As estatísticas do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia Estatística) demonstram que cresce no Brasil a cada ano o número de "evangélicos sem igreja". Pessoas que afirmam que creem em Deus, confiam em Cristo, mas não estão vinculadas a igreja alguma. Recentemente li uma notícia muito interessante a respeito:
"Um estudo feito pela University College London e publicado no “British Journal of Psychiatry” revelou que pessoas que afirmam viver uma fé, mas que não seguem uma religião formal, são mais propensas a sofrerem de transtornos mentais do que ateus e religiosos tradicionais".
O professor Michel King foi o responsável pelo estudo, no qual 7.400 pessoas foram entrevistadas na Inglaterra. A conclusão do estudo é que "aqueles que afirmam ser “espiritualizados não religiosos” tiveram um risco 77% maior de abusar de drogas. Eles também foram muito mais propensos a sofrer de transtornos alimentares, fobias e neuroses".
É algo a se pensar. Me lembrei de uma passagem da Bíblia, em Hebreus 10.25 (que cito em duas traduções):
"Não deixemos de congregar-nos, como é costume de alguns; antes, façamos admoestações e tanto mais quanto vedes que o Dia se aproxima" (ARA)
"Não abandonemos, como alguns estão fazendo, o costume de assistir às nossas reuniões. Pelo contrário, animemos uns aos outros e ainda mais agora que vocês vêem que o dia está chegando" (NTLH)
A fé em Deus Pai nos conduz SEMPRE a vida em comunidade! A fé em Cristo nos conduz à comunhão com seu Corpo vivo, que é a Igreja. A vida no Espírito é vida comunitária. O próprio Deus é a comunidade divina do Pai do Filho e do Espírito Santo.
Então, vamos adorar a Deus, ouvir a Palavra de Deus, ter comunhão com os irmãos na fé e celebrar os sacramentos? Vamos congregar?
Fonte:
http://noticias.gospelmais.com.br/espiritualidade-sem-religiao-aumenta-risco-transtornos-mentais-48222.html
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quinta-feira, 30 de maio de 2013
quarta-feira, 29 de maio de 2013
Se Davi fosse gaúcho II - O Salmo 8: Uma releitura Gaúcha
SOBERANO PATRÃO CELESTIAL,
SENHOR DA HUMANIDADE,
VENHO AQUI TE EXALTAR COMO O MONARCA DE TODOS OS PAGOS,
COM TODA MINHA SINCERIDADE.
EM CADA RINCÃO CELESTIAL
EU VEJO TUA ESSÊNCIA ALTANEIRA...
TARDEZITA, A ESTRELA BOIEIRA DESENCILHA A NOITE A MINHA VISTA,
MIRO O LUZEIRO DA AURORA,
MATIZES DE UM POENTE
TRANÇADOS POR MÃO DE ARTISTA
À NOITE, QUANDO O TROPEL DE ESTRELAS ME VOLTEIA,
RECORDO A CAMPERIADA DO DIA
E UM PENSAMENTO ME MANEIA:
- O QUE É O VIVENTE AFINAL,
PARA QUE SOBRE TODA CRIAÇÃO
TENHA DOMÍNIO SEM IGUAL?
O CORAÇÃO DO HOMEM É CABORTEIRO,
E MUITAS VEZES DO MUNDO ELE FAZ UM ENTREVEIRO;
MAS MESMO ASSIM TU INSISTES:
- XIRU, EU SEI QUE TU ÉS CAPAZ, POIS NÃO FOI A TOA
QUE SOBRE TODA A ESTÂNCIA DA TERRA
EU TE PUS POR CAPATAZ !
ÓH DEUS, SOBERANO PATRÃO CELESTIAL, SENHOR DA HUMANIDADE,
VENHO AQUI TE EXALTAR COMO O MONARCA DE TODOS OS PAGOS,
COM TODA A MINHA SINCERIDADE
Vinicius Silva de Lima
Tiago de Mello Cargnin
Fonte:
http://ipiportoalegre.blogspot.com.br/2013/05/retorno.html
quarta-feira, 22 de maio de 2013
A história da dona de cabaré que crê no poder da oração - e da igreja que afirmou que não crê
A Dona Tarcília Bezerra tinha um cabaré na cidade de Aquiraz, no litoral do Ceará. Diante do aumento de renda familiar na região, a Dona Tarcília resolveu expandir o seu cabaré, que ficava perto de uma igreja evangélica local. A igreja começou então a realizar várias reuniões de oração contra o projeto de expansão do cabaré. Cerca de uma semana antes da data da reinauguração, um raio atingiu o cabaré, queimando as instalações elétricas, além de provocar um incêndio que destruiu o telhado e parte da construção.
O pastor e os membros da igreja começaram a se gabar do poder da oração, até que a Dona Tarcília decidiu processar a igreja, o pastor e toda a congregação, com o argumento de que "foram os responsáveis pelo fim de seu prédio e de seu negócio, utilizando-se da intervenção divina, direta ou indireta e das ações ou meios”. Em resposta, a igreja, na contestação à ação judicial, "veementemente, negou toda e qualquer responsabilidade ou qualquer ligação com o fim do edifício". Na audiência de reconciliação, o juiz afirmou o seguinte: "Eu não sei como vou decidir este caso, mas uma coisa está patente nos autos: Temos aqui uma proprietária de cabaré que firmemente acredita no poder das orações e uma igreja inteira declarando que as orações não valem nada!".
O texto acima, na verdade, foi criado por um grupo de ateus e originalmente citava a IURD. Mas é engraçado.
Fontes:
http://nominuto.com/blogdodiogenes/no-ceara-dona-de-cabare-processa-igreja-evangelica/1199/
http://noticias.gospelmais.com.br/cabare-processa-igreja-universal-bispo-macedo-divulga-noticia-falsa-54076.html
segunda-feira, 29 de abril de 2013
Passamos dos 2000 acessos!
Há cerca de um mês tínhamos cerca de 200 acessos; hoje (29/04/2013) chegamos aos 2000!
Valeu, pessoal!
Aproveitem a visita para ler o Blog. Dêem uma olhada no nosso Top 5 (na lateral direita).
Um abração. Obrigado pela visita!
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sexta-feira, 26 de abril de 2013
Mensagem da Letícia e do Miguel sobre o Blog
De vez em quando eu mostro o Blog para a Letícia e para o Miguel. Eu estava entrando no Blog quando a Letícia me pediu para publicar algo:
"Leia o Blog comigo. Mais nada".
(Ela está na cadeira ao lado... o Miguel está no meu colo, “colaborando” para o Blog).
A Letícia pediu para o Miguel falar alguma coisa para escrever no Blog. O Miguel disse: “Não chei!”.
Um abraço, pessoal!
quinta-feira, 25 de abril de 2013
Papa Francisco afirma que há "ladrões e bandidos que usam a religião como um negócio"
Voltei da caminhada pela manhã (pois é, Deus faz milagres!) e vim para o computador. Entrei no Yahoo! notícias e li que o Papa Francisco (o argentino Jorge Mario Bergoglio) afirmou, entre outras coisas, o seguinte:
- há "ladrões e bandidos que usam a religião como um negócio";
- "a única porta [para o Reino de Deus] é Jesus";
- quem não quer entrar no Reino através de Jesus "é um ladrão ou um bandido, é alguém que quer tirar proveito em benefício próprio".
Eu não sei se o Papa Francisco estava falando de ladrões e bandidos dentro ou fora da Igreja Romana. Talvez esteja mandando um recado para alguns figurões da Igreja Romana, envolvidos em escândalos dentro do Banco do Vaticano. Quem dera estivesse falando da venda de indulgências (aliás, até onde sei, a doutrina das indulgências, combatida por Lutero, continua como estava). Talvez seja uma referência aos falsos pastores entre os evangélicos, que estão vendendo mais bens religiosos que a própria Igreja Romana. Seja qual for o caso, neste contexto eu concordo com o Papa Francisco.
Abaixo os vendilhões do templo! Abaixo os cambistas e os vendedores de pombos! Abaixo aqueles que querem fazer da fé fonte de acumulação de capital e não de amor e misericórdia (Leia Mateus 11.15-19).
