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quarta-feira, 31 de julho de 2013

Revelação e experiência homossexual

O texto abaixo é de autoria de um dos maiores teólogos contemporaneos, o alemão Wolfhart Pannenberg, que  foi professor de Teologia Sistemática na Universidade de Munique – Alemanha e diretor do Instituto de Teologia Ecumênica. Este artigo foi publicado em Novembro 1996 na Revista “Christianty Today”. Texto traduzido do Inglês pelo Rev. Frank Arnold. 
Fonte: http://www.ipib.org/index.php/indice-de-meditacoes/714-revelacao-e-experiencia-homossexual


Pode o amor chegar ao ponto de ser pecaminoso? A tradição cristã no seu todo ensina que não existe tal coisa como amor invertido e pervertido. Os seres humanos são criados para amor, como criaturas do Deus que é amor. Mas mesmo assim essa característica divina é corrompida sempre quando as pessoas se distanciam de Deus ou então amam outras coisas mais que a Deus.

Jesus disse, “Quem ama seu pai ou sua mãe mais do que a mim não é digno de mim.” (Mt 10:37) O amor a Deus tem que ter precedência ao amor aos nosso pais, mesmo que amor aos pais seja ordenado pelo quarto mandamento.

A vontade de Deus – a proclamação de Jesus do senhorio divino sobre nossas vidas - deve ser aquilo que nos guia quanto à nossa identidade e auto-determinação. O significado disto para o comportamento sexual é visto no ensino de Jesus sobre divórcio. Para poder responder à pergunta dos fariseus sobre a admissibilidade do divórcio, Jesus se refere à criação dos seres humanos. Ele vê nisso a expressão dos propósitos de Deus para as suas criaturas. A criação confirma o fato que Deus criou os seres humanos como machos e fêmeas. Deste modo o homem deixa o pai e mãe para se unir à sua esposa tornando-se uma só carne.

Disto Jesus conclui que o permanente e indestrutível vínculo entre marido e esposa é a vontade do Criador para os seres humanos. A comunhão indissolúvel do casamento, no entanto, é alvo da nossa criação como seres sexuais (Mc 10.2-9). Uma vez que este princípio não é limitado ao tempo, a palavra de Jesus é o alicerce e o critério para todos os pronunciamentos cristãos sobre sexualidade, não apenas o casamento em particular, mas a nossa identidade como criaturas sexuais. De acordo com os ensinos de Jesus, a sexualidade humana como machos e fêmeas têm como propósito a comunhão indissolúvel do casamento. Este modelo pauta o ensino cristão sobre todas as áreas do comportamento sexual.

A perspectiva de Jesus, de maneira geral, corresponde à tradição judaica, embora a ênfase no caráter indissolúvel do casamento vá além da provisão para o divórcio contida na lei judaica (Dt 24.1) Entre os judeus havia uma convicção comum que homens e mulheres nas suas identidades sexuais são direcionados para a comunhão do casamento. Isto também explica a avaliação do Antigo Testamento sobre todo comportamento sexual que extrapole este princípio como a fornicação, o adultério e relações homossexuais.

As avaliações bíblicas da prática homossexual são rejeitadas sem ambiguidade e todas as suas colocações sobre este assunto, sem exceção, concordam. O Código de Santidade em Levítico afirma incontestavelmente: “Com homem não se deitarás, como se fosse mulher; é abominação” (Lv 18.22). Levítico 20 inclui comportamento homossexual entre os crimes que merecem a pena de morte (Lv 20.13). É significativo que o mesmo se aplica ao adultério (v.10). Quanto a estas questões, o judaísmo sempre se viu distinto das demais nações.

O mesmo caráter distinto determinou as afirmações sobre homossexualismo no Novo Testamento em contraste com a cultura helenista que não considerava ofensivo tais relacionamentos. Na epístola aos Romanos, Paulo incluiu o comportamento homossexual como uma das consequências da rejeição a Deus (1.27). Em I Coríntios a pratica homossexual está na mesma condição da fornicação, adultério, ganância, embriaguez e roubo como atos que excluem da participação no Reino de Deus (6.9ss). Paulo afirma que os cristãos, através do batismo, foram libertos destas práticas destrutivas.

O Novo Testamento não contém sequer uma passagem que pudesse indicar uma avaliação mais positiva da atividade homossexual contrabalançando estas afirmações paulinas. Assim todo testemunho bíblico inclui, sem exceção, a prática de homossexualidade entre o tipo de comportamento que expressa claramente a condição humana que se volta contra Deus. Este resultado exegético não deixa muita margem quanto à maneira de ver a homossexualidade para qualquer igreja que afirma estar sob a autoridade das Escrituras.

Além disso, as afirmações bíblicas sobre este assunto simplesmente representam o corolário negativo à visão bíblica positiva sobre o propósito divino na criação dos homens e mulheres quanto à sua sexualidade. Os textos negativos quanto ao comportamento homossexual não são simplesmente opiniões periféricas que poderiam ser negligenciadas sem comprometimento da mensagem cristã como um todo.

Além disso, as afirmações bíblicas sobre homossexualidade não podem ser relativizadas como se fossem expressões culturais as quais hoje poderiam ser consideradas simplesmente como antiquadas. As testemunhas bíblicas desde os primórdios se opuseram às pressões do seu ambiente cultural em nome da fé no Deus de Israel, o qual na própria criação estabeleceu homens e mulheres por uma identidade particular.

Defensores contemporâneos de uma mudança na visão da igreja quanto à prática homossexual comumente enfatizam que as afirmações bíblicas não possuíam o conhecimento da importância da moderna da antropologia. Dizem ainda que estas novas evidências sugerem que a homossexualidade deveria ser vista como parte integrante da identidade psicossomática de homossexuais, completamente anterior a qualquer expressão sexual. (Para deixar claro, é melhor falar aqui da inclinação homossexual como algo distinto da prática de homossexual). Tais fenômenos não são limitados às pessoas que praticam homossexualidade.

