Nossos links

www.marcio-marques.blogspot.com / www.blogmarciao.blogspot.com / www.creioemjesuscristo.blogspot.com / www.creiologoconfesso.blogspot.com

Quem é o Marcião?

Minha foto

Sou cristão. Creio em Jesus Cristo. 

sábado, 27 de setembro de 2014

Você quer conhecer o seu futuro?


Você gostaria de conhecer o seu futuro? Você gostaria de saber tudo o que vai acontecer com você? Se todos nós soubéssemos o que vai acontecer no futuro, a ansiedade tomaria conta de muita gente. Mas muita gente mesmo. Muitos deixariam de viver no presente por causa do futuro. Você já saberia quando passaria no vestibular, quando conheceria o amor da sua vida (se não conheceria também...), enfim, a vida seria muito chata.
Deus conhece o nosso futuro, mas ele não nos revela o futuro... não completamente. Algumas coisas, às vezes, Deus até pode revelar sobre o futuro. Um destes casos está narrado em Mateus 16.21-23:
"Desde esse tempo, começou Jesus Cristo a mostrar a seus discípulos que lhe era necessário seguir para Jerusalém e sofrer muitas coisas dos anciãos, dos principais sacerdotes e dos escribas, ser morto e ressuscitado no terceiro dia. E Pedro, chamando-o à parte, começou a reprová-lo, dizendo: Tem compaixão de ti, Senhor; isso de modo algum te acontecerá. Mas Jesus, voltando-se, disse a Pedro: Arreda, Satanás! Tu és para mim pedra de tropeço, porque não cogitas das coisas de Deus, e sim das dos homens".
Jesus revelou o seguinte sobre o futuro:
a) Jesus iria para Jerusalém, sofreria muito e seria assassinado;
b) Jesus ressuscitaria no terceiro dia.
Mas qual foi a reação dos discípulos, expressa por Pedro? Ora, ele só prestou atenção na notícia ruim! Ele só ouviu sobre o sofrimento e a morte, mas foi incapaz de dar ouvidos para a boa notícia, ou seja, de que Jesus venceria a morte e o pecado e viria a ressuscitar ao terceiro dia! A reação de Pedro ilustra muito bem o sentimento geral!

Deus é bom e é sábio. Ele poderia revelar tudo sobre o futuro para todos nós, mas Ele não o faz, não todo o futuro. Mas Deus revela muitas coisas sobre o futuro de todos nós! Recentemente, recebi um e-mail de um astrólogo, fazendo a seguinte proposta:

"Percebo em você uma grande preocupação. Trata-se de algo que não deseja comentar com quase ninguém. Será que estou errado? Pois, então, deixe-me dizer-lhe uma coisa: Vejo um momento muito preciso em que sua vida vai melhorar de forma radical. E para sempre! Como cheguei a esta conclusão, sem dúvida, vital para você? De forma muito simples: faz parte de um conjunto de visões que tive em relação à sua situação em 2014. Isto não é jogar conversa fora: o que lhe ofereço GRATUITAMENTE é um verdadeiro Estudo Astrológico Pessoal para 2014. Um documento detalhado no qual se abrirão diante de você todas as oportunidades e riscos que lhe estão esperando ao longo do novo ano. Por exemplo... Até meados do ano, os astros projetam uma luz dourada sobre você. Será que significa uma melhoria financeira? Cuide-se muito este mês. Noto algumas tensões em seu redor. E vejo também que até final do ano a felicidade vai invadir sua vida. Sabe porquê? Eu tenho todas as respostas. Mas, espere! Meu Estudo Astrológico Pessoal 2014 não é uma série de predições tiradas ao acaso. É um verdadeiro guia que lhe ajudará a encontrar o caminho, a contornar as dificuldades e, sobretudo, a aproveitar as oportunidades.Para você pode significar a diferença entre felicidade e infortúnio!"

Apesar de recusar a oferta irrecusável, retribuí a oferta com a seguinte resposta ao e-mail:

"Olá, Extraordinário Chris [era assim que o astrólogo se apresentava]. Obrigado pela oferta generosa. Eu não sou um astrólogo, médium ou parapsicólogo, muito menos uma pessoa extraordinária, mas eu também gostaria de te fazer uma oferta generosa. Eu conheço um pouco sobre o passado, o presente e o futuro, tanto meu quanto seu. No passado, todos pecamos e carecemos da glória de Deus. No presente, precisamos da graça de Deus, que Ele mesmo nos oferece gratuitamente em Cristo Jesus. No futuro, Deus vai julgar os vivos e os mortos, e condenar toda maldade e injustiça das pessoas, inclusive aquelas que enriquecem pela exploração da boa fé das pessoas".