O único caminho para o Reino de Deus é mesmo Jesus Cristo! Só Ele veio ao mundo para se compadecer de todos nós, que pecamos e precisamos da graça de Deus. Só Ele viveu sem pecado e pode viver por nós e nos amar de tal maneira que entregou a própria vida por amor de nós! Só Ele venceu o pecado, a morte e o inferno e ressuscitou ao terceiro dia para a nossa salvação!
Que Deus nos abençoe! Que amemos a Deus, amemos ao próximo e façamos a vontade de Deus, pela graça de Deus que há em Cristo, no poder do Santo Espírito e para a glória de Deus.
Fonte: http://br.noticias.yahoo.com/papa-francisco-critica-bandidos-usam-religi%C3%A3o-neg%C3%B3cio-115204710.html
- há "ladrões e bandidos que usam a religião como um negócio";
- "a única porta [para o Reino de Deus] é Jesus";
- quem não quer entrar no Reino através de Jesus "é um ladrão ou um bandido, é alguém que quer tirar proveito em benefício próprio".
Eu não sei se o Papa Francisco estava falando de ladrões e bandidos dentro ou fora da Igreja Romana. Talvez esteja mandando um recado para alguns figurões da Igreja Romana, envolvidos em escândalos dentro do Banco do Vaticano. Quem dera estivesse falando da venda de indulgências (aliás, até onde sei, a doutrina das indulgências, combatida por Lutero, continua como estava). Talvez seja uma referência aos falsos pastores entre os evangélicos, que estão vendendo mais bens religiosos que a própria Igreja Romana. Seja qual for o caso, neste contexto eu concordo com o Papa Francisco.
Abaixo os vendilhões do templo! Abaixo os cambistas e os vendedores de pombos! Abaixo aqueles que querem fazer da fé fonte de acumulação de capital e não de amor e misericórdia (Leia Mateus 11.15-19).
O único caminho para o Reino de Deus é mesmo Jesus Cristo! Só Ele veio ao mundo para se compadecer de todos nós, que pecamos e precisamos da graça de Deus. Só Ele viveu sem pecado e pode viver por nós e nos amar de tal maneira que entregou a própria vida por amor de nós! Só Ele venceu o pecado, a morte e o inferno e ressuscitou ao terceiro dia para a nossa salvação!
Que Deus nos abençoe! Que amemos a Deus, amemos ao próximo e façamos a vontade de Deus, pela graça de Deus que há em Cristo, no poder do Santo Espírito e para a glória de Deus.
Fonte: http://br.noticias.yahoo.com/papa-francisco-critica-bandidos-usam-religi%C3%A3o-neg%C3%B3cio-115204710.html
segunda-feira, 22 de abril de 2013
Se Davi fosse gaúcho...
O texto abaixo é de um amigo, o Vinicius Silva de Lima,
pastor da IPI de Porto Alegre. É o salmo de um peão.
Imagine se Davi fosse gaúcho...
Imagine se Davi fosse gaúcho...
Deus nosso Senhor, sejas Tu reconhecido
Como o Soberano Patrão de todos os pagos.
No meu gauderiar, na minha lida,
Por mais entrevero que seja minha vida,
Hei de reconhecê-lo, Senhor,
Como meu único sinuelo.
Talvez venha por aí algum índio maleva,
Destes metido a patrão,
Que por força ou condição
Queira de ti me apartar.
Mas eu firmo a minha crença
E, de pronto, alardeio minha decisão:
- Como um taura, Cristo morreu por mim,
E eu, como um guapo cristão, sou Dele até o
fim!
Eu reconheço, Senhor,
Tu criaste todo o pampa e toda a bicharada;
Também criaste o céu onde voa o ximango e o
quero-quero,
E a lua, que se mostra pachola nos rios, na
madrugada.
Não há nada que tu não possas fazer.
Tu abres os olhos do cego
E aprumas o andar do rengo,
E até o doente moribundo tu sabes
fortalecer.
Tu, oh Deus, cuidas do guri que nasceu
guacho,
E dá esperança pro mais acabado borracho.
Tu, oh Deus, ampara a mãe que ficou sem seu
marido,
E consola aquele que anda triste e aquele
que está ferido.
Obrigado Soberano Patrão
Porque a tua estância é o mundo;
A tua tropa são todos os que crêem em ti,
E a tua campereada é para sempre.
Amém.
domingo, 21 de abril de 2013
Emoção de Chineses ao receber a Bíblia Sagrada
CONTRABANDO DE BÍBLIA PARA A CHINA é registrado em vídeo. Olhem a emoção desses irmãos ao verem uma Bíblia pela primeira vez.
terça-feira, 16 de abril de 2013
Pastoras Richthofen e Jatobá, 'Seminarista' Beira-Mar: glória de Deus ou vergonha evangélica?
A Suzane von Richthofen agora é pastora, junto com a Anna Carolina Jatobá! E segura o Fernandinho Beira-Mar: já está estudando teologia! Com bolsa!
Acho que não li a Bíblia direito. Acho que perdi alguma coisa! Veja o que a Bíblia orienta:
“Tu, pois, filho meu, fortifica-te na graça que está em Cristo Jesus. E o que de minha parte ouviste através de muitas testemunhas, isso mesmo transmite a homens fiéis e também idôneos para instruir a outros” (2Timóteo 2.1-2 – grifo acrescentado).
Já sei, já sei, já estou ouvindo as vozes:
“Mas você não crê no poder de Deus? Não crê que Deus pode salvar estes pecadores e chama-los para a obra de Deus? Por acaso você não se lembra das palavras de Jesus ao malfeitor na cruz: ‘Em verdade te digo que hoje estarás comigo no paraíso’ (Lucas 23.43)?”
Sim, eu creio que “todos pecaram e carecem da glória de Deus” (Romanos 3.23). Eu sei que o pecado é democrático e nivelou a todos na mesma condição: de gente que precisa de Deus, que precisa de ajuda, que precisa de perdão e salvação. Eu sei. Eu sei o que o Evangelho segundo Lucas narrou sobre as palavras de Jesus para o malfeitor arrependido. Eu sei que Deus é capaz de transformar a vida de quem quer que seja. Mas não é só isso que eu sei.
Saulo de Tarso perseguia a Igreja de Cristo e que ele se tornou o apóstolo dos gentios. No entanto, após o encontro com Cristo, ele permaneceu alguns anos sendo discipulado; além disso, Saulo de Tarso, agora apóstolo Paulo, tinha muito o que perder pessoalmente ao atender o chamado de Jesus: status, fama, posição social. Um preso não tem nada a perder, pelo contrário, tem pena para diminuir!
O endemoninhado geraseno, após sua libertação, rogou a Jesus permissão para ficar com Ele, mas Jesus não o permitiu; antes, mandou que voltasse para a sua própria casa para que testemunhasse ali (Marcos 5.18-20).
Jesus disse claramente: “Não deis aos cães o que é santo, nem lanceis ante os porcos as vossas pérolas, para que não as pisem com os pés e, voltando-se, vos dilacerem” (Mateus 7.6).
Chega de artista esquecido, falido, que usa a fé para reerguer a carreira mas não dá bom testemunho da sua fé.
Chega de gente famosa (inclusive criminosos) com tratamento diferenciado na Igreja (afinal, não somos todos iguais?). Se uma pessoa famosa, quem quer que seja, crê no Evangelho e tem a vida transformada pela graça de Deus, glória a Deus! Mas famosos não são melhores que anônimos!
Chega de Evangelho sem cruz. Condenados na prisão não precisam ser ordenados pastores para pregar o Evangelho. Deveriam sair primeiro, dar testemunho de que mudaram de vida pela graça de Deus, que realmente se arrependeram dos seus pecados, para então serem ordenados ao ministério pastoral ou a outro tipo de ministério, se a Igreja entender pela Palavra de Deus e o testemunho do Espírito Santo que deve proceder assim.
O que você acha? Você acha que as pastoras Suzane von Richthofen e Anna Carolina Jatobá, junto com o estudante de teologia Fernandinho Beira-Mar, são expressão da glória de Deus ou outro escândalo evangélico? A história dirá, pois a árvore é conhecida pelos seus frutos!
Eu gostaria que fossem mais uma expressão da glória de Deus, mas temo que seja mais um escândalo evangélico!
segunda-feira, 15 de abril de 2013
Você agradeceu a Deus pela vida daquela pessoa hoje?
Você crê em Cristo?
