, certamente morrerás" - Gn 2.17).  

A fé cristã fala de uma crise, mãe de todas as crises, chamada pecado. Deus é amor e liberdade. Mas o verdadeiro amor é entrega ao outro. A verdadeira liberdade é desejo pelo bem. A fé cristã nos ensina, em toda a Escritura, a crise gerada pelo desejo de independência e autonomia em relação a Deus, do desejo de "ser como Deus", de definir por si próprio o bem e o mal. O ser humano escolheu o caminho da independência em relação a Deus, escolheu definir o seu próprio caminho, definir o certo e o errado por si próprio, enfim, escolheu o caminho da "autonomia" (ser a própria lei). Rompemos com um lindo relacionamento de amor e liberdade com Deus! Quisemos ser deuses, quisemos nos assentar no Trono do Criador!

Quando escolhemos o caminho da autonomia, deixamos para trás o Éden, o jardim paradisíaco da presença de Deus, e começamos a trilhar o próprio caminho. E o que encontramos? A saudade daquilo que não conhecemos mais direito, o desejo da presença do Criador! Encontramos a frustração de perceber que deixamos o Guia, achamos que éramos guias, mas estávamos todos perdidos, sem conhecer o caminho! Encontramos a decepção conosco mesmos (morte, mentira, violência...). Em alguns momentos, estivemos muito felizes com o "progresso" e com nosso "conhecimento", até sermos desmascarados pelos nossos próprios pecados em Auschwitz, na Bósnia, em Mauthausen, na Ruanda, na Síria...

É neste contexto que surge a RELIGIÃO. A palavra religião expressa o desejo de conexão com o "sagrado", expressa a saudade do Criador. A RELIGIÃO é o esforço humano de se conectar novamente com DEUS. O problema é que Deus é santo demais, poderoso demais, alto demais, inalcançável demais! É como tentar pegar o sol ou as estrelas com as mãos! Toda religião expressa a busca do ser humano em alcançar a Deus. Toda RELIGIÃO é um projeto falido, pois não conseguimos alcançar a DEUS por esforço próprio.

Mas, e o EVANGELHO? O Evangelho NÃO É a tentativa humana de alcançar a Deus, mas algo completamente diferente. O EVANGELHO é a Boa Notícia de que Deus veio para nos alcançar, para nos conectar novamente com ele, para nos religar com Ele! E Deus não nos conecta com ele através de sacrifícios de animais, de ritos, de autoflagelação, de rezas. Em JESUS CRISTO, o único Deus verdadeiro veio ao mundo, para nos reconciliar com Ele. Jesus viveu uma vida maravilhosa de amor, aceitação, perdão e paz, tendo sido tentado em todas as coisas, mas sem pecado algum. Ele tomou sobre si a nossa culpa de maldade e injustiça e a pregou na cruz no seu próprio corpo. Ele viveu como deveríamos viver, amou aos inimigos e pagou o mal com o bem. Tendo morrido na cruz, Ele venceu o mundo, a carne e o diabo, pois não apenas jamais pecou contra Deus e a sua criação, mas triunfou vencendo a morte, ressuscitando ao terceiro dia. Ao ressuscitar, Jesus envia aos nossos corações o Espírito Santo de Deus, que nos renova de dentro para fora, e nos traz conexão com Deus e poder para uma nova vida, na qual o amor e o perdão de Deus são renovados a cada dia. Jesus está assentado, reinando à direita de Deus Pai, até aquele dia, que está chegando, em que Ele vai voltar para destruir o mal que Ele já derrotou na cruz e na ressurrreição.

A religião é o esforço humano para alcançar a Deus. O problema é que o ser humano jamais consegue alcançar a Deus através dos seus próprios esforços! A religião é o fracasso da criatura em buscar alcançar o Criador do seu próprio jeito.
O Evangelho é a Boa Notícia de que não foi o ser humano que alcançou a Deus, mas de que o próprio Deus nos alcançou, através do Seu Filho Jesus Cristo. Na cruz e na ressurreição de Jesus, bem como na sua presença em nossa vida através do Espírito Santo de Deus, somos perdoados por Deus e capacitados para uma nova vida de amor, justiça e paz, uma vida conectada com o único Deus Criador.