Inclinação, no entanto, não tem que ditar a prática. Uma das características dos seres humanos é que os nossos impulsos sexuais não se restringem a um só tipo de comportamento, elas permeiam nosso comportamento em todas as áreas da vida. Isto, é claro, inclui os relacionamentos com pessoas do mesmo sexo. No entanto, precisamente porque motivações eróticas permeiam todos os aspectos do comportamento humano, nos deparamos com a responsabilidade de integrá-los na totalidade da nossa vida e conduta.

A mera existência de inclinações homoafetivas não leva necessariamente às práticas homossexuais. Ao contrário, essas inclinações poderiam ser integradas em uma vida na qual elas podem ser subordinadas ao relacionamento com o sexo oposto onde a atividade sexual não deveria ser o centro que determina as prioridades da vida e vocação. Como tem apontado corretamente o sociólogo Helmut Schelsky, uma das realizações primárias do casamento como instituição é a inclusão da sexualidade no propósito de tarefas e objetivos ulteriores.

A realidade das inclinações homoafetivas, no entanto, não necessita ser negada e nem pode ser condenada. A questão, portanto, é como lidar com as inclinações dentro da tarefa humana de dirigir responsavelmente seu comportamento. Este é o problema principal, e é aqui que devemos lidar com a conclusão de que a prática homossexual é um distanciamento da norma para o comportamento sexual dado aos homens a às mulheres como filhos de Deus. Para a igreja isto é o caso não apenas para a atividade homossexual mas também para qualquer outra atividade que não esteja dentro do objetivo do casamento entre um homem e uma mulher – em específico, o adultério.

A igreja se depara com o fato que, nesta área da vida como em todas as outras, o distanciamento dos princípios não é exceção, mas comum e difundido. A igreja deveria enfrentar todos eles com tolerância e entendimento, e, ao mesmo tempo, chamando ao arrependimento. Ela não pode abrir mão da distinção entre a norma e o comportamento que dela se distancia.

Aqui está o limite para uma igreja cristã que se entende como subordinada à autoridade da Escritura. Os que tentam conduzir a igreja à mudanças da norma do seu ensino nesta área, deveriam saber que estão promovendo divisões. Se uma igreja for levada ao ponto de não considerar a atividade homossexual como afastamento do princípio bíblico e reconhecer uniões homossexuais como parcerias equivalentes ao casamento, tal igreja não estaria mais fundamentada na Bíblia, e sim contra o testemunho inequívoco das Escrituras. Uma igreja que toma este passo deixaria de ser a única, santa, católica e apostólica igreja.


quinta-feira, 11 de julho de 2013

O homem que sentiu as dores de parto!

Uma radio irlandesa resolveu fazer uma experiência inusitada: levar um homem a sofrer dores de parto. O jornalista da rádio Henry McKean recebeu seis eletrodos em torno do abdômen, que passou a receber impulsos elétricos na região pélvica, simulando as dores de parto. Henry resistiu durante duas horas. Um parto normal pode durar até oito horas!
Resultado: Henry afirmou que passou a se sentir "mais perto das mulheres".

sexta-feira, 5 de julho de 2013

05 de Julho de 2013: 16 anos de namoro!

O Marcião tá namorando! Há 16 anos! Ah, de casados já são 12 anos!

Um grande abraço!

A foto acima foi tirada quando estávamos grávidos da Letícia.

sábado, 29 de junho de 2013

Estado laico não é sinônimo de Estado ateu ou de Estado contrário a religião

Estado laico não é sinônimo de Estado ateu, contrário a religião ou sem religião. Num Estado laico, contribuição da Reforma Protestante, tanto pessoas que tem religião quanto pessoas que não tem religião devem ser respeitadas em seus direitos e são responsáveis em seus deveres.


sexta-feira, 28 de junho de 2013

O que dizer do "Projeto da Cura Gay"?

Você sabe o que é o "Projeto da Cura Gay"? Não sabe? Acha que sabe? Então vamos lá.

1) O QUE A MÍDIA DIZ SOBRE O PROJETO. Para começar, vamos entender o que a mídia está dizendo sobre o "Projeto da Cura Gay". Vamos começar citando uma notícia recente, de ontem (20/06/2013):

"Manifestantes contrários ao projeto da cura gay estão em protesto em PE. Psicólogos sabem como lidar com sexualidade de pacientes, diz aluna. Concentração para passeata acontece na Praça do Derby, no Centro. (...) O chamado projeto da "cura gay" determina o fim da proibição, pelo Conselho Federal de Psicologia, de tratamentos que se propõem a reverter a homossexualidade, liberando os profissionais para atuar em busca da suposta cura gay. O texto foi aprovado na começo da semana na Comissão de Direitos Humanos da Câmara Federal, presidida pelo deputado Marcos Feliciano. Antes de virar lei, o projeto ainda terá de ser analisado pelas comissões de Seguridade Social e Família e de Constituição e Justiça até chegar ao plenário da Câmara".
Fonte: http://g1.globo.com/pernambuco/noticia/2013/06/manifestantes-contrarios-ao-projeto-da-cura-gay-estao-em-protesto-em-pe.html

O texto da Globo.com afirma que o projeto liberaria "os profissionais para atuar em busca da suposta cura gay". Mas será que é isso mesmo? Veja algumas afirmações de "O Globo.com" acima:
1) O projeto trata da "cura gay";
2) A estudante afirma que "psicólogos sabem como lidar com sexualidade de pacientes";
3) O "Projeto da cura gay" determina "o fim da proibição de tratamentos que se propõem a reverter a homossexualidade, liberando os profissionais para atuar em busca da suposta cura gay";
4) O texto foi aprovado  pela comissão presidida pelo deputado Marcos Feliciano".