Pois bem, quem é que Deus colocou na sua vida para que você ouvisse a mensagem
do Evangelho e cresse em Cristo? Quem é que Deus colocou na sua vida para que
você fosse instruído na Palavra de Deus?
Gostaria
de compartilhar com você hoje um pequeno verso da Palavra de Deus, em duas
traduções:
6.6 "Mas aquele que está sendo instruído na palavra faça participante de todas as
coisas boas aquele que o instrui". (ARA)
6.6 "A pessoa que está aprendendo o evangelho de Cristo deve repartir todas as suas
coisas boas com quem a estiver ensinando". (NTLH)
No meu caso, quem compartilhou comigo o
Evangelho foi um amigo, um irmão, chamado João William Madeira Solim. Meu
primeiro pastor foi o Naamã Mendes. Alguns irmãos que me acompanharam na fé nos
meus primeiros anos de conversão foram os pastores Gideone Nascimento de Oliveira,
Nivaldo Góis, Luiz Henrique Solano Rossi, além dos Presbíteros Odilon, Ednaldo
Michellon e Luiz Fernando. Sou muito grato também aos irmãos que caminharam
comigo na Igreja e no Seminário: Giulianno Roberto Silva e Edivaldo Antonio
Romagnoli – além dos colegas de turma (Sinval, Wesley, Lucas, Caio, Lincoln, Américo,
Binho...) e professores (José Adriano, Carlos Klein, Reginaldo Von Zuben,
McDaniel, Cristofani...).
Estes
irmãos foram muito importantes no início da minha caminhada. Sou grato a Deus
pela vida de cada um deles. O tempo vai passando e Deus vai colocando muitas
outras pessoas na nossa vida, para caminharem conosco. Mas a todos os que foram
citados, a minha gratidão. Como eu não tenho dinheiro para compartilhar
(rsrsrs), faço de todos vocês participantes nas minhas orações, no meu amor e
na minha gratidão.
domingo, 14 de abril de 2013
Stress - João Gabriel BR (part. Junior Paino)
Pessoal, deem uma olhada neste vídeo do João Gabriel. Muito bom. Vamos curtir!
segunda-feira, 1 de abril de 2013
O Domingo de Páscoa foi glorioso. E a segunda?
O Domingo de Páscoa foi maravilhoso.
A questão importante é a seguinte: e agora, como será a segunda?
Que Deus nos abençoe para:
que, na segunda, nos lembremos que Cristo viveu a vida mais linda que alguém já viveu;
que, na terça, recordemos da injustiça dos homens, manifesta na crucificação de Jesus;
que, na quarta, não esqueçamos da justiça de Deus, manifesta na crucificação de Jesus;
que, na quinta, façamos memória da vitória de Cristo na sua ressurreição;
que, na sexta, meditemos no dom do Espírito, que Cristo, ressuscitado, enviou aos nossos corações;
que, no sábado, reflitamos sobre a volta de Jesus, para fazer novas todas as coisas;
que, no domingo, possamos louvar a Deus juntos novamente, para celebrar a nossa fé em Cristo e a sua obra na nossa vida, de segunda a domingo, até a consumação dos séculos.
O Domingo de Páscoa foi maravilhoso.
Que a Segunda seja ainda melhor, para a glória de Deus!
A questão importante é a seguinte: e agora, como será a segunda?
Que Deus nos abençoe para:
que, na segunda, nos lembremos que Cristo viveu a vida mais linda que alguém já viveu;
que, na terça, recordemos da injustiça dos homens, manifesta na crucificação de Jesus;
que, na quarta, não esqueçamos da justiça de Deus, manifesta na crucificação de Jesus;
que, na quinta, façamos memória da vitória de Cristo na sua ressurreição;
que, na sexta, meditemos no dom do Espírito, que Cristo, ressuscitado, enviou aos nossos corações;
que, no sábado, reflitamos sobre a volta de Jesus, para fazer novas todas as coisas;
que, no domingo, possamos louvar a Deus juntos novamente, para celebrar a nossa fé em Cristo e a sua obra na nossa vida, de segunda a domingo, até a consumação dos séculos.
O Domingo de Páscoa foi maravilhoso.
Que a Segunda seja ainda melhor, para a glória de Deus!
sábado, 30 de março de 2013
Fé a Serviço da Vida (Mt 12.1-14)
Que tipo de fé nós vivemos? Será que vivemos uma fé à serviço da vida, ou vivemos uma fé que escraviza e coloca apenas mais peso nas nossas costas? Em Mt 11.28-30 Jesus faz um convite (no imperativo!): “Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para a vossa alma. Porque o meu jugo é suave, e o meu fardo é leve”. A seguir, no capítulo de Mt 12, estas palavras são demonstradas na atitude da vida do próprio Jesus. Os dois primeiros blocos (Mt 12.1-8 e 9-14) narram duas histórias, em que Jesus ensina algo fundamental sobre a vivência da nossa fé.
Em Mt 12.1-8, Jesus está andando com seus discípulos numa ceara em dia de sábado, e seus discípulos, famintos, colhem espigas para comer. Os fariseus, vendo aquilo, ficaram escandalizados, pois segundo a sua tradição religiosa ninguém podia colher espigas num sábado. Questionado por eles, Jesus responde a partir das Escrituras, e ensina uma lição muito importante: a vida (discípulos com fome) é muito mais importante que regras religiosas caducas, que só aumentam o peso na vida das pessoas. Deus é a favor do faminto, é a favor da vida! Por isso Jesus repreende os fariseus citando o profeta Oséias: “mas, se vós soubésseis o que significa: misericórdia quero e não holocaustos, não teríeis condenado inocentes”(Mt 12.7, cf. Os 6.6).
Em Mt 12.9-14 Jesus entra na sinagoga deles (fariseus), no mesmo sábado. Na sinagoga está um homem que tinha uma das mãos ressequida. Os fariseus, “com o intuito de acusá-lo, perguntam a Jesus: é lícito curar no sábado?” (v. 10). Aqui, novamente, fica clara a motivação dos fariseus: não estão preocupados com a glória de Deus e com o bem-estar do semelhante. Querem condenar! Estão preocupados com suas próprias regras. Desta vez Jesus confronta os fariseus com uma pequena parábola, que revela a hipocrisia dos fariseus (“qual dentre vós...” – v. 11). Quem, tendo apenas uma ovelha, não a tiraria do buraco num sábado? E se é assim com ovelhas, quanto mais com pessoas! “Logo, é lícito, nos sábados, fazer o bem”(v. 12). Jesus então cura o homem no sábado, e por isso os fariseus passaram a conspirar contra ele!
Jesus nos ensina que a fé deve ser fé a serviço da vida (famintos, doentes, pecadores, necessitados de toda espécie), pois Deus é fonte da vida, o doador da vida e o restaurador da vida. Se Deus é a favor da vida, nós também devemos ser. Deus não quer que vivamos uma religiosidade de “obrigação”. Quando a fé deixa de ser uma manifestação de amor e gratidão a Deus e passa a ser uma obrigação, algo muito errado está acontecendo. Quem conhece a Deus não vive a fé por obrigação, mas por amor e gratidão a Deus.
Deus nos leva muito a sério, a ponto de, na pessoa do Filho, se fazer homem, viver uma vida sofrida (pobre, perseguido, descriminado, abandonado, negado, traído), morrer pelos nossos pecados... Mas Jesus ressuscitou ao terceiro dia, e vive e reina hoje! Por nos levar tão a sério, Deus não admite que alguém não O leve a sério.
Viva uma fé realmente viva! Não se acomode à uma religiosidade fria e sem Deus. A fé em Cristo nos leva a buscar viver para a glória de Deus, a favor do outro, principalmente dos necessitados (famintos, doentes, pecadores, pobres, confusos). Que Deus nos abençoe a viver uma fé viva, que glorifique a Deus através da promoção da vida!
sexta-feira, 29 de março de 2013
Feliz Páscoa!
Feliz Páscoa!
Confira este lindo vídeo, de crianças de uma comunidade Luterana de Curitiba (PR).
Confira este lindo vídeo, de crianças de uma comunidade Luterana de Curitiba (PR).
terça-feira, 26 de março de 2013
Reino de Deus ou Império do Pastor?
A revista Cristianismo Hoje de
fevereiro/março de 2013 publicou uma matéria com o título “Prosperidade Total”.
