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quarta-feira, 18 de março de 2020

Meditação sobre o Salmo 91: Comunhão que traz segurança!

TEXTO: Salmo 91
TÍTULO: Comunhão que traz segurança!
PROPOSIÇÃO: A comunhão e a presença de Deus são a verdadeira segurança

Em muitas casas e lugares, encontramos Bíblias abertas no Salmo 91, por vários motivos. Penso que o principal seja este: as pessoas querem segurança, e gostam do Salmo 91 porque querem proteção. No entanto, proteção não é o tema central deste belo salmo, mas sim a Comunhão que traz segurança na presença de Deus!

1) O VERDADEIRO CRENTE (vv. 1,9). O verdadeiro crente diz: “o SENHOR é o meu refúgio”. Quando você era criança, onde você se escondia para se proteger? Nas pernas da sua mãe? Nos braços do seu pai? No seu quarto? No cheirinho da sua avó? Qual era o teu lugar seguro? E hoje, onde você tem procurado se esconder? Na família? Na religião? Em boas obras? No dinheiro? Nas redes sociais? Na bebida? Na farmácia? Qual é o teu lugar seguro? O verdadeiro crente encontrou na comunhão com Deus o seu lugar seguro. A oração e a meditação na Palavra de Deus (“sua verdade” – v. 4) trazem confiança e esperança para o crente, pois ele deseja com muita sede a presença de Deus! A fé e a esperança do verdadeiro crente estão no SENHOR, na comunhão com Ele, nas asas do SENHOR, na presença do SENHOR. O verdadeiro crente ama a família, busca uma fé pessoal e comunitária saudável, é grato a Deus pela Sua Providência (dinheiro, remédio, etc.), mas a sua fé, sua alegria e esperança estão no SENHOR.

2) O SENHOR LIVRA SEU FILHO AMADO (vv. 2-8; 10-13). O verdadeiro adorador confia no SENHOR, mesmo na tempestade, no tiroteio, na peste que se espalha, na guerra, na crise financeira. O SENHOR livrará do mal aquele que nEle confia. MAS CUIDADO! Em Mt 4.5-7 Satanás cita o Salmo 91 para induzir Jesus a tentar o Pai! Em Mt 23.37-39 Jesus faz referência ao Salmo 91 em relação à Jerusalém, que ao invés de amar o Senhor e andar na sua presença, maltratou e matou aqueles que o Senhor enviou, inclusive o próprio Senhor Jesus! Do mesmo modo que Satanás cita o Salmo 91 para tentar fazer Jesus tropeçar, numa atitude triunfalista, hoje falsos profetas agem tentando fazer o povo de Deus tropeçar, não seguindo as orientações das autoridades que sejam sensatas e justas, como atender temporariamente o pedido para encerramento dos encontros públicos em razão da epidemia (veja alguns exemplos em https://www.bbc.com/portuguese/brasil-51920196 ). Cremos na Soberania de Deus e no Seu poder para fazer milagres, mas cremos igualmente na Sua Providência e no chamado para agirmos com inteligência, sabedoria e prudência (Pv 1.7; 9.10; 15.33), conforme a Palavra da verdade. Afinal, depositar a esperança no SENHOR significa levar a sério a Palavra do SENHOR.

3) O SENHOR NOS LIVRARÁ COMO LIVROU O SEU FILHO AMADO (vv. 14-16). O SENHOR livrará a quem se apega à Ele com amor. Quem ama a Deus acima de tudo está seguro. O SENHOR o protegerá, pois conhece o nome do SENHOR, ou seja, conhece o próprio SENHOR, seu caráter, pois anda na sua presença (v. 14). O SENHOR ouvirá a sua oração e o próprio SENHOR estará com ele, até mesmo na sua angústia. O SENHOR o livrará e o glorificará (v. 15). O SENHOR dará à ele longevidade e mostrará à ele a sua SALVAÇÃO. Em toda a história, ninguém se enquadrou tanto na figura do verdadeiro crente quanto Jesus de Nazaré. Inclusive, o Pai esteve com ele na sua angústia, e lhe deu longevidade – não pelos seus cerca de 33 anos, idade em que foi crucificado e morto, mas pela vida eterna que assumiu, ao derrotar a morte e todos os inimigos de Deus, triunfando sobre eles na cruz e na ressurreição. E Jesus foi glorificado pelo Pai, e está assentado à Sua Direita, após a ressurreição e ascensão, intercedendo pelos filhos e filhas de Deus. Do mesmo modo que Jesus foi protegido pelo Pai, todos os filhos e filhas de Deus na história são manifestações do verdadeiro crente do Salmo 91 - inclusive aqueles da galeria dos heróis da fé (veja em especial Hb 11.35-40), inclusive os que preferiram morrer a negar a sua fé no verdadeiro Evangelho da Cruz e da Ressurreição de Jesus.
Em tempos de Corona vírus, onde está a tua fé e a tua esperança? Onde você tem procurado se esconder para se proteger? Aqueles que confiam no SENHOR sabem que Ele dará a última palavra sobre nós, assim como deu a Jesus: ressurreição e glorificação (vv. 14-16). Por isso, repetimos:

"Aquele que habita no esconderijo do Altíssimo e descansa à sombra do Onipotente diz ao Senhor:
“Tu és o meu refúgio e a minha fortaleza, o meu Deus, em quem confio” (Salmo 91.1-2)

terça-feira, 17 de março de 2020

Dicas Para Fortalecer Seu Sistema Imunológico

• Meditar nas Escrituras e orar regularmente.
• Gratidão a Deus ao invés de murmuração.
• Levar ao Senhor a ansiedade, confiar e descansar nele.
• Tornar as mágoas e ressentimentos em perdão.
• Conhecer o amor de Deus que lança fora todo o medo.
• Alegrar-se no Senhor apesar das circunstâncias.
• Saber que o mal e a tristeza têm prazo de validade, só o bem e a alegria são eternos.
• Voltar à antiga prática do culto doméstico.
• Ligar para familiares e amigos e expressar carinho.
• Dar e se desfazer ao invés de reter e estocar.
• Beijar e abraçar com os olhos e com palavras.
• Olhar, orar e socorrer quem está deprimido ou enfermo.
• Ser portador de coragem e esperança ao invés se encolher no seu canto.

(Por Osmar Ludovico)

Saiba a verdadeira causa do esforço contra o Corona Vírus


quinta-feira, 5 de março de 2020

Tiradas da Letícia IX - O Abraço

A Letícia está com 12 anos. Ela foi num retiro de pré-adolescentes, adolescentes e jovens (pensa num lugar tranquilo!) e, depois do "culto da fogueira", ela se aproximou do Pastor Drogo e disse: - "Me dá um abraço?". O Drogo, surpreso com a reação da Letícia, lhe deu um abraço. Três segundos depois a Letícia afasta do Drogo com as mãos e diz: -"Ok, já está bom". Figura!

domingo, 15 de dezembro de 2019

O Argumento Moral


O Argumento Cosmológico


A Sintonia Fina do Universo é testemunha do Deus Criador



"Os céus proclamam a glória de Deus, e o firmamento anuncia as obras das suas mãos" (Salmo 19.1).

"O que se pode conhecer a respeito de Deus é manifesto entre eles, porque Deus lhes manifestou. Porque os atributos invisíveis de Deus, isto é, o seu eterno poder e a sua divindade, claramente se reconhecem, desde a criação do mundo, sendo percebidos por meio das coisas que Deus fez" (Romanos 1.19-20a).

Fonte do vídeo:
http://pt.reasonablefaith.org/
https://www.youtube.com/watch?v=_04-EmBgktQ#action=share


terça-feira, 27 de agosto de 2019

Oração Que Leva à Vontade de Deus (Uma Meditação a partir de Mt 26.36-46)