Agora você vai poder comprovar abaixo que:
1) O Projeto não aumenta uma vírgula a Resolução do Conselho Federal de Psicologia; logo, não trata de "cura gay" - expressão, aliás, que o projeto jamais trouxe e que, pasmem, procura exatamente retirar da Resolução do Conselho Federal de Psicologia!;
2) Se o que a psicóloga disse é verdade, ou seja, que "os psicólogos sabem como lidar com a sexualidade dos pacientes", ela vai concordar com a PDL 234/11, pois o que este projeto procura é exatamente devolver esta autonomia para os psicólogos!;
3) O PDL 234/11 não propõe "o fim da proibição de tratamentos que se propõem a reverter a homossexualidade, liberando os profissionais para atuar em busca da suposta cura gay" pois o que está sendo proposto não é a eliminação do caput do Art. 3° da Resolução do Conselho Federal de Psicologia, que trata deste assunto, mas apenas do parágrafo único deste artigo e do Art 4°;
4) Ok, esta é a única afirmação divulgada pela Globo.com no texto citado acima que eu concordo. Para mim o Marcos Feliciano presta um desserviço para os cristãos brasileiros. No entanto, o fato de eu não gostar dele não é motivo para que eu me coloque contra o Projeto de Decreto de Lei com o qual ele concorde!

Vamos prosseguir...

2) O QUE É O PROJETO. O Projeto não fala nada sobre "cura gay". O Projeto de Decreto Legislativo 234/11 (ou simplesmente PDL 234/11), do deputado João Campos (PSDB-GO), torna sem efeito o parágrafo único do Artigo 3º e todo o Artigo 4º da Resolução 1/99 do Conselho Federal de Psicologia (CFP). Pois bem, o que seriam o parágrafo único do artigo 3º e o Art. 4º desta Resolução, que o projeto propõe eliminar (em itálico)? Vamos conferir, inclusive o caput do Art. 3º, que não será alterado:

"Art. 3° – os psicólogos não exercerão qualquer ação que favoreça a patologização de comportamentos ou práticas homoeróticas nem adotarão ação coercitiva tendente a orientar homossexuais para tratamentos não solicitados.”
Parágrafo único – Os psicólogos não colaborarão com eventos e serviços que proponham tratamento e cura das homossexualidades.
Art. 4° – Os psicólogos não se pronunciarão, nem participarão de pronunciamentos públicos, nos meios de comunicação de massa, de modo a reforçar os preconceitos sociais existentes em relação aos homossexuais como portadores de qualquer desordem psíquica".

Aliás, diga-se de passagem, o PDL 234/11 (apelidado maldosamente de Projeto da Cura Gay) não fala de cura gay. Tanto é que procura eliminar esta expressão equivocada presente não no próprio projeto, mas sim na Resolução do Conselho Federal de Psicologia! É a Resolução do CFP que fala de cura gay e não o projeto!

É curioso que os defensores do aborto afirmam que, no caso de incesto ou estupro, o aborto deva ser aprovado. Mas no caso de alguém sofrer com uma sexualidade que é consequencia de traumas e condicionamentos decorrentes de incesto ou abuso sexual, o sujeito tenha que se submeter a ditatura do politicamente correto promovido pelo Conselho Federal de Psicologia!

Agora, presta muita atenção, o Projeto do Decreto Legislativo 234/11 não altera o caput do Art. 3º, mas apenas o Parágrafo único do 3º e o Art. 4º. E o que isso vai mudar na prática? Vamos dar um exemplo.

3) UM EXEMPLO DA APLICAÇÃO DO PROJETO. Digamos que uma pessoa tenha sido abusada sexualmente quando criança e que não se sinta feliz com a sexualidade que tem vivenciado. A pessoa procura, então, um psicólogo, para superar o trauma de infância, para que possa viver melhor com a sua sexualidade de orientação heterossexual, MAS NÃO PODE, MESMO QUE SEJA A VONTADE DA PESSOA, MESMO QUE A SEXUALIDADE VIVENCIADA SEJA FRUTO DE VIOLÊNCIA, MESMO QUE A DECISÃO DE PROCURAR UM PSICÓLOGO SEJA A EXPRESSÃO LIVRE DE UM CIDADÃO!

CONCLUSÃO. O Projeto do Decreto Legislativo 234/11 não tem nada a ver com "cura gay". Se alguém pode recorrer a um psicólogo para afirmar sua homossexualidade ou bissexualidade, por que alguém que queira deixar para trás a prática homossexual não pode recorrer ao auxílio de um psicólogo? Isso sim é preconceito! É a ditadura das minorias da turminha do politicamente correto: hoje algumas minorias querem impor sua vontade/filosofia e valores para a maioria!

sábado, 15 de junho de 2013

Uma Grande Felicidade! (Uma meditação sobre Mateus 8.23-27)



Todos querem uma grande felicidade. Todos querem vivenciar aqueles momentos em que a alegria, a beleza e a paz inundam o coração. Mas geralmente as pessoas não querem trilhar o caminho que Deus preparou para chegarmos a esta plenitude. Há um caminho para se trilhar. Hoje quero compartilhar com vocês um belo texto bíblico sobre a grande felicidade!

"Então, entrando ele no barco, seus discípulos o seguiram. E eis que sobreveio no mar uma grande tempestade, de sorte que o barco era varrido pelas ondas. Entretanto, Jesus dormia. Mas os discípulos vieram acordá-lo, clamando: Senhor, salva-nos! Perecemos! Perguntou-lhes, então, Jesus: Por que sois tímidos, homens de pequena fé? E, levantando-se, repreendeu os ventos e o mar; e fez-se grande bonança. E maravilharam-se os homens, dizendo: Quem é este que até os ventos e o mar lhe obedecem?" (Mateus 8.23-27).