Não tenho nada contra astrólogos, videntes, médiuns, etc. Cada um tem liberdade para crer no que bem entende. No entanto, uma vez que ele se propôs a oferecer os seus conhecimentos religiosos, sem perguntar sobre a minha fé, entendi que ele abriu as portas para que eu compartilhasse com ele sobre o Evangelho, no qual creio, que tem transformado e renovado a minha vida, pela graça de Deus. Aliás, o astrólogo já cometeu um erro na sua primeira "previsão": eu não estou com nenhuma "grande preocupação, que eu tenha medo de compartilhar com alguém". Na verdade, o Evangelho da graça de Deus é que tem me livrado do medo, da ansiedade e do desespero. O Evangelho de Jesus Cristo é boa nova de amor, reconciliação, esperança e paz!

Creio que a Palavra de Deus apresenta tudo o que precisamos saber sobre o nosso futuro, e não apenas o futuro, mas revelações importantes sobre nosso passado e nosso presente. A Bíblia não é apenas um livro que nós lemos: é também um livro que nos lê, que revela a nós quem somos e quem podemos ser, pela graça de Deus. Ora, "a palavra de Deus é viva, e eficaz, e mais cortante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até ao ponto de dividir alma e espírito, juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e propósitos do coração." (Hebreus 4.12). No final da Bíblia é feita outra revelação importante sobre o nosso futuro:

"Vi novo céu e nova terra, pois o primeiro céu e a primeira terra passaram, e o mar já não existe. Vi também a cidade santa, a nova Jerusalém, que descia do céu, da parte de Deus, ataviada como noiva adornada para o seu esposo. Então, ouvi grande voz vinda do trono, dizendo: Eis o tabernáculo de Deus com os homens. Deus habitará com eles. Eles serão povos de Deus, e Deus mesmo estará com eles. E lhes enxugará dos olhos toda lágrima, e a morte já não existirá, já não haverá luto, nem pranto, nem dor, porque as primeiras coisas passaram. E aquele que está assentado no trono disse: Eis que faço novas todas as coisas. E acrescentou: Escreve, porque estas palavras são fiéis e verdadeiras. Disse-me ainda: Tudo está feito. Eu sou o Alfa e o Ômega, o Princípio e o Fim. Eu, a quem tem sede, darei de graça da fonte da água da vida. O vencedor herdará estas coisas, e eu lhe serei Deus, e ele me será filho" (Apocalipse 21.1-7).

O futuro pertence a Deus. Viva o presente, aprendendo com o passado, olhando para o futuro. Creia em Deus e ame - e seu futuro será glorioso.

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Um livro que marcou a minha vida: Trindade e Reino de Deus (Moltmann)

A teologia é uma ciência fascinante, emocionanete e, por que não dizer, perigosa. Os cursos universitários não costumam marcar as pessoas da mesma maneira. Tenho a impressão que os cursos de teologia, psicologia e sociologia estão entre aqueles que mais afetam a vida dos alunos, por uma razão muito específica: eles mexem com nossa identidade e nosso sistema de crenças e valores.
No terceiro ano do curso de teologia, eu estava me sentindo num deserto árido, seco, solitário. Na teologia acadêmica, estudamos temas importantes, mas difíceis de digerir. No meio deste processo, havia um livro na bibliografia de Teologia Sistemática chamado "Trindade e Reino de Deus", do teólogo reformado alemão Jürgen Moltmann. É um texto de linguagem difícil, acadêmica, mas carregado de tanta beleza, apresentando a Deus de maneira tão apaixonada, dialogando com a Bíblia, a história da teologia e, mesmo, com o mundo contemporâneo, que várias vezes chorei de emoção, prostrado diante da glória e da beleza do Deus Triúno (único e trino). Nem todos o considerarão fácil de ler, mas sua leitura atenta e cuidadosa vale todo o esforço. Li adorando e orando, rindo e chorando.
Abaixo, gostaria de compartilhar com você algumas citações do livro:

Sobre a entrega do Filho
"O Evangelho de S. João resume o significado da entrega na seguinte frase: 'De tal modo Deus amou o mundo que lhe deu o seu Filho único, para que todos os que nele crerem não pereçam, mas tenham a vida eterna' (Jo 3.16). Com a expressão 'de tal modo' quer-se dizer: 'dessa maneira', ou seja, da maneira que 'por nós' padeceu o abandono da morte na cruz. E 1Jo 4.16 define Deus assim: 'Deus é amor'. Significa; Deus não ama do mesmo modo como às vezes também pode irar-se. Não, ele é amor. A sua essência é amor. Ele se constitui de amor. E isso aconteceu na cruz. Essa definição somente alcança todo o seu significado quando se procura permanentemente reavivar o caminho que leva a ela, a saber, o abandono de Jesus na cruz, a entrega do Filho pelo Pai, e o amor que tudo faz, tudo concede e tudo sofre pelo homem que se perdeu. Deus é amor, i. é, Deus é doação, i. é, Deus existe por nós: na cruz. Exprimindo isso trinitariamente: O Pai deixa o Filho imolar-se através do Espírito. 'O Pai é o amor que crucifica; o Filho é o amor crucificado; o Espírito Santo é a força invencível da cruz'. A cruz está colocada no meio da Trindade. Isso foi exposto pela tradição, que se apóia no Apocalipse de S. João, mediante a imagem do 'cordeiro imolado (desde o início do mundo)' (Ap 5.12). Antes que existisse o mundo, existia em Deus a imolação. Não há pensamento trinitário possível sem o Cordeiro, sem a imolação do amor, sem o Filho crucificado. Pois ele é o Cordeiro sacrificado, que será glorificado por toda a eternidade" (1).

Sobre "Trindade e liberdade"
"A experiência da liberdade tem sempre uma dimensão religiosa. Por isso, o conceito de liberdade tem também uma dimensão teológica. Isso inclusive é demonstrado pela fundamentação atéia da liberdade nos tempos modernos. Para se afirmar a liberdade do homem, e querê-la, Deus deve ser negado. Ou impera Deus, e nesse caso o homem não é livre: ou o homem é livre, e nesse caso não pode haver um Deus. Nessa alternativa primitiva, a liberdade atéia contrapôe-se à dependência monoteística. Vice-versa, a ordenação político-religiosa do mundo coloca-se contra a liberdade e a responsabilidade do homem.
A doutrina trinitária (...) supera a dependência monarquista e oferece o fundamento para a liberdade humana em mais de uma dimensão. Um Deus imóvel e apático não pode ser colocado com fundamento da liberdade humana. Um soberano absolutista no céu não encoraja nenhuma liberdade sobre a terra. Somente o Deus sofredor e apaixonado, e por força da sua paixão pelo homem, é capaz de fazer com que exista a liberdade humana. Ele oferece à liberdade humana o seu divino espaço vital. O Deus uno e trino, que realiza o reino da sua glória em sua história da criação, libertação e glorificação, deseja a liberdade humana, alicerça a liberdade humana e dispõe o homem incessantemente para a liberdade. A teologia trinitária oferece a possibilidade de fundamentar uma doutrina da liberdade abrangente e pluridimensional. Nós propomos, assim, a seguinte concepção:
A doutrina trinitária do reino é a doutrina teológica da liberdade. O conceito teológico da liberdade é o conceito da história trinitária de Deus: Deus deseja constantemente a liberdade da sua criação. Deus é a liberdade incriada da sua criatura". (2)
"A liberdade em si mesma é abrangente e indivisa. Por isso é que toda experiência parcial da liberdade impele para a liberedade plena e para a liberdade de toda a criação. A sede de liberdade não pode contentar-se com uma satisfação parcial. Ela não conhece limites. Por esse motivo também a liberdade doa amigos de Deus ainda não é liberdade plena. Historicamente, ela é a melhor de todas as liberdades possíveis no relacionamento com Deus. Mas, por sua vez, ela aponta para aquela liberdadeque está além e acima, e que somente no reino da glória alcança a sua beatitude consumada em Deus. No reconhecimento de Deus face a face é que a liberdade dos servos, dos filhos e dos amigos de Deus chega finalmente à sua perfeição última em Deus. Ela consistirá então na participação ilimitada na vida eterna, na plenitude inesgotável e na glória do Deus uno e trino. "Nosso coração está irrequieto dentro de nós, até encontrar o repouso junto a ti", disse Agostinho. Quanto à liberdade, poder-se-ia dizrer: Nosso coração não se sente livre dentro de nós, até tornar-se livre na glória do Deus uno e trino"(3).

Espero que estas breves citações possam despertar em você um pouco da alegria e da adoração que despertaram em mim, pela graça de Deus.


Notas:
(1) Jürgen Moltmann. Trindade e Reino de Deus: uma contribuição para a teologia. Petrópolis: Vozes, 2000,  p. 95.
(2) Idem, p. 221.
(3) Idem, p. 224.