Em Mateus 26 Jesus está com os discípulos em Jerusalém, prestes a ser preso, condenado e crucificado. Jesus leva consigo três dos seus discípulos (Pedro, Tiago e João) para orar. A oração de Jesus no Getsêmani nos ensina muito sobre oração.
1) ORAÇÃO É COMUNHÃO QUE CONDUZ À MISSÃO. Jesus está no seu momento mais terrível. Ele sempre soube que sua Missão era o Evangelho: viver por nós, sofrer por nós, morrer por nós e ressuscitar para a nossa salvação. Mas, antes da ressurreição estava a cruz! Antes de começar o seu ministério, Jesus foi levado pelo Espírito ao deserto, para ser tentado pelo diabo (Mt 4.1-11). O diabo oferece à Jesus glória sem cruz (vv. 8-9), mas Jesus recusa. Mas a hora da cruz havia chegado! E diante de tão grande sofrimento, Jesus busca a presença do Pai em oração. Orar não é falar com Deus; é conversar, é não apenas falar, mas ouvir a Sua Voz. Jesus ora em três momentos (vv. 39, 42 e 44). No v. 39 Jesus diz: “Meu Pai, se é possível, que passe de mim este cálice! Contudo, não seja como eu quero, e sim como tu queres”. Jesus revela o seu desejo ao Pai, mas afirma que a sua vontade não é o seu próprio desejo, mas a vontade do Pai! E o v. 42 deixa claro que Jesus ouviu a voz do Pai: “Meu Pai, se não é possível que este cálice passe de mim sem que eu o beba, faça-se a tua vontade”. Impressionante é que, no v. 44, ele repete as mesmas palavras do v. 42. Mas para que? Para expressar ao Pai seu amor e adoração, se entregando à vontade do Pai completamente! No jardim do Éden o primeiro casal não confiou em Deus num belo dia cheio de vida, e resolveu fazer a própria vontade. No Getsêmani, numa noite terrível de agonia e sofrimento, Jesus confiou completamente no Pai e se entregou à sua vontade. E a vontade do Pai, para a qual o Filho se entrega, é o Evangelho: a reconciliação da criação com o Seu Criador na Cruz e na Ressurreição do Filho de Deus!
2) ORAÇÃO É PESSOAL E COMUNITÁRIA. Jesus não ora ao Pai apenas sozinho, mas chama Pedro, Tiago e João, seus discípulos mais chegados, para orarem junto. Jesus nos ensina que a oração é tanto pessoal como comunitária. Quando Jesus, no Sermão do Monte, chama a atenção dos hipócritas sobre “orar em pé nas sinagogas e nos cantos das praças”, a crítica não era para a oração pública, mas para a oração que era feita “para serem vistos pelos homens” (Mt 6.5). A oração deve ter como alvo Deus e a Sua glória, e não ser glorificado pelos homens, não contar vantagem porque ora. A oração deve ser uma prática tanto pessoal quanto comunitária, pois nela o povo de Deus conhece melhor a Deus, conhece melhor a vontade de Deus e é movido pelo Espírito de Deus a se entregar à vontade de Deus. E a vontade de Deus é o Evangelho no qual os salvos são perdoados, aceitos e recebidos por Deus como seus filhos e filhas, por causa da cruz e da ressurreição de Jesus.
3) ORAÇÃO É VIGILÂNCIA. Jesus estava diante da sua maior provação. Mas Jesus vigiou em oração e não caiu em tentação. Pedro, Tiago e João não vigiaram, e caíram em tentação. Nos vv. 31-35 Pedro é avisado que iria trair a Jesus, mas Pedro não acredita em Jesus. Nos vv. 47-56 Jesus é preso, e “todos os discípulos o deixaram e fugiram”. Todos fracassaram. Mas Pedro, além de abandonar a Jesus, o negou (vv. 69-75). Sem comunhão com Deus em oração somos incapazes de ouvir a voz de Deus, de conhecer a vontade de Deus e de fazer a vontade de Deus.

terça-feira, 9 de julho de 2019

A Contribuição como Expressão da Graça Generosa de Deus (uma meditação a partir de 2Co 8.1-15)



O que a Nova Aliança em Cristo tem a dizer sobre dízimos e ofertas? Em 2Co 8.1-15, Paulo apresenta a doutrina da contribuição segundo o Evangelho. Nos vv. 1-7, Paulo fala da generosidade dos macedônios , que, apesar de sua pobreza, ofertaram generosamente para socorrer a igreja irmã da Judeia, até mesmo “acima das suas posses”. No nosso texto, Paulo incentiva os coríntios a contribuir também. Mas é muito interessante perceber os argumentos que Paulo utiliza para que os coríntios contribuam.

1) CONTRIBUIR NÃO POR LEGALISMO, CHANTAGEM EMOCIONAL OU SUBORNO RELIGIOSO (v. 8a). “Não vos falo na forma de mandamento”. Os fariseus eram religiosos. Eles davam o dízimo até da horta! (Mt 23.23). Mas Jesus os chama de hipócritas, de atores. Religiosos que buscam na lei a sua salvação não entenderam a graça de Deus. Os fariseus entregavam o dízimo de tudo, mas negligenciavam a justiça, a misericórdia e a fé. Paulo não trata da contribuição como lei, nem como chantagem emocional. Ele não diz: “pensem nas criancinhas, nos velhinhos, nos famintos, que estão sofrendo tanto...”. Paulo também não faz “suborno religioso”, dizendo: “dá dez que Deus dá cem, dá cem que Deus dá mil”. Paulo não usa de chantagem emocional, nem suborno religioso!