"Então, entrando ele no barco, seus discípulos o seguiram" (v. 23)
Nosso texto está ligado ao anterior (Mt 8.23-27), no qual Jesus ensina sobre o discipulado, ou seja, sobre seguir a Jesus, seguir seu ensino, exemplo e pessoa. Nosso texto começa com os discípulos seguindo a Jesus. Os discípulos não escolheram como ou para onde ir; nem mesmo escolheram o barco. Eles simplesmente seguiram a Jesus. Mas o que aconteceu com eles depois que seguiram a Jesus?

E eis que sobreveio no mar uma grande tempestade, de sorte que o barco era varrido pelas ondas (v. 24ab)
Quantas vezes não passamos por tempestades na vida? Os discípulos estavam num barco, que estava sendo varrido pelas ondas, ou seja, jogado de um lado para outro; arrastado! Um barco não tem domínio sobre uma tempestade. Tem coisas na vida sobre as quais não temos controle! Não dominamos as forças da natureza, a morte, a maldade das pessoas contra nós...
Sobreveio aos discípulos uma grande tempestade! Não foi uma tempestade, mas uma GRANDE tempestade! Mas os discípulos não seguiram a Jesus? Será justo? É isso o que os discípulos recebem por seguir a Jesus, uma tempestade? Será que este é o fim dos cristãos?

Entretanto, Jesus dormia (v. 24c)
O mundo dos discípulos estava caindo... e Jesus estava dormindo! Quantas vezes, em meio as tribulações, não sentimos que estamos sós, que Deus não está nos vendo, ou se está nos vendo, não está se importanto conosco!?! Há momentos em que parece que Deus está dormindo. Será que Deus dorme?

Mas os discípulos vieram acordá-lo, clamando: Senhor, salva-nos! Perecemos!  (v. 25)
O que os discípulos fizeram quando a coisa ficou feia? Clamaram ao Senhor! Precisamos aprender a orar sempre. Orar não é "falar com Deus" apenas, mas sim "conversar com Deus". Não é apenas falar, mas é também ouvir a sua voz. Os discípulos não estavam ouvindo muito bem a voz de Deus no meio da tribulação, mas o que eles fizeram foi muito acertado: eles clamaram para o Mestre!

Perguntou-lhes, então, Jesus: Por que sois tímidos, homens de pequena fé? (v. 26a)
Posagora! Por que Jesus deu esta bronca nos discípulos? Será que ele não queria ser incomodado? Será que ele estava mesmo alheio as tribulações dos discípulos? Será que ele não deseja que clamemos por ele?
Não, não é nada disso! Jesus dá uma bronca nos discípulos por causa da sua incredulidade! O Filho de Deus escolheu o barco, escolheu a hora de entrar no barco e estava no barco. Não havia motivo para desespero, pânico, desesperança! Os discípulos não tiveram sua fé depositada no Mestre, mas se deixaram levar pelas circunstâncias. Fé é confiança em Deus e fidelidade a Deus. Os discípulos de Jesus não devem viver de acordo com as circunstâncias, mas de acordo com a nossa fé em Cristo!

E, levantando-se, repreendeu os ventos e o mar (v. 26b)
Os discípulos não tinham motivo para viver pautando suas vidas nas circunstâncias (boas ou ruins), não tinham motivo para desespero, pois decidiram seguir ao Senhor que tem todo poder nos céus e na terra! Todas as coisas estão nas mãos de Jesus. Não há motivo para desespero! Jesus não apenas tem todo poder nos céus e na terra, mas ele também nos ama e tem um plano para a nossa vida. Confie em Deus. Espere em Deus. Creia em Deus!

e fez-se grande bonança (v. 26c)
Onde está a tempestade? Passou! Por quantas tempestades já passamos nesta vida? Você está passando por uma tempestade? Lembre-se daquelas que você já enfrentou e verá que já passou por lutas muito maiores; e mesmo que esta que você está enfrentando seja a maior, confie nAquele que tem o poder sobre as tempestades.
Jesus trouxe sobre os seus discípulos, sobre aqueles que o seguiram, uma GRANDE BONANÇA, uma GRANDE ALEGRIA! Quando viram o sol novamente, ele jamais pareceu brilhar tão forte! O dia nunca foram tão lindo. Aqueles que seguem a Cristo enfrentam grandes tempestades, mas desfrutam, pela graça de Deus, de GRANDES ALEGRIAS!

E maravilharam-se os homens, dizendo: Quem é este que até os ventos e o mar lhe obedecem? (v. 27)
Depois da ação maravilhosa e libertadora de Deus, os discípulos ficaram impressionados, maravilhados. E é interessante que, ao invés de afirmações, terminaram com uma pergunta! Quanto mais conhecemos a Deus e a sua obra maravilhosa na nossa vida, mais nos surpreendemos com seu amor, bondade, graça e fidelidade! Quanto mais conhecemos a Deus, mais fazemos perguntas. Mas não são perguntas de dúvidas, mas perguntas de maravilhamento, de grande paz, contentamento e alegria.

Jesus Cristo é o Senhor. Nós somos seus discípulos. Aquele que o segue enfrenta grandes lutas, grandes tempestades, grandes tribulações, mas é contemplado com maravilhamento e uma GRANDE FELICIDADE!