A quem devemos orar e adorar?


INTRODUÇÃO
A Bíblia nos ensina, tanto no Antigo Testamento quanto no Novo, que há apenas um Deus verdadeiro (Dt 6.4; 2Rs 5.15; Is 44.6; Jo 17.3; Rm 16.27; 1Co 8.4; 1Tm 2.5), Criador de tudo e de todos (Gn 1.1; Jo 1.1-3). Todas as demais coisas e pessoas são criação de Deus. Além disso, os três grandes ramos do Cristianismo (Católicos Romanos, Protestantes/Evangélicos e Ortodoxos Gregos) creem na doutrina da Trindade, segundo a qual "o Deus uno é, por toda a eternidade, Pai, Filho e Espírito Santo"(1).
Sendo assim, de acordo com a Bíblia, apenas Deus pode receber oração e culto, ou a criatura também pode ser cultuada e receber oração de forma legítima?

1. ADORAÇÃO E CULTO, APENAS A DEUS
Alguns cultuam ou adoram anjos, por serem seres celestiais. Mas a Bíblia nos ensina que anjos não podem e não devem ser cultuados ou adorados (Ap 19.9-10; Ap 22.8-9). Alguns cultuam ou adoram pessoas que viveram uma vida santa neste mundo, mas este não é o ensino da Bíblia. Por exemplo, Pedro e Paulo recusaram ser cultuados e adorados. O apóstolo Pedro, inclusive, além de recusar ser adorado e cultuado, ensina que o culto e a adoração são devidos apenas a Deus (At 10.25-26). O mesmo aconteceu com o apóstolo Paulo e com Barnabé (At 14.11-18).  A Bíblia nos dá alguns exemplos de culto que Deus não aceita (Ex 20.3-6; Dt 4.15-20; Jr 7.16-20).  O culto e a adoração só devem ser oferecidos a Deus, e jamais à criatura, seja a anjos, seres humanos vivos ou mortos, ou qualquer outra criatura (Mt 4.8-10).  A Bíblia afirma a divindade de Jesus Cristo e, assim, aprova a atitude de adorá-lo (Mt 9.18-19; Mt 15.25-26; Mc 5.6-7; Jo 9.38-39), ao contrário do que aconteceu com a adoração a Paulo, a Pedro e ao anjo no Apocalipse.
Ora,
"Somente Javé (SENHOR) tem direito à adoração. (...) Para 'escândalo dos judeus' (1Co 1.23), proclama-se que a adoração reservada ao Deus único é devida a Jesus crucificado, confessado como Senhor e Cristo (At 2.36). 'Ao seu nome se dobra todo joelho no céu, na terra e nos infernos' (Fp 2.9ss; Ap 15.4). Esse culto tem por objetivo o Cristo ressuscitado e exaltado (Mt 28.9-17; Lc 24.52), mas no homem ainda destinado à morte (Mt 14.33; Jo 9.38), e  mesmo no recém-nascido (Mt 2.2-11; cf. Is 49.7) a fé já reconhece o Filho de Deus e o adora"(2).
Ou seja, adoração e culto, apenas a Deus.
Jesus Cristo, o Filho de Deus encarnado, é o único ser humano que pode receber adoração e culto, pois Ele é humano e divino.

2. ORAÇÃO, APENAS A DEUS
Do mesmo modo que o culto e a adoração, a oração deve ser dirigida apenas a Deus. A Bíblia não aprova oração alguma dirigida a algo ou alguém que não seja o Criador. Quando Jesus ensinou seus discípulos a orar, jamais mencionou que podemos orar à criatura alguma, mas apenas a Deus (Mt 6.5-15). A Bíblia ensina que devemos orar ao Deus Triúno (uno e trino). Alguns exemplos: Sl 65,2; Is 65.24; Mt 6.7-8; Lc 18.1-8; Jo 14.13-14; Ap 22.20.
Neste sentido, a Bíblia também não aprova orações a anjos. A Bíblia registra diálogos com anjos, mas não orações que sejam aceitas. É lícito orar a Deus e pedir que Ele nos guarde com seus anjos, mas não orar aos anjos!
Ou seja, oração, apenas a Deus.
Novamente, o único ser humano que pode receber oração, segundo o testemunho bíblico, é Jesus Cristo, o Deus encarnado (At 7.59-60; Ap 5.13; Ap 22.20).