2) CONTRIBUIR POR AMOR (v. 8b).  “[vos falo...] para provar (...) a sinceridade do vosso amor”. A contribuição não garante que a fé seja saudável, como vimos no caso dos fariseus. Mas está presente numa fé saudável! Deus é amor (1Jo 4.8) e a natureza do amor é a doação. O amor nunca pergunta “em quem eu vou mandar?” ou “o que eu terei?”, mas sim “a quem eu vou servir?” e “o que eu darei?”. Quem conhece a Deus, que é amor, vai demonstrar generosidade em sua vida, pois estará sensível tanto à vontade de Deus quanto à necessidade daqueles a quem Deus ama. O amor é provado na generosidade! E o amor a Deus acima de todas as coisas deve se manifestar em todas as coisas, inclusive nas finanças.

3) CONTRIBUIR COMO EXPRESSÃO DA VIDA DO DISCÍPULO (v. 9). Por que os macedônios foram generosos? A igreja da macedônia conhecia a Jesus, tinha intimidade com Jesus, seguia a Jesus. Segundo o v. 9, o Evangelho é o fundamento da generosidade cristã, pois Jesus, sendo rico, se fez pobre para nos enriquecer pela sua graça. E Jesus fez isso na Cruz e na Ressurreição! A graça não nos leva contra a vontade de Deus expressa na lei, mas sim a fazer a vontade de Deus. Jesus nunca amenizou os mandamentos da lei, mas os radicalizou (Mt 5.17-48). Do mesmo modo, sobre o mandamento do dízimo, na Nova Aliança não entregamos à Deus 10%, mas sim 100%! O dízimo na Nova Aliança não é o máximo, mas o mínimo! É por isso que, na igreja primitiva, os discípulos vendiam suas propriedades e compartilhavam todas as coisas (At 2.42-47). Em Mt 23.23 Jesus não afirma que o dízimo é opcional, mas ao contrário: “vocês deveriam fazer estas coisas [a justiça, a misericórdia e a fé] sem omitir aquelas [dízimos]”. Por isso, o dízimo não é o “teto”, mas o “piso”. Oferta é o que vai além do dízimo. Há religiosos que contribuem sem amor a Deus. Mas quem ama a Deus é levado pela Palavra de Deus e pelo Espírito Santo a contribuir com alegria. A graça de Deus é mais eficaz que a Lei. Devemos buscar atender as necessidades de uns para com os outros, para que não falte para ninguém (vv. 11-15). Amar a Deus acima de todas as coisas é honrar a Deus com o que temos, para o bem das pessoas e para o avanço do Evangelho.

terça-feira, 25 de junho de 2019

Vamos Entrar na Dança? (Uma Meditação a partir de Jo 15.26-27; 17.1-21; Mt 12.30-32)

Deus afirma através da Bíblia que Ele é um Deus único (Dt 6.5), mas revela também que o Pai de Jesus é Deus, que Jesus é Deus e que o Espírito Santo é Deus. Portanto, Deus se revela à nós assim: o único Deus verdadeiro é, desde antes da criação, Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo. À esta doutrina chamamos doutrina da Santíssima Trindade. A Igreja Ortodoxa Grega costuma falar da Trindade através de uma Parábola Poética, chamada “Pericorese”. Imagine o seguinte: três crianças se amam, e tem consigo mesmas uma relação de liberdade e alegria, na qual costumam brincar de dançar de roda. De tempo em tempo, cada uma das crianças vai para o centro da roda e glorifica as que estão fora, elogiando e demonstrando seu amor por elas. Deus é assim consigo mesmo. Esta relação de Deus consigo mesmo pode ser percebida através de toda a Bíblia.

A RELAÇÃO DE DEUS CONSIGO MESMO. O Espírito e o Pai dão testemunho do Filho e glorificam ao Filho. A Antes que houvesse mundo, a glória do Pai e do Espírito era também a glória do Filho (Jo 15.26; 17.1,4-5). O Filho e o Espírito Glorificam o Pai (Jo 17.1,4), pois são enviados pelo Pai para a Sua glória. O Pai e o Filho glorificam o Espirito, pois a blasfêmia contra o Pai e contra o Filho podem ser perdoadas, mas a blasfêmia contra o Espírito Santo não tem perdão (Mt 12.30-32). Na dança de Deus, se busca a glória do outro, se serve ao outro, se ama ao outro.