Fonte da imagem: http://portalsementinhakids.com/wp-content/uploads/2011/10/uid.jpg

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Nem mesmo os nossos fracassos podem impedir que Deus cumpra seus propósitos em nossa vida (Jz 13.1-16.31)


Juízes 13.1-16.31 conta a história de Sansão, um dos juízes de Israel. Juiz era alguém escolhido por Deus para livrar Israel dos seus inimigos entre o período da conquista da terra prometida (com Josué) e a Monarquia (cujos primeiros reis foram Saul, Davi e Salomão).
O nascimento de Sansão foi um milagre: sua mãe era estéril, mas Deus havia anunciado à ela que teria um filho consagrado à Deus, que começaria a “livrar a Israel do poder dos filisteus” (Jz 13.3-5).
Sansão era nazireu. A palavra nazireu significa “consagrado”, isto é, consagrado a Deus. Na Bíblia, o texto de Nm 6.1-8 nos ensina o seguinte sobre o nazireu: a) é um voto de consagração a Deus; b) o nazireu não pode beber vinho ou bebida forte; c) não pode comer ou beber nada que seja derivado da uva, inclusive a própria uva; d) não pode cortar o cabelo ou a barba; e) não pode sequer se aproximar de um cadáver. Todo nazireu tinha que observar estas coisas.
A vida de Sansão nos ensina lições muito importantes e valiosas para a nossa vida hoje. Deus tem o controle de todas as coisas, e pode usar tanto nosso sucesso quanto o nosso fracasso para cumprir os planos que tem em nossa vida. No entanto, Deus não deseja que venhamos a sofrer a toa, mas deseja que vivamos bem, em comunhão com Ele e uns com os outros. Mas nem mesmo nossos fracassos podem impedir seus planos em nossas vidas. Sansão cometeu vários erros. Vamos dividir seus erros em algumas fases.
1ª fase: 1) Tomou por esposa uma filistéia, filha do povo inimigo de Israel; 2) Sansão andou por onde não devia (perto da vinha), e lá quebrou seu primeiro voto: matou um leão (Jz 14.5-6). 3) Permanece firme na desobediência, e come do mel que estava no cadáver do leão morto (Jz 14.8-9); 4) Sansão pecou comendo do mel, e o deu aos seus pais, sem que estes soubessem que vinha de um animal morto, fazendo assim seus pais pecarem. Ao final desta fase, Sansão diz um enigma aos filisteus e faz uma aposta com eles. Os filisteus, não descobrindo a resposta, pressionam a mulher de Sansão, sob ameaça. Seu enigma é então decifrado, e Sansão paga a aposta derramando sangue dos filisteus. Então, sua mulher é entregue ao seu amigo. Sabendo disso, Sansão destrói as plantações dos filisteus, os quais mataram sua esposa e seus sogros. Sansão, então, por vingança, mata muitos filisteus. Sansão foi desobediente à Palavra de Deus, quebrando quase todos os seus votos de nazireu, o que gerou dor, morte, injustiça, traição, covardia, maldade, desgosto. Como retaliação, os filisteus oprimem o povo de Sansão, e ordenam que Sansão se entregue. Ele é então entregue aos seus inimigos, mas escapa e mata mil filisteus com uma queixada de burro.
2ª fase: 1) Sansão se deita com uma prostituta; 2) depois de algum tempo se apaixona por uma outra filisteia, chamada Dalila. Os filisteus oferecem à ela muito dinheiro para que descubra o segredo da força de Sansão. Ela, então, passa a procurar descobrir a razão da força de Sansão. Depois de muitas tentativas, ela descobre: sua força seria retirada se seus CABELOS fossem cortados, mas NÃO porquê a sua força estivesse nos cabelos, pois não estava: sua força estava na sua CONSAGRAÇÃO ao SENHOR (pois não cortar os cabelos era o único voto que Sansão ainda mantinha como nazireu!). Então, Dalila corta o cabelo de Sansão, e este perde toda a sua força, pois “o Senhor se tinha retirado dele”, após quebrar o último voto. Então os piores pesadelos de Sansão se tornam realidade: foi entregue nas mãos dos seus inimigos; seus olhos são vazados (furados); o amarraram e o prenderam; foi motivo de alegria e piada dos seus inimigos, que o humilharam enquanto os divertia; seus inimigos louvaram o seu falso deus por causa de Sansão.
Fim: Mesmo no fundo do poço, mesmo tendo fracassado, mesmo tendo feito tudo errado, Deus não se esquece de Sansão. Este faz ainda uma última oração, Deus lhe atende, lhe devolve as forças, e Sansão derruba as colunas do edifício, o que leva à morte de milhares de líderes filisteus. Sansão também morre, mas cumpre a sua missão de começar a libertar Israel da mão dos filisteus.
A história de Sansão nos ensina que Deus perdoa os nossos pecados, mas nós, nossa família e nosso povo sofremos as suas conseqüências. Ensina também que mesmo os nossos fracassos não são capazes de impedir os planos de Deus em nossa vida. No entanto, apesar de Deus perdoar os nossos pecados e apesar de Deus cumprir os seus planos na nossa vida, fica claro que viver no pecado e na rebeldia não compensam, nem para nós, nem para nossa família, nem para nossos amigos.

Apesar dos nossos pecados e fracassos, Deus tem um propósito em nossa vida, através de seu Filho, Jesus Cristo. O Filho de Deus veio ao mundo em fraqueza, mas não por haver quebrado os seus votos como Sansão: Jesus abriu mão de sua glória para assumir nossa fraqueza, culpa e pecados. E tendo morrido na cruz por amor de nós, ressuscitou ao terceiro dia para a nossa salvação. Por meio de Jesus Cristo, Deus não apenas restaura as nossas forças, não apenas traz perdão e poder para uma nova vida no Espírito, mas realiza seus propósitos de amor, alegria e paz sobre nós!


quinta-feira, 30 de maio de 2013

Estudo de Universidade Inglesa afirma que “espiritualidade sem religião” aumenta risco de transtornos mentais e abuso de drogas

As estatísticas do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia Estatística) demonstram que cresce no Brasil a cada ano o número de "evangélicos sem igreja". Pessoas que afirmam que creem em Deus, confiam em Cristo, mas não estão vinculadas a igreja alguma. Recentemente li uma notícia muito interessante a respeito:

"Um estudo feito pela University College London e publicado no “British Journal of Psychiatry” revelou que pessoas que afirmam viver uma fé, mas que não seguem uma religião formal, são mais propensas a sofrerem de transtornos mentais do que ateus e religiosos tradicionais".