3. QUEM INTERCEDE POR NÓS DIANTE DE DEUS? 
A Bíblia é nossa regra de fé e prática. Segundo a Bíblia, quem intercede por nós junto a Deus Pai é o próprio Filho de Deus (Rm 8.34) e o Espírito Santo (Rm 8.26-27). Aqueles que já partiram não podem interceder por nós, pois o autor de Hebreus, após citar a galeria dos heróis da fé (Hb 11.1-38), afirma o seguinte: "Ora, todos estes que obtiveram bom testemunho por sua fé não obtiveram, contudo, a concretização da promessa, por haver Deus provido coisa superior a nosso respeito, para que eles, sem nós, não fossem aperfeiçoados" (Hb 11.39-40). Em outras palavras, aqueles que partiram em Cristo antes de nós ainda não alcançaram a "a concretização da promessa", ou seja, a ressurreição (cf. 1Ts 4.13-18).
Sendo assim, cremos que, "nos céus", apenas o Filho e o Espírito intercedem por nós junto ao Pai, segundo o testemunho das Escrituras.

4. QUAL É A DIFERENÇA ENTRE "ADORAR" e "VENERAR"?
Uma das diferenças fundamentais entre protestantes e católicos romanos está na doutrina romana da "veneração das relíquias, dos santos e de Maria", bem como na "oração aos santos e à Maria".
A Igreja Católica Romana (ICAR) afirma o seguinte:
"A Igreja, segundo a tradição, venera os santos e as suas relíquias autênticas, bem como as suas imagens. É que as festas dos santos proclamam as grandes obras de Cristo nos seus servos e oferecem aos fiéis os bons exemplos a imitar" (3).
"Muito de caso pensado ensina o sagrado Concílio esta doutrina católica, e ao mesmo tempo recomenda a todos os filhos da Igreja que fomentem generosamente o culto da Santíssima Virgem, sobretudo o culto litúrgico, que tenham em grande estima as práticas exercícios de piedade para com Ela, aprovados no decorrer dos séculos  pelo magistério, e que mantenham fielmente tudo aquilo que no passado foi decretado acerca do culto das imagens de Cristo, da Virgem e dos santos" (4).
A Igreja Romana faz distinção entre latria ("culto" - devido apenas a Deus), dulia ("veneração" - devida , por exemplo, aos santos e à Bíblia) e hiperdulia ("alta-veneração" - devida à "Nossa Senhora"). No entanto, a distinção entre latria, dulia e hiperdulia NÃO TEM COMO BASE A BÍBLIA, MAS APENAS A TRADIÇÃO/MAGISTÉRIO DA ICAR. Por exemplo, no excelente "Vocabulário de Teologia Bíblica", dirigido pelo biblista francês católico romano Xavier Léon-Dufour, não encontramos nem mesmo sinal das expressões "dulia" e "hiperdulia". No verbete "Maria", em momento algum é afirmado que ela deva receber oração ou veneração! Mas por que? O motivo é simples: A obra trata de "Teologia Bíblica" e não de "Tradição" ou "Magistério Eclesiástico".
Se você consultar, por exemplo, o "Sinopse dos documentos conciliares Vaticano II" citado acima, documento oficial da Igreja Católica Romana, em que os textos conciliares são reunidos na forma de um dicionário, vai perceber, por exemplo, no verbete "Maria", o seguinte: toda vez que o verbete faz uma afirmação que está de acordo com a doutrina protestante, a Bíblia é citada para fundamentar a afirmação. Quando o verbete faz uma afirmação que está em desacordo com a doutrina protestante, a Bíblia não é citada (pois não é possível!), mas citam-se textos da Tradição/Magistério da ICAR. Nossa intenção aqui não é polêmica, mas apenas didática. A Igreja Católica Romana fundamenta algumas de suas doutrinas exclusivamente na Tradição ou no Magistério, como é o caso da veneração ou da alta-veneração às relíquias, aos santos e à Maria, bem como a oração aos "santos" e à "Maria". Os protestantes, por outro lado, não aceitam estas doutrinas, pois elas não tem como fundamento a Bíblia, mas apenas a Tradição e o Magistério da Igreja de Roma.
Um dia, enquanto estava estudando a Bíblia com uma família, alguém me perguntou: "Você não ora mesmo para Maria ou para algum santo?". Eu respondi: "Eu posso me ajoelhar e orar agora mesmo para Maria ou algum santo, mas só depois que você abrir a Bíblia e me mostrar uma oração a algo ou alguém que não seja Deus que a Bíblia aprova". Obviamente, estou até hoje sem fazer este tipo de oração, pois a Bíblia não a autoriza em hipótese alguma!