Creia no Evangelho. Viva o Evangelho. Anuncie o Evangelho.


quinta-feira, 27 de outubro de 2016

Cristãos devem ser radicais?


Hoje em dia, se fala muito em "radicalismo religioso". Afinal, existem cristãos radicais? Um cristão deve ser radical?

O que é um cristão
Em primeiro lugar, devemos entender o que é ser um cristão, para depois entender o que seria um cristão radical. Em Atos 11.26, a Bíblia diz o seguinte: "(...) Em Antioquia foram os discípulos, pela primeira vez, chamados cristãos". Ou seja, fica claro que, segundo a Bíblia, ser cristão é ser um discípulo de Jesus. E um discípulos de Jesus é alguém fiel à mensagem de Jesus, ao exemplo de Jesus e à pessoa de Jesus.
Como Jesus viveu? Ele amou a Deus Pai acima de todas as coisas, amou o próximo como a si mesmo, amou os inimigos e pagou o mal com o bem! Uma página muito triste da história da Igreja é a "Santa Inquisição", onde milhares de pessoas foram torturadas e mortas em nome da religião. É muito triste. A inquisição é uma traição à verdade do Evangelho de Jesus Cristo. Jesus nunca ordenou ou mesmo sugeriu que poderíamos tratar o próximo com violência!

Ser ou não ser (radical)
Se você entendeu o que significa ser cristão, seja um radical! Ame, perdoe, sirva, retribua o mal com o bem. Seja um radical de acordo com o ensino e o exemplo de Jesus Cristo. Agora, se você acha que ser um cristão radical seja queimar bruxas, torturar hereges, explodir bombas, tratar as pessoas com preconceito, então você precisa entender que nada disso tem relação com Jesus Cristo e, portanto, nada disso pode ser considerado cristão. Seja um cristão radical segundo o exemplo de amor, misericórdia e perdão de Jesus!

Todo cristão deveria ser um radical como Jesus de Nazaré: amar a Deus sobre todas as coisas e o seu próximo como a si mesmo (Mt 22.34-40), amar os inimigos (Mt 5.43-48), pagar o mal com o bem (Rm 12.17-21). Se você entendeu a verdadeira essência do cristianismo, por favor, o mundo precisa de fanáticos como Jesus! A radicalidade de Jesus é radicalidade em viver para o bem do outro; é a radicalidade do amor incondicional!

terça-feira, 25 de outubro de 2016

Qual o maior herói de todos?



Deus é tão grande que nada, no mundo real ou na imaginação, consegue ser maior ou melhor que Ele. Nada nem ninguém consegue sequer chegar perto de sua grandeza! Isso se aplica mesmo aos super-heróis.
Os super-heróis são fruto da nossa imaginação. No entanto, se eles existissem de fato, eles ainda seriam inferiores a Deus, ainda seriam inferiores a Cristo. Mas, afinal, o que faz um super-herói?
Hoje, vamos refletir sobre duas características gerais dos super-heróis.

1. Super-heróis tem super poderes (!?!)
Na  verdade, essa não é uma regra. Alguns dos maiores super-heróis tem super poderes (Super-Homem, Hulk, Homem-Aranha, Mulher-Maravilha, Wolverine), mas outros não (Batman, Gavião Arqueiro, Viúva Negra, Demolidor).
Se todos os super-heróis não fossem fruto da imaginação, mas existissem de fato, todos eles seriam impotentes diante do poder de Deus, diante do poder do Filho de Deus! Ele não apenas criou todas as coisas, mas sustenta toda a criação! E o Filho de Deus feito homem, Jesus Cristo, após a sua ressurreição, assumiu todo o poder no céu e na terra!
No entanto, não são os poderes extraordinários que fazem de alguém um herói! Mas, afinal, qual é a grande marca do herói?