O professor Michel King foi o responsável pelo estudo, no qual 7.400 pessoas foram entrevistadas na Inglaterra.  A conclusão do estudo é que "aqueles que afirmam ser “espiritualizados não religiosos” tiveram um risco 77% maior de abusar de drogas. Eles também foram muito mais propensos a sofrer de transtornos alimentares, fobias e neuroses".

É algo a se pensar. Me lembrei de uma passagem da Bíblia, em Hebreus 10.25 (que cito em duas traduções):
"Não deixemos de congregar-nos, como é costume de alguns; antes, façamos admoestações e tanto mais quanto vedes que o Dia se aproxima" (ARA)
"Não abandonemos, como alguns estão fazendo, o costume de assistir às nossas reuniões. Pelo contrário, animemos uns aos outros e ainda mais agora que vocês vêem que o dia está chegando" (NTLH)

A fé em Deus Pai nos conduz SEMPRE a vida em comunidade! A fé em Cristo nos conduz à comunhão com seu Corpo vivo, que é a Igreja. A vida no Espírito é vida comunitária. O próprio Deus é a comunidade divina do Pai do Filho e do Espírito Santo.

Então, vamos adorar a Deus, ouvir a Palavra de Deus, ter comunhão com os irmãos na fé e celebrar os sacramentos? Vamos congregar?



Fonte:
http://noticias.gospelmais.com.br/espiritualidade-sem-religiao-aumenta-risco-transtornos-mentais-48222.html

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Se Davi fosse gaúcho II - O Salmo 8: Uma releitura Gaúcha



SOBERANO PATRÃO CELESTIAL,
SENHOR DA HUMANIDADE,
VENHO AQUI TE EXALTAR COMO O MONARCA DE TODOS OS PAGOS,
COM TODA MINHA SINCERIDADE.

EM CADA RINCÃO CELESTIAL
EU VEJO TUA ESSÊNCIA ALTANEIRA...
TARDEZITA, A ESTRELA BOIEIRA DESENCILHA A NOITE A MINHA VISTA,
MIRO O LUZEIRO DA AURORA,
MATIZES DE UM POENTE
TRANÇADOS POR MÃO DE ARTISTA

À NOITE, QUANDO O TROPEL DE ESTRELAS ME VOLTEIA,
RECORDO A CAMPERIADA DO DIA
E UM PENSAMENTO ME MANEIA:
- O QUE É O VIVENTE AFINAL,
PARA QUE SOBRE TODA CRIAÇÃO
TENHA DOMÍNIO SEM IGUAL?

O CORAÇÃO DO HOMEM É CABORTEIRO,
E MUITAS VEZES DO MUNDO ELE FAZ UM ENTREVEIRO;
MAS MESMO ASSIM TU INSISTES:
-  XIRU, EU SEI QUE TU ÉS CAPAZ, POIS NÃO FOI A TOA
QUE SOBRE TODA A ESTÂNCIA DA TERRA
EU TE PUS POR CAPATAZ !

ÓH DEUS, SOBERANO PATRÃO CELESTIAL, SENHOR DA HUMANIDADE,
VENHO AQUI TE EXALTAR COMO O MONARCA DE TODOS OS PAGOS,
COM TODA A MINHA SINCERIDADE

Vinicius Silva de Lima
Tiago de Mello Cargnin

Fonte:
http://ipiportoalegre.blogspot.com.br/2013/05/retorno.html

quarta-feira, 22 de maio de 2013

A história da dona de cabaré que crê no poder da oração - e da igreja que afirmou que não crê



A Dona Tarcília Bezerra tinha um cabaré na cidade de Aquiraz, no litoral do Ceará. Diante do aumento de renda familiar na região, a Dona Tarcília resolveu expandir o seu cabaré, que ficava perto de uma igreja evangélica  local. A igreja começou então a realizar várias reuniões de oração contra o projeto de expansão do cabaré. Cerca de uma semana antes da data da reinauguração, um raio atingiu o cabaré, queimando as instalações elétricas, além de provocar um incêndio que destruiu o telhado e parte da construção.
O pastor e os membros da igreja começaram a se gabar do poder da oração, até que a Dona Tarcília decidiu processar a igreja, o pastor e toda a congregação, com o argumento de que "foram os responsáveis pelo fim de seu prédio e de seu negócio, utilizando-se da intervenção divina, direta ou indireta e das ações ou meios”. Em resposta, a igreja, na contestação à ação judicial, "veementemente, negou toda e qualquer responsabilidade ou qualquer ligação com o fim do edifício". Na audiência de reconciliação, o juiz afirmou o seguinte: "Eu não sei como vou decidir este caso, mas uma coisa está patente nos autos: Temos aqui uma proprietária de cabaré que firmemente acredita no poder das orações e uma igreja inteira declarando que as orações não valem nada!".


O texto acima, na verdade, foi criado por um grupo de ateus e originalmente citava a IURD. Mas é engraçado.

Fontes:
http://nominuto.com/blogdodiogenes/no-ceara-dona-de-cabare-processa-igreja-evangelica/1199/
http://noticias.gospelmais.com.br/cabare-processa-igreja-universal-bispo-macedo-divulga-noticia-falsa-54076.html

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Passamos dos 2000 acessos!

Há cerca de um mês tínhamos cerca de 200 acessos; hoje (29/04/2013) chegamos aos 2000!
Valeu, pessoal!
Aproveitem a visita para ler o Blog. Dêem uma olhada no nosso Top 5 (na lateral direita).