A matéria traz o ranking dos “pastores”
mais ricos do Brasil, segundo o levantamento da revista Forbes Brasil. Segundo a revista, os cinco “pastores” mais ricos
são os seguintes:
POSIÇÃO
|
NOME
|
IGREJA
|
PATRIMÔNIO
ESTIMADO (EM DÓLARES)
|
1º
|
Edir
Macedo
|
Igreja Universal do Reino de Deus
|
U$ 950 milhões
|
2º
|
Valdemiro
Santiago
|
Igreja Mundial do Poder de Deus
|
U$ 220 milhões
|
3º
|
Silas
Malafaia
|
Igreja Assembléia de Deus Vitória em Cristo
|
U$ 150 milhões
|
4º
|
R.
R. Soares
|
Igreja Internacional da Graça de Deus
|
U$ 125 milhões
|
5º
|
Estevan
e Sônia Hernandes
|
Renascer em Cristo
|
U$ 65 milhões
|
Eu creio em
um Deus Eterno e Todo Poderoso. Eu creio que tudo o que existe pertence a Deus.
Eu creio que Deus nos ama e que tem prazer em nos abençoar. Eu acredito que
pastores, missionários e obreiros devem ser tratados pela Igreja de Cristo com
respeito e dignidade, devendo ela proporcionar ao pastor
e a sua família uma vida digna.
Eu acredito que o único pastor que é dono da Igreja é o
Pastor e Bispo das nossas almas, Cristo (1Pedro
2.25). Nenhum outro pastor além de Cristo deve
pensar que é dono da Igreja, pois a Igreja não é uma mera instituição
ou um lugar, mas a Comunhão do Corpo de Cristo, formado pelos filhos e filhas de Deus em
Cristo espalhados por toda a terra. Acredito também que, mesmo quando o assunto
sejam as instituições que chamamos igrejas (as com CNPJ), igualmente pastor
algum, seja o “fundador”, o “Bispo”, “Apóstolo”,
“Missionário”, “Profeta”, ou seja lá o nome que você
quiser dar, enfim, pastor algum tem o direito de se apropriar do patrimônio da
igreja como se fosse patrimônio próprio.
Alguns pastores milionários são “mais
espertos” e afirmam que não recebem da
igreja, etc. etc. etc. Mas estes mesmos aparecem nos meios de comunicação (TV,
internet, rádio, etc.) chamando algum pastor “laranja” (geralmente algum
televangelista filho do “Tio Sam”) que afirma mais ou menos o seguinte: “deposita
mil reais na conta corrente do pastor Fulano de Tal como uma ‘semente de fé’, e
você será um dos ‘campeões da fé’”; ou: “quer se livrar do aluguel? Então deposita
o valor de um mês de aluguel na conta do pastor Fulano de Tal, e seus problemas
com aluguel acabaram”. É uma tragédia! Eu chamo essas mensagens de “Evangelho
das Organizações Tabajara”: - “Faça isso
(dê dinheiro prá nós) e seus problemas acabaram!” (Aqui, “Organizações Tabajara” é uma
referencia ao quadro do programa de humor).
No passado eu considerava curioso a escolha da palavra "Reino" para expressar a realidade do governo de Deus, ao invés da palavra “Império”. É curioso, pois o Novo Testamento foi
escrito na época do Império Romano. Além disso, império é maior que reino, já
que um império pode ter vários reinos sob o seu domínio. Império é uma palavra universal, mundial,
internacional. Reino parece ser uma realidade mais local. Afinal, por que a Bíblia escolheu a palavra “Reino”
para expressar o governo de Deus? Eu creio que a razão seja simples: o Reino de Deus não
reconhece outro reino! Para você ter um império é necessário a existência
de vários reinos. E esta é a grandeza do Reino de Deus: é o não reconhecimento
de nenhum outro reinado! É o não reconhecimento inclusive do Império Romano, ou
qualquer outro reino, império ou soberania alheio ao reinado do próprio Deus!
Não é maravilhoso?
Pois bem, algumas igrejas
(instituições) tem nomes com característica de império (Universal,
Internacional, Mundial...). E, de fato, várias delas tem edificado alguns
impérios (empresariais, imobiliários, financeiros), que, infelizmente, não tem
muito a ver com o Reino de Deus. Algumas outras igrejas (instituições) não tem
nomes com característica de império, mas nem por isso deixam de edificar
pequenos impérios para seus proprietários.
EU TENHO MUITA VERGONHA. Fico com
muita vergonha quando vejo uma instituição que recebe o nome de Igreja se
converter em fonte de lucro financeiro de pastores imperialistas, de pastores que estão edificando seus próprios
impérios. É sempre bom lembrar que a Reforma Protestante no século XVI teve início exatamente com a denúncia acerca da venda da bênção ou da salvação! Como cristãos, não podemos nos conformar com aqueles que querem fazer da Palavra de Deus uma mercadoria (2Co 2.17)!!! Há muitas igrejas e pastores sérios, que anunciam o Evangelho de Cristo com amor e fidelidade. Não vamos nos conformar com este "falso evangelho" que está sendo pregado (Gl 1.8).
Eu não quero saber de Impérios pastorais. Eu prefiro o Reino de
Deus. Eu não quero saber do falso “Evangelho das Organizações Tabajara”,
mas sim do antigo Evangelho, o Evangelho de Cristo, o Evangelho da Bíblia, o
Evangelho da cruz e da ressurreição de Jesus.
Eu tenho muita vergonha dos impérios
pastorais, mas eles logo passarão. Minha alegria, meu consolo, é que os impérios
estão com os dias contados, mas o Reino de Deus é eterno!
Fonte da imagem: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiD1UbxowDwLtsZtm2iw2tVggdcRvy7270z2V9BNoYJYAUKAYofCcB7IcfsrZ-zI7z_JH-SLrGokKav9rITgmowDgyxJ-LCfeiIh7nY1zUagwgC9egvR6Ejg7yENlDqs1Qbx9qs92Nh7CVO/s1600/Pastores.JPG
segunda-feira, 25 de março de 2013
As Sete Palavras da Cruz
No próximo domingo, dia 31 de março de 2013, celebraremos a
Páscoa, a festa cristã mais importante. A Páscoa é o coroamento da semana
da Paixão, fundamento do Evangelho: “Cristo morreu pelos nossos pecados,
segundo as Escrituras, foi sepultado e ressuscitou ao terceiro dia, segundo as
Escrituras” (1Corintios 15.3-4).
A Páscoa é tempo de lembrar que, apesar de toda a dor e sofrimento que possamos passar, apesar dos momentos em que “parece” que Deus está distante e não nos ouve e nem age, cremos que Deus está presente e continua agindo em nosso favor, assim como aconteceu com o povo de Deus no passado. A Páscoa é tempo de esperança, mesmo em meio a dor e ao sofrimento. A Páscoa é tempo da solidariedade de Deus em meio ao nosso sofrimento!
Quando eu era
garoto eu gostava muito de uma música que dizia o seguinte: “Você tem sede de
que? Você tem fome de que?” (“Comida”, de Arnaldo Antunes/Sérgio Brito/Marcelo
Fromer).
Jesus disse o seguinte a mulher samaritana: “Quem beber desta água tornará a ter sede; aquele, porém, que beber da água que eu lhe der nunca mais terá sede; pelo contrário, a água que eu lhe der será nele uma fonte a jorrar para a vida eterna” (João 4.13-14). Jesus, a água da vida, aquele que é poderoso para saciar a nossa sede, padeceu necessidade por amor de nós. Nós não fomos capazes de saciar a sua sede, mas Ele é poderoso para saciar a nossa sede. Ele sofreu sede por nós, para que pudéssemos ser saciados, assim como provou por nós a morte, para que pudéssemos viver a sua vida.
A Páscoa é tempo de refletir sobre a ilusão de consumo em que vivemos. Páscoa não é chocolate, não é coelho, não é presente. A Páscoa não é carro, não é casa nova, não é iate, não é TV, notebook, ipad... O mercado procura nos iludir com o seu show de marketing, prometendo mas não entregando saciedade. Só na graça de Deus encontramos verdadeira satisfação, verdadeira saciedade. É só em Cristo que podemos matar a nossa fome e matar a nossa sede.