CONCLUSÃO
As nossas orações, nosso culto, nossa adoração, só podem ter como alvo o único Deus verdadeiro, Criador de tudo e de todos. A Bíblia nos ensina que não devemos orar ou adorar a nenhuma criatura, o que inclui seres humanos e anjos (At 10.24- 26; Rm 1.18-23; Ap 19.9-10; Ap 22.9). Não devemos sequer contar com a intercessão de quem quer que seja na presença de Deus, além da intercessão do Filho e do Espírito (Rm 8.26-27; 33-34). O único ser humano que pode receber adoração, culto e oração é Jesus Cristo, o Filho de Deus feito homem (Jo 1.14). A adoração, o culto e a oração só podem ter como alvo o único Deus verdadeiro (Dt 6.5; Mt 4.10; Mt 6.5-15).


--------------------------------------------------------------------
Notas
(1) Comissão de Fé e Ordem do CMI. A Confissão da Fé Apostólica. São Paulo: Conic/IEPG, 1993, p. 30.
(2). Marc-François LACAN. "Adoração". In: Xavier Léon-Dufour (dir.). Vocabulário de Teologia Bíblica (7a ed.). Petrópolis: Vozes, 2002, p. 14.
(3) J. Barbosa Pinto (org.). Sinopse dos documentos conciliares Vaticano II. Braga (Portugal) - Secretariado Nacional do Apostolado da Oração, 1979, p. 240.
(4) J. Barbosa Pinto (org.). Sinopse dos documentos conciliares Vaticano II. Braga (Portugal) - Secretariado Nacional do Apostolado da Oração, 1979, p. 239.

Fonte da imagem: http://thumbs.dreamstime.com/t/bra%C3%A7os-do-aumento-do-homem-ao-c%C3%A9u-2577582.jpg

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Deus faz acepção de pessoas? (ou "Eleição é exclusão?")


Deus não faz acepção de pessoas. Mas como, se Ele elege alguns? A eleição não é exclusão?

1) RESUMO DA RESPOSTA: Deus não faz acepção de pessoas, pois quando elege alguém, como fez com a pessoa do Abraão e com Israel, escolhe não para excluir os demais, mas pelo contrário, escolhe para INCLUIR: "em ti serão benditas todas as famílias da terra" (Gn 12.3). Seria como a lógica da política: a eleição de políticos não poderia se tornar um meio de distribuir privilégios, mas sim um meio de servir e beneficiar toda a população. Do mesmo modo, a eleição de Israel ou da Igreja não pode ser confundida com distribuição de privilégios exclusivos, mas sim um plano divino para abençoar "todas as nações, tribos, povos e línguas" (Ap 7.9) . Este é o projeto de Deus e, por extensão, da Igreja de Cristo: abençoar a todos. Jesus Cristo, o eleito de Deus por excelência, veio ao mundo para realizar o projeto de Deus com a eleição: abençoar a todas as famílias da terra.