Um abração. Obrigado pela visita!

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Mensagem da Letícia e do Miguel sobre o Blog


De vez em quando eu mostro o Blog para a Letícia e para o Miguel. Eu estava entrando no Blog quando a Letícia me pediu para publicar algo:
"Leia o Blog comigo. Mais nada".

(Ela está na cadeira ao lado... o Miguel está no meu colo, “colaborando” para o Blog).

A Letícia pediu para o Miguel falar alguma coisa para escrever no Blog. O Miguel disse: “Não chei!”.

Um abraço, pessoal!

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Papa Francisco afirma que há "ladrões e bandidos que usam a religião como um negócio"

Voltei da caminhada pela manhã (pois é, Deus faz milagres!)  e vim para o computador. Entrei no Yahoo! notícias e li que o Papa Francisco (o argentino Jorge Mario Bergoglio) afirmou, entre outras coisas, o seguinte:
- há "ladrões e bandidos que usam a religião como um negócio";
- "a única porta [para o Reino de Deus] é Jesus";
- quem não quer entrar no Reino através de Jesus "é um ladrão ou um bandido, é alguém que quer tirar proveito em benefício próprio".

Eu não sei se o Papa Francisco estava falando de ladrões e bandidos dentro ou fora da Igreja Romana. Talvez esteja mandando um recado para alguns figurões da Igreja Romana, envolvidos em escândalos dentro do Banco do Vaticano. Quem dera estivesse falando da venda de indulgências (aliás, até onde sei, a doutrina das indulgências, combatida por Lutero, continua como estava). Talvez seja uma referência aos falsos pastores entre os evangélicos, que estão vendendo mais bens religiosos que a própria Igreja Romana. Seja qual for o caso, neste contexto eu concordo com o Papa Francisco.

Abaixo os vendilhões do templo! Abaixo os cambistas e os vendedores de pombos! Abaixo aqueles que querem fazer da fé fonte de acumulação de capital e não de amor e misericórdia (Leia Mateus 11.15-19).

O único caminho para o Reino de Deus é mesmo Jesus Cristo! Só Ele veio ao mundo para se compadecer de todos nós, que pecamos e precisamos da graça de Deus. Só Ele viveu sem pecado e pode viver por nós e nos amar de tal maneira que entregou a própria vida por amor de nós! Só Ele venceu o pecado, a morte e o inferno e ressuscitou ao terceiro dia para a nossa salvação!

Que Deus nos abençoe! Que amemos a Deus, amemos ao próximo e façamos a vontade de Deus, pela graça de Deus que há em Cristo, no poder do Santo Espírito e para a glória de Deus.



Fonte: http://br.noticias.yahoo.com/papa-francisco-critica-bandidos-usam-religi%C3%A3o-neg%C3%B3cio-115204710.html

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Se Davi fosse gaúcho...

O texto abaixo é de um amigo, o Vinicius Silva de Lima, pastor da IPI de Porto Alegre. É o salmo de um peão.
Imagine se Davi fosse gaúcho... 


SALMO DE UM PEÃO


Deus nosso Senhor, sejas Tu reconhecido

Como o Soberano Patrão de todos os pagos.
No meu gauderiar, na minha lida,
Por mais entrevero que seja minha vida,
Hei de reconhecê-lo, Senhor,
Como meu único sinuelo.
Talvez venha por aí algum índio maleva,
Destes metido a patrão,
Que por força ou condição
Queira de ti me apartar.
Mas eu firmo a minha crença
E, de pronto, alardeio minha decisão:
- Como um taura, Cristo morreu por mim,
E eu, como um guapo cristão, sou Dele até o fim!
Eu reconheço, Senhor,
Tu criaste todo o pampa e toda a bicharada;
Também criaste o céu onde voa o ximango e o quero-quero,
E a lua, que se mostra pachola nos rios, na madrugada.
Não há nada que tu não possas fazer.
Tu abres os olhos do cego
E aprumas o andar do rengo,
E até o doente moribundo tu sabes fortalecer.
Tu, oh Deus, cuidas do guri que nasceu guacho,
E dá esperança pro mais acabado borracho.
Tu, oh Deus, ampara a mãe que ficou sem seu marido,
E consola aquele que anda triste e aquele que está ferido.
Obrigado Soberano Patrão
Porque a tua estância é o mundo;
A tua tropa são todos os que crêem em ti,
E a tua campereada é para sempre.
Amém.

 

domingo, 21 de abril de 2013

Emoção de Chineses ao receber a Bíblia Sagrada

CONTRABANDO DE BÍBLIA PARA A CHINA é registrado em vídeo. Olhem a emoção desses irmãos ao verem uma Bíblia pela primeira vez.



terça-feira, 16 de abril de 2013

Pastoras Richthofen e Jatobá, 'Seminarista' Beira-Mar: glória de Deus ou vergonha evangélica?

       A Suzane von Richthofen agora é pastora, junto com a Anna Carolina Jatobá! E segura o Fernandinho Beira-Mar: já está estudando teologia! Com bolsa!
Acho que não li a Bíblia direito. Acho que perdi alguma coisa! Veja o que a Bíblia orienta:

“Tu, pois, filho meu, fortifica-te na graça que está em Cristo Jesus. E o que de minha parte ouviste através de muitas testemunhas, isso mesmo transmite a homens fiéis e também idôneos para instruir a outros” (2Timóteo 2.1-2 – grifo acrescentado).