Antes de morrer pelos nossos pecados e ressuscitar para a nossa
salvação, Cristo, na cruz do Calvário, pronunciou sete palavras, ou frases, que
expressam de maneira maravilhosa quem é Ele e qual a missão para a qual Deus
Pai o enviou ao mundo (João 3.17). Vamos agora meditar sobre as sete palavras
da cruz.
INTRODUÇÃO
As autoridades religiosas
judaicas tramaram contra Jesus, incitando a multidão a pedir a sua crucificação.
A multidão clamou: “Crucifica-o, crucifica-o”. Pressionaram também Poncio
Pilatos, que ao invés de agir de acordo com a justiça, cedeu a pressão das
massas (opinião pública) – ver Mc 15.6-15. E alguns ainda dizem que “a voz do
povo é a voz de Deus!”. Jesus foi, então, condenado injustamente a morte de
criminosos, morte de cruz, morte maldita segundo a Lei de Deus (Deuteronômio
21.23). Paulo nos ensina que “Cristo nos remiu da maldição da Lei tornando-se
maldição por nós”. (Gálatas 3.13).
Ao contrário do que vemos em
quadros ou esculturas, na época do Novo Testamento os crucificados eram presos
nus no madeiro. Além de todo o sofrimento físico, havia a dor da vergonha, além
da dor da opressão e da violência que ferem o coração. Jesus, na cruz, sofreu
com toda a intensidade de todas as maneiras imagináveis.
A cruz tem um duplo aspecto:
humano e divino. No aspecto humano, foi a maior tragédia de injustiça que já
aconteceu, pois o único ser humano que jamais pecou (Hebreus 4.15) foi
condenado a morte de cruz. Nunca houve e nunca jamais haverá injustiça tão
grande sobre a terra! A cruz é o testemunho claro de que “todos pecaram e
carecem da glória de Deus” (Romanos 3.23). A cruz é um espetáculo horrendo da
nossa injustiça e pecado! No aspecto divino, no entanto, a cruz
revela o amor e a soberania de Deus. Deus
é tão poderoso e tão maravilhoso que Ele é capaz de canalizar mesmo os atos de
injustiça e maldade das pessoas para que os seus planos de paz, bem e salvação sejam
realizados. Assim como o ser humano consegue canalizar o leito de um rio
para que corra numa nova direção, a fim de que algum plano seja realizado, Deus
canalizou o pecado e a maldade das pessoas contra o Seu Filho para que fosse
comprido o seu desígnio de amor, misericórdia, graça e perdão! Sendo assim, no
aspecto divino, a cruz é a maior
manifestação de amor que já existiu, na qual “Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo
morrido por nós, sendo nós ainda pecadores” (Romanos 5.8). É claro que Deus
é bom, não se alegra com o mal e não pode ser responsabilizado pelo mal. No
entanto, Ele é poderoso para canalizar o mal para que os seus desígnios de
salvação sejam realizados.
Feitas estas considerações iniciais, vamos agora meditar sobre as
sete palavras que Jesus disse, pregado na cruz!
PRIMEIRA PALAVRA:
A primeira palavra é a palavra
do perdão. Jesus clamou ao Pai por aqueles que fizeram o mal contra ele mesmo:
as autoridades judaicas, que manipularam a multidão e pressionaram Poncio
Pilatos para que o condenasse; as multidões, que num momento clamaram “Hosana
ao Filho de Davi! Bendito o que vem em nome do Senhor! Hosana nas maiores
alturas!” (Mateus 21.9), estavam clamando logo depois “Crucifica-o” (Marcos
15.14); os discípulos, que o abandonaram quando foi preso e, depois, o
“seguiram de longe” (Lucas 23.49).
A Páscoa nos lembra que devemos
perdoar aqueles que nos fizeram mal. Enquanto não perdoamos, ficamos
acorrentados com a pessoa que nos ofendeu. Quando perdoamos, somos libertados
para cultivar uma nova relação, uma nova ligação: laços de amor, de comunhão!
SEGUNDA PALAVRA:
Curiosamente estas palavras
foram ditas a um “malfeitor” crucificado. As palavras deste malfeitor
arrependidos são impressionantes: “Jesus, lembra-te de mim quando vieres no teu
reino” (Lucas 23.42). Nesta simples frase o malfeitor expressa uma profunda fé
em Jesus. Vejamos:
a) “lembra-te de mim”.
Ele confiou em Jesus, em sua misericórdia, em sua missão de salvador.
b) “quando vieres”.
Jesus estava crucificado e haveria de morrer em poucos instantes! E o malfeitor
creu que Jesus haveria de vir novamente! É uma afirmação impressionante de que
Jesus haveria de ressuscitar e voltaria para o seu povo!
c) “no teu reino”.
Jesus é o Cristo, o Messias, ou seja, o rei prometido da descendência de Davi
(Mateus 1.1), que haveria de trazer salvação para Israel. O malfeitor expressa,
portanto, a fé de que Jesus é o Messias prometido para trazer salvação; é o
Salvador!
A este malfeitor, que demonstra
arrependimento e fé em Jesus Cristo, que confia a Cristo a sua vida, Jesus diz
estas palavras tão lindas e tão benditas: “Em verdade te digo que hoje estarás
comigo no paraíso” (Lucas 23.43). É salvação pela graça de Deus, mediante a fé
em Cristo Jesus! (Efésios 2.8-10).
A Páscoa nos lembra que Jesus
não veio condenar o pecador, mas trazer perdão, nova vida, enfim, salvação! “Porquanto
Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que julgasse o mundo, mas para que o
mundo fosse salvo por ele” (João 3.17). A Páscoa é tempo de esperança para o
pecador que se arrepende dos seus pecados e se entrega ao único Senhor e
Salvador, Jesus Cristo!
TERCEIRA PALAVRA:
"Vendo Jesus sua mãe e junto a ela o discípulo
amado, disse: Mulher, eis aí teu filho. Depois, disse ao discípulo: Eis aí tua
mãe. Dessa hora em diante, o discípulo a tomou para casa" (João 19.26-27).
Diante de tanta dor e
sofrimento, Jesus continuou cuidando das pessoas! Se importou com a sua mãe,
Maria, que era viúva e não tinha na época condições de viver dignamente
sozinha. Vivemos uma sociedade que incentiva o egoísmo, o consumismo, o
hedonismo. Precisamos aprender com Jesus a olhar para o próximo, mesmo nos
momentos em que nós mesmos estamos sofrendo. Sofrimento não é desculpa para
parar de amar e de agir em favor do outro! Precisamos aprender com Jesus a
olhar para a família, que tem sido tão atacada pela violência e pela
infidelidade dentro da própria família!
A Páscoa nos lembra que é tempo
de amar, de ajudarmos uns aos outros, mesmo em meio a dor e ao sofrimento
próprio. É tempo de ajudar inclusive quem não tem mais condição de nos ajudar
no nosso sofrimento! É tempo graça! É tempo de misericórda! É tempo de amor!
QUARTA PALAVRA:
"Eli, Eli, lamá sabactâni? O que quer dizer: Deus
meu, Deus meu, por que me desamparaste?" (Mateus 27.46 e Marcos 15.34).
Alguns ficam escandalizados
quando ouvem estas palavras de Jesus. Mas estas palavras são maravilhosas! Elas
expressam, ao mesmo tempo, a dor e a esperança de Jesus! Expressam a dor
porque, na cruz, Jesus tomou sobre si toda forma de sofrimento humano,
inclusive o sentimento de ser abandonado por Deus. Quantas vezes clamamos e
parece que Deus não ouve a nossa oração? No entanto, estas palavras expressam
também a confiança de Jesus no Pai, pois são uma citação de um salmo muito
interessante da Bíblia, o Salmo 22, que diz o seguinte:
“Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste? Por que se acham
longe de minha salvação as palavras de meu bramido? Deus meu, clamo de dia, e não me respondes;
também de noite, porém não tenho sossego.
Contudo, tu és santo, entronizado entre os louvores de Israel. Nossos
pais confiaram em ti; confiaram, e os livraste.
A ti clamaram e se livraram; confiaram em ti e não foram confundidos” (Salmo
22.1-5).