2) DESENVOLVIMENTO. Alguns dizem: "Deus faz acepção de pessoas, pois primeiro Ele elegeu um homem chamado Abraão, depois,  entre Esaú e Jacó Ele escolhe Jacó e rejeita Esaú, depois Ele escolha a nação de Israel. No final, os cristãos dão um passo a mais e afirmam que Deus escolheu a Igreja. Sendo assim, Deus faz acepção entre uma pessoa e outra e escolhe uma pessoa e não outra".
Na verdade, citar a Bíblia não é sinônimo de pensar biblicamente. Quando lemos a Bíblia, precisamos entender a sua mensagem e o que ela expressa sobre Deus e sobre os seus propósitos. Quando Deus chama Abração, Ele diz o seguinte:
"Ora, disse o SENHOR a Abrão: Sai da tua terra, da tua parentela e da casa de teu pai e vai para a terra que te mostrarei;de ti farei uma grande nação, e te abençoarei, e te engrandecerei o nome. Sê tu uma bênção! Abençoarei os que te abençoarem e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem; em ti serão benditas todas as famílias da terra" (Gênesis 12.1-3).
Fica claro que Deus não escolheu Abraão para excluir os outros, mas pelo contrário, Deus escolheu Abraão para incluir a todas as famílias da terra, ou seja, a toda a humanidade! De Abraão vem Isaque, de Isaque, Jacó, de Jacó 12 filhos que dão origem as 12 tribos de Israel. Quando Deus chamou Israel, o propósito continua o mesmo:
"Nos últimos dias, acontecerá que o monte da Casa do SENHOR será estabelecido no cimo dos montes e se elevará sobre os outeiros, e para ele afluirão todos os povos.  Irão muitas nações e dirão: Vinde, e subamos ao monte do SENHOR e à casa do Deus de Jacó, para que nos ensine os seus caminhos, e andemos pelas suas veredas; porque de Sião sairá a lei, e a palavra do SENHOR, de Jerusalém. Ele julgará entre os povos e corrigirá muitas nações; estas converterão as suas espadas em relhas de arados e suas lanças, em podadeiras; uma nação não levantará a espada contra outra nação, nem aprenderão mais a guerra.  Vinde, ó casa de Jacó, e andemos na luz do SENHOR" (Isaías 2.2-5).
Ou seja, fica claro que quando Deus escolhe ou elege, a eleição não é um privilégio exclusivo, mas inclusivo, ou seja, Deus elege Abraão para que seja instrumento de bênção para todos, assim como Israel deveria ser. Israel, como povo eleito, deveria ser fiel ao SENHOR e assumir seu chamado de luz das nações, mas escolheu o caminho da injustiça e do pecado:
"Ouvi a palavra que o SENHOR fala contra vós outros, filhos de Israel, contra toda a família que ele fez subir da terra do Egito, dizendo:  De todas as famílias da terra, somente a vós outros vos escolhi; portanto, eu vos punirei por todas as vossas iniqüidades" (Amós 3.1-2).
A eleição é um privilégio e uma responsabilidade, mas é um privilégio não apenas para deleite próprio, mas para testemunhar a santidade, o amor e a justiça de Deus para que todas as nações conheçam ao SENHOR.
Assim, Israel falhou, mas o SENHOR afirma que faria uma NOVA ALIANÇA, na qual a Lei seria escrita não em tábuas de pedra, como no Sinai, mas no coração, e na qual haveria perdão dos pecados:
"Eis aí vêm dias, diz o SENHOR, em que firmarei nova aliança com a casa de Israel e com a casa de Judá. Não conforme a aliança que fiz com seus pais, no dia em que os tomei pela mão, para os tirar da terra do Egito; porquanto eles anularam a minha aliança, não obstante eu os haver desposado, diz o SENHOR. Porque esta é a aliança que firmarei com a casa de Israel, depois daqueles dias, diz o SENHOR: Na mente, lhes imprimirei as minhas leis, também no coração lhas inscreverei; eu serei o seu Deus, e eles serão o meu povo. Não ensinará jamais cada um ao seu próximo, nem cada um ao seu irmão, dizendo: Conhece ao SENHOR, porque todos me conhecerão, desde o menor até ao maior deles, diz o SENHOR. Pois perdoarei as suas iniqüidades e dos seus pecados jamais me lembrarei" (Jeremias 31.31-34).
A eleição de Abraão e de Israel, que visava a inclusão de toda a humanidade, tinha como alvo a vinda do próprio Deus ao mundo, através de Seu Filho Jesus Cristo, que veio trazer reconciliação. Jesus é "filho de Davi, filho de Abraão" (Mateus 1.1), ou seja, a promessa de Deus na eleição de Abraão foi cumprida em Jesus Cristo, filho de Abraão.
Jesus é o eleito de Deus por excelência:
"E dela veio uma voz, dizendo: Este é o meu Filho, o meu eleito; a ele ouvi" (Lucas 9.35). 
Jesus não é o eleito para excluir os demais, mas eleito para que todas as famílias da terra sejam abençoadas. É o que Paulo deixa claro em Gálatas:
"Sabei, pois, que os da fé é que são filhos de Abraão. Ora, tendo a Escritura previsto que Deus justificaria pela fé os gentios, preanunciou o evangelho a Abraão: Em ti, serão abençoados todos os povos. De modo que os da fé são abençoados com o crente Abraão" (Gálatas 3.7-9).
Assim, a eleição não pode ser compreendida fora da missão do povo de Deus, que não é missão que o povo mesmo escolheu: é missão de Deus para trazer reconciliação, paz e salvação, para restaurar todas as coisas, através do Seu Eleito, Jesus Cristo.