            Já sei, já sei, já estou ouvindo as vozes:
“Mas você não crê no poder de Deus? Não crê que Deus pode salvar estes pecadores e chama-los para a obra de Deus? Por acaso você não se lembra das palavras de Jesus ao malfeitor na cruz: ‘Em verdade te digo que hoje estarás comigo no paraíso’ (Lucas 23.43)?”
            Sim, eu creio que “todos pecaram e carecem da glória de Deus” (Romanos 3.23). Eu sei que o pecado é democrático e nivelou a todos na mesma condição: de gente que precisa de Deus, que precisa de ajuda, que precisa de perdão e salvação. Eu sei. Eu sei o que o Evangelho segundo Lucas narrou sobre as palavras de Jesus para o malfeitor arrependido. Eu sei que Deus é capaz de transformar a vida de quem quer que seja. Mas não é só isso que eu sei.
            Saulo de Tarso perseguia a Igreja de Cristo e que ele se tornou o apóstolo dos gentios. No entanto, após o encontro com Cristo, ele permaneceu alguns anos sendo discipulado; além disso, Saulo de Tarso, agora apóstolo Paulo, tinha muito o que perder pessoalmente ao atender o chamado de Jesus: status, fama, posição social. Um preso não tem nada a perder, pelo contrário, tem pena para diminuir!
            O endemoninhado geraseno, após sua libertação, rogou a Jesus permissão para ficar com Ele, mas Jesus não o permitiu; antes, mandou que voltasse para a sua própria casa para que testemunhasse ali (Marcos 5.18-20).

            Jesus disse claramente: “Não deis aos cães o que é santo, nem lanceis ante os porcos as vossas pérolas, para que não as pisem com os pés e, voltando-se, vos dilacerem” (Mateus 7.6).

            Chega de artista esquecido, falido, que usa a fé para reerguer a carreira mas não dá bom testemunho da sua fé.
            Chega de gente famosa (inclusive criminosos) com tratamento diferenciado na Igreja (afinal, não somos todos iguais?). Se uma pessoa famosa, quem quer que seja, crê no Evangelho e tem a vida transformada pela graça de Deus, glória a Deus! Mas famosos não são melhores que anônimos!
            Chega de Evangelho sem cruz. Condenados na prisão não precisam ser ordenados pastores para pregar o Evangelho. Deveriam sair primeiro, dar testemunho de que mudaram de vida pela graça de Deus, que realmente se arrependeram dos seus pecados, para então serem ordenados ao ministério pastoral ou a outro tipo de ministério, se a Igreja entender pela Palavra de Deus e o testemunho do Espírito Santo que deve proceder assim.

            O que você acha? Você acha que as pastoras Suzane von Richthofen e Anna Carolina Jatobá, junto com o estudante de teologia Fernandinho Beira-Mar, são expressão da glória de Deus ou outro escândalo evangélico? A história dirá, pois a árvore é conhecida pelos seus frutos!

            Eu gostaria que fossem mais uma expressão da glória de Deus, mas temo que seja mais um escândalo evangélico!

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Você agradeceu a Deus pela vida daquela pessoa hoje?


Você crê em Cristo? Pois bem, quem é que Deus colocou na sua vida para que você ouvisse a mensagem do Evangelho e cresse em Cristo? Quem é que Deus colocou na sua vida para que você fosse instruído na Palavra de Deus?
Gostaria de compartilhar com você hoje um pequeno verso da Palavra de Deus, em duas traduções:

 6.6   "Mas aquele que está sendo instruído na palavra faça participante de todas as coisas boas aquele que o instrui". (ARA)
 6.6   "A pessoa que está aprendendo o evangelho de Cristo deve repartir todas as suas coisas boas com quem a estiver ensinando". (NTLH)

 No meu caso, quem compartilhou comigo o Evangelho foi um amigo, um irmão, chamado João William Madeira Solim. Meu primeiro pastor foi o Naamã Mendes. Alguns irmãos que me acompanharam na fé nos meus primeiros anos de conversão foram os pastores Gideone Nascimento de Oliveira, Nivaldo Góis, Luiz Henrique Solano Rossi, além dos Presbíteros Odilon, Ednaldo Michellon e Luiz Fernando. Sou muito grato também aos irmãos que caminharam comigo na Igreja e no Seminário: Giulianno Roberto Silva e Edivaldo Antonio Romagnoli – além dos colegas de turma (Sinval, Wesley, Lucas, Caio, Lincoln, Américo, Binho...) e professores (José Adriano, Carlos Klein, Reginaldo Von Zuben, McDaniel, Cristofani...).

Estes irmãos foram muito importantes no início da minha caminhada. Sou grato a Deus pela vida de cada um deles. O tempo vai passando e Deus vai colocando muitas outras pessoas na nossa vida, para caminharem conosco. Mas a todos os que foram citados, a minha gratidão. Como eu não tenho dinheiro para compartilhar (rsrsrs), faço de todos vocês participantes nas minhas orações, no meu amor e na minha gratidão.

segunda-feira, 1 de abril de 2013

O Domingo de Páscoa foi glorioso. E a segunda?

O Domingo de Páscoa foi maravilhoso.
A questão importante é a seguinte: e agora, como será a segunda?

Que Deus nos abençoe para:
que, na segunda, nos lembremos que Cristo viveu a vida mais linda que alguém já viveu;
que, na terça, recordemos da injustiça dos homens, manifesta na crucificação de Jesus;
que, na quarta, não esqueçamos da justiça de Deus, manifesta na crucificação de Jesus;
que, na quinta, façamos memória da vitória de Cristo na sua ressurreição;
que, na sexta, meditemos no dom do Espírito, que Cristo, ressuscitado, enviou aos nossos corações;
que, no sábado, reflitamos sobre a volta de Jesus, para fazer novas todas as coisas;
que, no domingo, possamos louvar a Deus juntos novamente, para celebrar a nossa fé em Cristo e a sua obra na nossa vida, de segunda a domingo, até a consumação dos séculos.

O Domingo de Páscoa foi maravilhoso.
Que a Segunda seja ainda melhor, para a glória de Deus!

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