Já nos primeiros versos, fica claro que o salmista está passando
por um momento muito difícil da vida, em que “parece” que Deus não está ouvindo
a oração. No entanto, o salmista deixa claro que Deus é Rei, é Santo, e é digno
de confiança, pois salvou o seu povo no passado e certamente não mudou! Isso
fica ainda mais claro no decorrer do salmo até o seu fim, no qual o salmista
declara a sua confiança no Senhor. O Salmo termina falando do reinado de Deus
sobre as gerações que virão! A Páscoa é tempo de lembrar que, apesar de toda a dor e sofrimento que possamos passar, apesar dos momentos em que “parece” que Deus está distante e não nos ouve e nem age, cremos que Deus está presente e continua agindo em nosso favor, assim como aconteceu com o povo de Deus no passado. A Páscoa é tempo de esperança, mesmo em meio a dor e ao sofrimento. A Páscoa é tempo da solidariedade de Deus em meio ao nosso sofrimento!
QUINTA PALAVRA:
Jesus disse o seguinte a mulher samaritana: “Quem beber desta água tornará a ter sede; aquele, porém, que beber da água que eu lhe der nunca mais terá sede; pelo contrário, a água que eu lhe der será nele uma fonte a jorrar para a vida eterna” (João 4.13-14). Jesus, a água da vida, aquele que é poderoso para saciar a nossa sede, padeceu necessidade por amor de nós. Nós não fomos capazes de saciar a sua sede, mas Ele é poderoso para saciar a nossa sede. Ele sofreu sede por nós, para que pudéssemos ser saciados, assim como provou por nós a morte, para que pudéssemos viver a sua vida.
A Páscoa é tempo de refletir sobre a ilusão de consumo em que vivemos. Páscoa não é chocolate, não é coelho, não é presente. A Páscoa não é carro, não é casa nova, não é iate, não é TV, notebook, ipad... O mercado procura nos iludir com o seu show de marketing, prometendo mas não entregando saciedade. Só na graça de Deus encontramos verdadeira satisfação, verdadeira saciedade. É só em Cristo que podemos matar a nossa fome e matar a nossa sede.
SEXTA PALAVRA:
A salvação é uma obra de Deus,
uma realização divina, e não humana. Na cruz Jesus foi, ao mesmo tempo, o
Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo e o sumo sacerdote da nossa
confissão, que entrega o cordeiro em sacrifício. Jesus realizou um único e
suficiente sacrifício pelo pecado, não pelo derramamento do sangue de touros e
bodes, mas pelo derramamento do próprio sangue. E, na cruz, Jesus afirma: “está
consumado”. Na cruz Jesus consumou o sacrifício de justiça pelos nossos
pecados. Ora, “Jesus, porém, tendo oferecido, para sempre, um único sacrifício
pelos pecados, assentou-se à destra de Deus, aguardando, daí em diante, até que
seus inimigos sejam postos por estrado dos seus pés”(Hb 10.12-13).
A Páscoa é tempo de segurança na
graça de Deus, pois o sacrifício pelos pecados, único e suficiente, já foi
realizado por Cristo.
SÉTIMA PALAVRA:
A última palavra de Cristo na
cruz é uma palavra de fé, de entrega, de confiança. O Filho de Deus confiou no
Pai, e se fez homem segundo a Sua Vontade. Então “o Verbo se fez carne e
habitou entre nós...”. Jesus, durante toda a sua vida, apesar de todas as
lutas, sofrimentos e perseguições, se manteve fiel ao Pai, mesmo em face da própria
morte. Assim, do início ao fim, Jesus nos dá um exemplo de fé, de confiança em
Deus Pai.
A Páscoa é tempo de lembrar que
Deus é digno da nossa confiança e que devemos confiar em Deus. A segurança de
Cristo diante da morte deve ser também a nossa própria segurança, pois “Cristo
é as primícias dos que dormem”, o que significa que depois dele muitos outros
ressuscitarão dentre os mortos. Quem dará a última palavra sobre o povo de Deus
não é a morte, mas é o próprio Deus! Sendo Deus digno de nossa fé, de nossa
entrega, de nossa esperança, nossa atitude diante de todas as coisas, inclusive
da morte, será de entrega a Deus!
Feliz Páscoa!
segunda-feira, 4 de março de 2013
O Bálsamo de Gileade e a Bíblia
Há um tempo atrás, ouvi um pastor amigo meu, após a pregação,
orar para que “o Bálsamo de Gileade” fosse derramado sobre os corações das
pessoas. Fiquei pensando: “o que isso significa?”. Que bálsamo é esse?
No dia seguinte, fui conversar com o pastor. Perguntei a ele
se havia retirado a referencia do bálsamo da Bíblia ou de um cântico de um
grupo chamado "Diante do Trono", da Igreja Batista da Lagoinha. Depois de hesitar um pouco, ele
respondeu que foi da música. Para você entender, a música diz o seguinte:
“Vinde, voltemos ao Senhor/ Pois ele nos despedaçou e nos sarará
Fez a ferida e a ligará/ Nos revigorará e viveremos diante dele
Há um bálsamo em Gileade / Há unção em Gileade
Vem sobre mim para curar / Vem
sobre a filha de Sião
Há um médico em Gileade / Há remédio em Gileade
Vem sobre mim para curar / Restaura a filha de Sião”
Eu fiquei preocupado. Vamos dar uma olhada nas referencias do cântico acima
e ver de onde veio esta letra. Vamos ver também qual seria a mensagem da
música, considerando as suas referencias.
FUNDAMENTAÇÃO BÍBLICA
Fundamentalmente a
letra da música consiste em uma citação de Oséias 6.1-2 (livro do profeta
Oséias, capítulo seis, versos um e dois). Vejamos:
“Vinde, e tornemos
para o SENHOR, porque ele nos despedaçou e nos
sarará; fez a ferida e a ligará. Depois
de dois dias, nos revigorará; ao terceiro dia,
nos levantará, e viveremos diante dele”(Oséias
6.1-2 – Tradução Almeida Revista e Atualizada. Grifo acrescentado).
A música
acrescenta uma estrofe, que parte de uma referencia do verso 8, que fala sobre Gileade (sobre o bálsamo e sobre o médico).
Agora, vamos analisar o texto bíblico que serve de fundamento para a
música. O contexto deixa claro que as
palavras que serviram de fundamentação para a música são palavras de um povo
cheio de pecados, que não se arrependia, e amava a Deus apenas da boca para
fora! Chega a ser assustador. Leia com atenção o texto completo:
“Irei
e voltarei para o meu lugar, até que se reconheçam culpados e busquem a minha
face; estando eles angustiados, cedo me buscarão, dizendo:
Vinde, e tornemos para o
SENHOR, porque ele nos despedaçou e nos sarará; fez a ferida e a ligará. Depois
de dois dias, nos revigorará; ao terceiro dia, nos levantará, e viveremos
diante dele. Conheçamos e prossigamos em conhecer ao SENHOR; como a alva, a sua
vinda é certa; e ele descerá sobre nós como a chuva, como chuva serôdia que
rega a terra.
Que te farei, ó Efraim? Que te farei, ó Judá?
Porque o vosso amor é como a nuvem da manhã e como o orvalho da madrugada, que
cedo passa. Por isso, os abati por meio dos profetas; pela palavra da minha
boca, os matei; e os meus juízos sairão como a luz. Pois misericórdia quero, e
não sacrifício, e o conhecimento de Deus, mais do que holocaustos. Mas eles
transgrediram a aliança, como Adão; eles se portaram aleivosamente contra mim. Gileade
é a cidade dos que praticam a injustiça, manchada de sangue. Como hordas de
salteadores que espreitam alguém, assim é a companhia dos sacerdotes, pois
matam no caminho para Siquém; praticam abominações. Vejo uma coisa horrenda na
casa de Israel: ali está a prostituição de Efraim; Israel está contaminado. Também
tu, ó Judá, serás ceifado” (Oséias 5.15-6.11 - grifos e destaques acrescentados).
Só para ficar claro, no texto acima os locutores são o SENHOR e o profeta Oséias. Em Oséias 6.1-3 o locutor é Oséias, que expressa o pensamento do povo (texto em vermelho). São palavras de
um povo doente, pois ao invés de confiar no Senhor, depositou a sua
esperança e a sua fé no rei da Assíria
(poder político-economico-militar) - veja Oséias 5.8-14. Depois de citar as palavras deste povo,
continua a sua descrição: seu amor é superficial, interesseiro. São transgressores
da aliança, infiéis. Seus sacerdotes são como uma “horda de saqueadores”, que
cometem assassinatos enquanto se dirigem para o santuário (Siquém). Cometem abominações,
como a prostituição – que, nos profetas, costuma ser referencia a idolatria (e confiar no rei da Assíria, ao invés de confiar no Senhor, é expressão de idolatria!).