Deus não faz acepção de pessoas: Ele chama a todos ao arrependimento dos seus pecados, para que creiam no Evangelho da graça: Deus se reconcilia conosco através do Seu Filho Jesus Cristo, o Eleito, por meio de quem vai renovar todas as coisas. 



quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Viver ou Juntar Dinheiro? - Max Gehringer

Quem é o Senhor da tua vida? Administrar bem o dinheiro é importante, mas saber viver é fundamental. 
Este eu li no Facebook e estou repassando. 
Fonte da imagem:
 https://www.facebook.com/quercafe/photos/a.480793065274802.107485.177537108933734/539191966101578/?type=1&theater


sexta-feira, 5 de setembro de 2014

O que nós podemos oferecer a Deus?


Você tem algo a oferecer a Deus?
O Evangelho, definida a partir das Escrituras Sagradas, vai na contramão das religiões em geral.
As religiões afirmam que você tem algo a oferecer a Deus, que você pode ter "crédito" com Deus. Através de boas obras, de ritos, de conhecimento preciso de doutrinas, de orações, rezas e mantras... enfim, as religiões afirmam a possibilidade do ser humano alcançar créditos com a divindade a partir da sua própria fé, esforço ou dedicação.
O Evangelho, tal como definida na Bíblia, afirma a bondade de Deus, pela sua graça. Nós não apenas não temos crédito com Deus, mas não podemos ter crédito com ele pautado na nossa fé, esforço ou dedicação. O Evangelho não é uma receita de como oferecer a Deus o que Ele precisa, mas sim o anúncio das Boas Novas de que o próprio Deus, em Cristo, veio nos trazer tudo o que nós realmente precisamos - o que a Bíblia costuma chamar de salvação. O fundamento da salvação não são nossas boas obras, fé ou realizações, mas a graça de Deus, mediante a fé em Cristo. A salvação é obra divina e não humana, de modo que nós só podemos entregar a Deus aquilo que Ele mesmo nos deu primeiro.

Quando eu era criança, costumava comprar presentes para o meu pai numa pequena loja. Eu comprava o presente e mandava marcar na conta dele. Eu era apenas um garoto e não tinha condição de comprar um presente por conta própria; por isso, eu comprava na própria conta do meu pai. Ele pagava pelo próprio presente. O mesmo acontece na nossa relação com Deus. Tudo o que nós oferecemos a Deus nós recebemos dEle primeiro. Nós só podemos entregar algo a Deus porque Ele nos deu! Ele nos criou, Ele nos deu dons e talentos (inteligência, força, sabedoria, capacidades, saúde...), Ele é quem nos concede boas dádivas... Além disso, nós nunca poderíamos agradar a Deus, por causa dos nossos pecados, que azedam mesmo as nossas boas obras (Is 64.6). Tudo o que Deus encontra de agradável em nós é fruto da Sua própria graça, amor e misericórdia em Cristo!

"O homem não pode receber coisa alguma se do céu não lhe for dada" (João 3.27).
"Porque dele, e por meio dele, e para ele são todas as coisas. A ele, pois, a glória eternamente. Amém!" (Romanos 11.36).
"Toda boa dádiva e todo dom perfeito são lá do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não pode existir variação ou sombra de mudança" (Tiago 1.17).
"Nós amamos porque ele nos amou primeiro" (1João 4.19).

Deus não precisa de mais nada. Deus não precisa de nós! Mas Ele nos ama, nos criou por amor, nos chama à reconciliação com Ele por amor, nos perdoa, transforma e renova em Cristo por amor. Tudo o que somos e temos de bom é um dom (presente) que Ele mesmo nos dá! Só podemos dar a Deus aquilo que Ele mesmo nos deu antes! Tudo de bom que nós podemos oferecer a Deus foi Ele mesmo quem nos deu! E Deus nos ama, perdoa, aceita, transforma e salva através do Seu Filho Jesus Cristo, que morreu na cruz pelos nossos pecados e ressuscitou para a nossa salvação.

Assim, que nossa relação com Deus seja fruto de AMOR e GRATIDÃO!

"Por meio de Jesus, pois, ofereçamos a Deus, sempre, sacrifício de louvor, que é o fruto de lábios que confessam o seu nome" (Hebreus 13.15).

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Você sabe qual é a origem da palavra SPAM?

Spam é aquela mensagem publicitária que voce recebe por e-mail, que fica roubando o seu tempo e enchendo a sua paciência. Segundo a Wikipédia, "o Termo de spam pode significar Sending and Posting Advertisement in Mass, ou ´enviar e postar publicidade em massa´, ou também: Stupid Pointless Annoying Messages, que significa mensagem rídicula, sem propósito, e irritante". Uma das teorias sobre a origem da palavra está relacionada a um quadro do grupo de humor Monthy Python. Quer assistir ao vídeo?



Leia nossos posts!

Leia nossos posts!