2. Super-heróis se sacrificam!
Superpoderes não fazem um herói. Aliás, alguns supervilões também tem superpoderes! E alguns supervilões são mais poderosos que muitos super-heróis! Recentemente, numa pesquisa feita no Brasil, o super-herói eleito como o preferido dos brasileiros é o Batman, um super-herói que não tem super poderes. Mas qual é a grande qualidade que define um herói? Ora, a grande marca do herói é o sacrifício!
No filme “X-Men”, enquanto outros heróis eram mais poderosos, Wolverine arrisca a própria vida para salvar a jovem chamada Vampira.
No filme "Thor", o filho de Odin é privado de seus poderes por seu pai, até encontrar a verdadeira virtude: entregar a própria vida pelos amigos. Só então ele reassume o seu poder.
No filme “Vingadores”, Tony Stark (Homem de Ferro), um homem que apesar da armadura não tem superpoderes, arrisca a própria vida para salvar a ilha de Manhattan de um míssil nuclear e de uma invasão de “Chitauris” alienígenas.
No filme “Batman Vs Superman”, o homem de aço arrisca a própria vida lutando contra o monstro “Apocalipse” - sem falar no próprio homem-morcego, que arrisca a vida ao lutar contra o homem de aço.
Jesus Cristo é o próprio Filho de Deus que se fez homem. Apesar de ter todo o poder, ao se fazer homem, o Filho de Deus se esvaziou da sua divindade (Filipenses 2.5-11), não no sentido de deixar de ser Deus, mas no sentido de viver como se fosse apenas um homem, pobre, humilde e servo de todos. Jesus viveu uma vida de amor, generosidade, justiça e perdão. Ele não apenas viveu por nós: Ele assumiu toda a nossa miséria, culpa e pecado ao morrer na cruz do Calvário, mas venceu a morte e ressuscitou ao terceiro dia, para nos dar vida plena. Melhor que Thor, Ele é o Filho de Deus que veio ao mundo, não para aprender a amar, mas para manifestar o amor de Deus, entregando a vida para salvar a todos nós. Melhor que o Wolverine, Ele derramou o poder da sua vida sobre nós, para que pudéssemos ser curados e ter a vida eterna. Melhor que o Tony Stark, Jesus não apenas arriscou a sua vida, mas efetivamente a entregou para nos salvar. Melhor que o Superman, Jesus derrotou na cruz e na ressurreição todos os inimigos de Deus (o mundo, a carne, o pecado, o diabo) - inimigos que ele derrotou em fraqueza, humildade e serviço, melhor que o Batman.

3. Heróis da vida real
Há muitos heróis da vida real, gente que, apesar de não ter superpoderes (assim como Batman ou Demolidor), viveram de maneira heróica, vivendo para os outros, sacrificando-se em favor dos outros, tornando o mundo um lugar melhor para muita gente. Martin Luther King Jr., Desmond Tutu, Nelson Mandela, Jaime Wright, Nídia Mafra (Bugra), Gandhi, Albert Schweitzer... Homens e mulheres que inspiram a muitos pelo seu exemplo de vida. Mas nenhum deles foi como Jesus Cristo, que, mesmo sendo o Filho de Deus, se fez homem pobre, humilde, perseguido, sofrendo preconceito e injustiça. Jesus viveu como servo de todos, amando, recebendo pecadores, perdoando pecados, amando a todos e orando em favor dos próprios inimigos! Jesus viveu por nós, e nos amou até a morte, e morte vergonhosa de cruz! Ele se sacrificou por amor de todos nós. Por isso, Jesus é o maior de todos os heróis, reais ou imaginários: “Pois o próprio Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir, e dar a sua vida em resgate de muitos” (Mc 10.45). E Jesus não amou apenas o “próximo”: amou os próprios “inimigos”! Jesus é o maior de todos os heróis!

Em breve, Jesus vai voltar, e vai destruir os inimigos que já derrotou na cruz e na ressurreição, apenas com um sopro de sua boca. Se todos os super-heróis e super-vilões existissem de verdade, eles não fariam frente ao Filho de Deus.


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