Dito de outra maneira: o cântico da Igreja Batista
da Lagoinha cita as palavras de um povo idólatra, que não amava a Deus de
verdade, que tinha uma religião vazia, cujos sacerdotes cometiam homicídios
enquanto se dirigiam ao santuário... Um povo que, ao invés de confiar e esperar
em Deus, confiava e esperava no rei da Assíria – que, aliás, destruiu Israel!
No verso 8 há uma referencia a Gileade... mas não há
referencia a Bálsamo! Pelo contrário: “Gileade é a cidade dos que praticam a injustiça, manchada de sangue”. Sendo
assim, onde é que a Ana Paula Valadão encontrou o “Bálsamo de Gileade”? A coisa
complica se você procurar por outros textos bíblicos que tratam do “Bálsamo de
Gileade”. Se você procurar na Bíblia as ocorrências de “bálsamo” e “Gileade”
juntas, encontrará três textos:
O primeiro afirma, simplesmente, que os ismaelitas,
que vinham de Gileade, vendiam seu bálsamo para o Egito:
“Ora,
sentando-se para comer pão, olharam e viram que uma caravana de ismaelitas
vinha de Gileade; seus camelos traziam arômatas, bálsamo e mirra, que levavam
para o Egito”(Gênesis 37.25).
O segundo e o terceiro textos que falam sobre bálsamo de Gileade estão no livro do profeta Jeremias:
“Sobe a Gileade e toma bálsamo, ó virgem filha do Egito; debalde
multiplicas remédios, pois não há remédio para curar-te”(Jeremias 46.11).
"Acaso, não há bálsamo em Gileade? Ou não há lá médico? Por que, pois, não se realizou a cura da filha do meu povo?" (Jeremias 8.22).
É interessante que Gênesis 37.25 e Jeremias 46.11 fazem referencia ao Egito: Os ismaelitas vendiam o bálsamo para o Egito, enquanto Jeremias registra um oráculo (palavra de Deus) contra o Egito!
É interessante também que Jeremias 8.22 e 46.11 afirmam que o Bálsamo de Gileade não é capaz de trazer cura para a ferida do povo! Por extensão, o(s) médico(s) de Gileade também não podem trazer cura (Jr 8.22)!!! Consulte um comentário bíblico "decente" sobre Oséias 5.15-7.2. Leia, por exemplo, o comentário do Manual Bíblico da Sociedade Bíblica do Brasil, que dá o título de "Arrependimento que não durou muito" para a passagem de Oséias 6.1-6. Você não vai encontrar comentário bíblico decente dando enfase ao Bálsamo de Gileade, inclusive em Gênesis 37.25, Jeremias 8.22 e Jeremias 46.11!
Assim, a mensagem que os textos bíblicos anunciam sobre o Bálsamo de Gileade é muito clara: O BÁLSAMO DE GILEADE NÃO PODE TRAZER CURA PARA A FERIDA DO POVO!
A CURA PARA A FERIDA DO POVO NÃO ESTÁ NUM BÁLSAMO, MAS EM JESUS CRISTO, NOSSO SENHOR E SALVADOR.
"Acaso, não há bálsamo em Gileade? Ou não há lá médico? Por que, pois, não se realizou a cura da filha do meu povo?" (Jeremias 8.22).
É interessante que Gênesis 37.25 e Jeremias 46.11 fazem referencia ao Egito: Os ismaelitas vendiam o bálsamo para o Egito, enquanto Jeremias registra um oráculo (palavra de Deus) contra o Egito!
É interessante também que Jeremias 8.22 e 46.11 afirmam que o Bálsamo de Gileade não é capaz de trazer cura para a ferida do povo! Por extensão, o(s) médico(s) de Gileade também não podem trazer cura (Jr 8.22)!!! Consulte um comentário bíblico "decente" sobre Oséias 5.15-7.2. Leia, por exemplo, o comentário do Manual Bíblico da Sociedade Bíblica do Brasil, que dá o título de "Arrependimento que não durou muito" para a passagem de Oséias 6.1-6. Você não vai encontrar comentário bíblico decente dando enfase ao Bálsamo de Gileade, inclusive em Gênesis 37.25, Jeremias 8.22 e Jeremias 46.11!
Assim, a mensagem que os textos bíblicos anunciam sobre o Bálsamo de Gileade é muito clara: O BÁLSAMO DE GILEADE NÃO PODE TRAZER CURA PARA A FERIDA DO POVO!
A CURA PARA A FERIDA DO POVO NÃO ESTÁ NUM BÁLSAMO, MAS EM JESUS CRISTO, NOSSO SENHOR E SALVADOR.
CONCLUSÃO
Apesar da extrema simplicidade com que tratamos o
assunto, cremos que é o suficiente para concluir, com segurança, que:
a) O cântico “Bálsamo de Gileade”, de Ana Paula Valadão,
partiu das palavras de um povo idólatra, superficial, que confiava mais nos
homens (rei da Assíria) que no Senhor, e fez dele um cântico de louvor. É algo
semelhante a começar a cantar na Igreja uma canção que exalta a verdade e a
justiça escrito por Judas Iscariotes, Jezabel ou Balaão, ou mesmo por Renan Calheiros, Fernando Collor de Melo ou José Dirceu.
b) Mais triste ainda, fez uma leitura alegórica
acerca de Gileade, que ao invés de fazer referencia a uma cidade de assassinos,
como é o contexto do texto bíblico de Oséias, passou, de alguma maneira
misteriosa, a se referir ao “bálsamo de Gileade”!?!? É a expressão clara de uma
leitura viciada, dependente de idéias estranhas ao texto bíblico, que levam a
uma interpretação que fere o texto bíblico e a doutrina.
c) Minha tese é que o meio evangélico brasileiro
tem dado uma ênfase exagerada e perigosa a temas como “vitória”, “prosperidade”,
“cura”, etc., todos temas legitimamente bíblicos, mas apresentados de maneira
distorcida, exagerada.
d) Lendo uma infinidade de sites e blogs sobre o Bálsamo de Gileade, cheguei a uma conclusão: alguém pregou um sermão sobre o Bálsamo de Gileade, com uma interpretação bíblica muito ruim, tendo sido seguido por uma legião de pastores e obreiros que não sabem ler a Bíblia sozinhos, que afirmam que a sua doutrina é apenas a Bíblia, mas que no fundo ficam repetindo sermões e outros discursos dos outros.
d) Lendo uma infinidade de sites e blogs sobre o Bálsamo de Gileade, cheguei a uma conclusão: alguém pregou um sermão sobre o Bálsamo de Gileade, com uma interpretação bíblica muito ruim, tendo sido seguido por uma legião de pastores e obreiros que não sabem ler a Bíblia sozinhos, que afirmam que a sua doutrina é apenas a Bíblia, mas que no fundo ficam repetindo sermões e outros discursos dos outros.
e) O meu amigo pastor, a que me referi na introdução,
apesar de ser um servo de Deus sério, participou deste estouro de boiada que é a teologia apresentada por algumas estrelas
do mundo gospel, nem sempre pautadas por uma boa leitura bíblica. Ler a Bíblia,
qualquer um lê, mas é necessário que se leia com entendimento. A Igreja
Evangélica Brasileira tem trocado os seus mestres (1Co 12.28; Ef 4.11) por
animadores de auditório, cantores gospel e vendedores de promessas (ou mesmo de
indulgencias evangélicas).
Ao invés de ficar cantando sobre o “bálsamo de
Gileade”, deveríamos cantar sobre o sangue do Cordeiro, que nos limpa de todo
pecado.
A Deus toda a glória.
( Leia mais sobre este post em http://marcio-marques.blogspot.com.br/2014/03/o-balsamo-de-gileade-e-biblia-parte-ii.html )
( Leia mais sobre este post em http://marcio-marques.blogspot.com.br/2014/03/o-balsamo-de-gileade-e-biblia-parte-ii.html )
quinta-feira, 12 de abril de 2012
Páscoa: o Poder da Ressurreição de Jesus (Fl 3.10)
´3.7 No passado, todas essas coisas valiam muito para mim; mas agora, por causa de Cristo, considero que não têm nenhum valor. 3.8 E não somente essas coisas, mas considero tudo uma completa perda, comparado com aquilo que tem muito mais valor, isto é, conhecer completamente Cristo Jesus, o meu Senhor. Eu joguei tudo fora como se fosse lixo, a fim de poder ganhar a Cristo 3.9 e estar unido com ele. Eu já não procuro mais ser aceito por Deus por causa da minha obediência à lei. Pois agora é por meio da minha fé em Cristo que eu sou aceito; essa aceitação vem de Deus e se baseia na fé. 3.10 Tudo o que eu quero é conhecer a Cristo e sentir em mim o poder da sua ressurreição. Quero também tomar parte nos seus sofrimentos e me tornar como ele na sua morte, 3.11 com a esperança de que eu mesmo seja ressuscitado da morte para a vida.´ (Filipenses 3.7-11 – NTLH)
INTRODUÇÃO
Hoje é dia de uma notícia maravilhosa: Jesus ressuscitou! Ninguém jamais anunciou notícia melhor! Infelizmente, alguns só pensam na ressurreição de Jesus (quando pensam) na Páscoa. Paulo esta discutindo a confiança que alguns tem na carne (circuncisão, salvação pelo cumprimento de regras, capacidade de salvar-se a si mesmo) em contraste com a graça que encontramos exclusivamente em Cristo. Paulo afirma que tinha muitos motivos para se gloriar na carne, mas que no entanto considerou tudo como lixo, de nenhum valor, por causa de Cristo – a verdadeira fonte de amor, esperança, alegria e paz! Paulo afirma que o importante é ser encontrado em Cristo, sem justiça própria, mas firme na justiça que brota da cruz e da ressurreição de Jesus, Nosso Senhor. A verdadeira justiça de Deus está em Cristo e é alcançada pela fé nEle.
O texto bíblico acima foi escrito pelo apóstolo Paulo fora do contexto da Páscoa, e nos convida a refletir sobre viver a mensagem da Páscoa a partir da segunda-feira. Vamos concentrar a nossa atenção ao verso 10.
1) “Tudo o que eu quero é conhecer a Cristo...”.
Hoje em dia, muitos nem sabem o que é, de fato, a Páscoa! Conhecer a Páscoa é conhecer a Cristo. E conhecer a Cristo não é acumular informações sobre Jesus. A Páscoa não nos convida a sermos ´fãs´ de Jesus, mas seus discípulos, seus seguidores, seus adoradores.
Hoje há muitos fãs de todo tipo de pessoa que você possa imaginar. Há fã de Elvis Presley que conhece mais informações sobre o ídolo que a própria filha do falecido Rei do Rock, Lisa Marie Presley. No entanto, conhecer não é acumular pôsteres, informações sobre datas, eventos... Conhecer é olhar nos olhos, é ver com os próprios olhos, é conhecer a pessoa, é tocar (1Jo 1.1).
A palavra conhecer vem do grego ´gnose´, um conhecimento não apenas intelectual, mas ´participativo´, íntimo. Na linguagem bíblica, ´conhecer´ é expressão de intimidade. Conhecer a Cristo é crer em Cristo, é crescer no conhecimento dEle andando, ouvindo, falando, vivendo para Ele. Paulo quer conhecer a Cristo mais e mais. Devemos desejar conhecer a Cristo e cultivar nossa relação com Ele. Conhecer a Cristo não é coisa de um domingo por ano, mas de todos os dias de nossa vida, pois Ele disse, após a ressurreição: ´E eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século´ (Mt 28.20).
Oração: ´Senhor, eu quero te conhecer melhor!´
2) “Tudo o que eu quero é... também tomar parte nos seus sofrimentos...”.
Jesus viveu por nós. Viveu nos amando. E quem ama, sofre! O amor sempre traz sofrimento, não porque haja algo errado no amor, mas porque nós somos imperfeitos, sujeito a fraquezas e pecados.
Deus sofre por nos amar! Já pensou nisso? No livro de Oséias, por exemplo, ao falar da sua relação com Israel, Deus se compara a um marido traído! A relação de Oséias com a esposa expressa a dor e o sofrimento de Deus, que ama a Israel! Hoje Deus continua sofrendo por amor de nós!
Deus, o Pai, sofreu de modo incompreensível para nós quando entregou o seu próprio Filho para nos resgatar de uma vida vazia e de pecado. Mas Deus, o Filho, também sofreu por se entregar a si mesmo por nós. E Deus, o Espírito, sofreu a dor do Pai e do Filho, sua própria dor! Deus sofre em si mesmo na sua relação conosco!
Paulo declara que ama a Deus. Quem ama, sofre. Por amar a Deus, Paulo quer participar dos sofrimentos de Cristo, sofrimentos de amor.
Nesta vida, não há como não sofrer. Mas já que o sofrimento virá, vamos sofrer pelo que vale a pena! Para Deus, o sofrimento que vale a pena é o sofrimento por amor. Para Paulo também. E para você, quer continuar a sofrer por bobagem, por coisas vazias, ou sofrer pela única razão que vale a pena: sofrer por amor a Deus; sofrer por aqueles a quem Deus ama.
Oração: ´Senhor, que quero participar dos seus sofrimentos por amor!´
3) “Tudo o que eu quero é... me tornar como ele na sua morte...”.
A Bíblia não fala muito bem da morte. Segundo nos afirma o próprio Paulo, ela é um inimigo (1Co 15.26). Se é assim, porque Paulo afirma que quer se tornar como Cristo na sua morte?
No capítulo 2 de Efésios, Paulo afirmou que Cristo ´subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus; antes, a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana, a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até à morte e morte de cruz´ (Fl 2.6-8).
Jesus foi obediente até a morte. E ser obediente é expressão de cruz, ou seja, de fazer a vontade do Pai, e não a nossa (Mc 14.36).
Jesus sofreu a nossa morte para que pudéssemos viver a sua vida. Se tornar como ele na sua morte é entregar totalmente a sua vida a Deus, sacrificando a própria vontade para fazer a vontade de Deus. Assim, se tornar como ele na sua morte significa ser moldado por Ele, assumir o compromisso de Cristo em fazer a Vontade do Pai! O grande propósito de Deus é uma grande família, com muitos filhos e filhas ´conformes a imagem do Seu Filho´, ou seja, filhos e filhas com o caráter de Cristo, conformados na sua morte, conformados na Vontade do Pai.
Oração: ´Senhor, eu quero fazer a Tua Vontade!´
4) “Tudo o que eu quero é... sentir em mim o poder da sua ressurreição”.
Mas como é possível fazer a vontade de Deus? Não na própria força, mas pela graça de Deus na ressurreição de Jesus!
A ressurreição de Jesus é o centro da nossa fé. A morte de Jesus só é Boa Nova por causa da ressurreição. Só podemos conhecer a Cristo, participar dos seus sofrimentos de amor e nos conformarmos com Ele na sua morte se o poder da sua ressurreição estiver sobre nós!
Deus é Todo-Poderoso sobre todas as coisas, inclusive sobre a morte e sobre tudo o que traz a morte. Deus é poderoso para perdoar pecados e para transformar o coração do pecador, para que viva na justiça (Ef 2.10). Deus é poderoso para destruir a própria morte e nos ressuscitar. E este poder ficou demonstrado na ressurreição de Jesus. A ressurreição de Jesus é o fundamento da nossa própria ressurreição! (1Co 15.20-23).
O poder da ressurreição de Jesus é derramado em nós pela graça de Deus, através da Palavra de Deus e da ação do Espírito Santo. É o poder da nova vida, da plenitude da graça de Deus.
O poder da ressurreição de Jesus não é apenas o poder da nossa ressurreição no tempo da consumação, quando Jesus vai voltar para renovar todas as coisas, mas já é hoje o poder de uma nova vida em Cristo, de uma vida plena da graça de Deus, que supera todas as coisas. Mas só ressuscita quem morreu. Morre quem sofreu. Por isso, vamos conhecer a Cristo, participar dos seus sofrimentos de amor, nos conformarmos com ele na vontade do Pai. Quem vive assim dá testemunho do poder da ressurreição de Cristo!
Oração: “Senhor, eu quero viver cheio do poder da sua ressurreição”.
Feliz Páscoa!
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