A RELAÇÃO DE DEUS CONOSCO. Deus nos criou por amor. Mesmo após o pecado, Ele não deixou de nos amar. E a expressão maior do amor de Deus por nós é a Vida, a morte e a ressurreição de Jesus, na qual Deus entrega tudo por amor de nós. O Pai entrega o Seu Filho amado. O Filho a si mesmo se entrega. O Espírito se doa e vem habitar em nós. Não devemos buscar a nossa glória, pois é Deus quem busca a nossa glória.

A NOSSA RELAÇÃO COM DEUS. Deus quer que nós entremos na sua Dança amor, liberdade, alegria e entrega. Agora que cremos n’Ele, agora que cremos no Seu Amor revelado no Evangelho da Cruz e da Ressurreição, somos chamados a glorificá-lo, a entregar tudo à Ele, a reconhecer que toda a honra, toda a glória e todo louvor são devidos à Ele. Seu Amor nos dá tudo, mas exige tudo. Deus nos criou para participarmos da Sua Dança: se esvaziar de tudo para glorificar a Deus, que nos amou primeiro (Jo 15.27; 17.10,13,18,21). E quanto cremos n’Ele, quando confiamos n’Ele, quando nos entregamos totalmente ao seu Amor, nos entregando à Ele, é Ele quem nos enche da Sua glória. O Pai enviou o Filho ao mundo. O Filho enviou o Espírito à nós. E o Espírito em nós nos envia ao mundo, para que possamos CRER no Evangelho, VIVER de acordo com o Evangelho e ANUNCIAR o Evangelho. Deus te chama para entrar na dança dEle. Ele deu os primeiros passos e está disposto a nos ensinar a dançar, através do Discipulado, de uma vida que confia em Jesus para a salvação e para a ação. Vamos entrar na Dança?

Segue-me (Uma Meditação a partir de Mt 9.9)

Nosso texto de hoje é bem curto: “Quando Jesus saiu dali, viu um homem chamado Mateus sentado na coletoria e lhe disse: ´Siga-me´” (Mt 9.9). Vamos entender o nosso texto.

JESUS CURA, LIBERTA E CHAMA PARA SEGUI-LO. Depois do anúncio do seu nascimento e de seus primeiros 30 anos (capítulos 1 e 2), do batismo por João Batista e o início do ministério (capítulos 3 e 4), Jesus prega o sermão do Monte (5-7) e, ao descer do monte, encontra um mundo doente, para o qual ele veio trazer cura (8-9). Nosso texto está no contexto de uma série de relatos de cura e exorcismos. Jesus manifesta que veio trazer o Reino de Deus em sua pessoa, suas obras e suas palavras. Mas algo curioso acontece nos relatos de cura e libertação: seu poder para perdoar pecados (9.1-7) e o chamado ao discipulado (8.1; 8.18-23; 9.9). Isso significa que Jesus veio curar o mundo libertando do poder da morte, do demônio, da carne (pecado), e esta libertação passa pelo chamado ao discipulado, ao chamado para seguir a Jesus! MAS SEGUIR A JESUS PARA ONDE? No Evangelho segundo Mateus, Os 30 primeiros anos de Jesus são narrados nos capítulos 1 e 2. Cerca de três anos são narrados nos capítulos 3 a 20. E uma semana (a semana da cruz e da ressurreição) é narrada nos capítulos 21 a 28. Jesus estava caminhando em direção à vontade de Deus para reconciliar todas as coisas na sua cruz e ressurreição. Jesus estava caminhando para a agonia da cruz e para a vitória da ressurreição! Seguir a Jesus é negar a própria vontade para se render ao Evangelho, para seguir a Jesus, para trilhar esta vida de cruz (rendição à vontade de Deus) e ressurreição! Jesus veio dar cumprimento ao chamado do povo de Israel, desde Abraão: “em ti todas as famílias da terra serão abençoadas”. Jesus não apenas cura e expulsa demônios, mas perdoa pecados e chama a todos para se tornarem seus discípulos. A cura do mundo está ligada ao chamado do povo de Deus em seguir a Jesus, em viver como ele viveu (rendição total à vontade de Deus e pregação das Boas Novas do Evangelho do Reino de Deus) e confiar apenas em Jesus para a reconciliação com Deus.

MATEUS, O PUBLICANO. Mas havia gente pecadora, como Mateus, o publicano. Um publicano era um cobrador de impostos pelo Império Romano, que enriquecia cobrando impostos para si. Ser publicano rendia muito dinheiro, mas era exigido do publicano muita responsabilidade. Mateus, ao invés de contratar funcionários para a coletoria de impostos (local onde os impostos eram recolhidos), exercia a função pessoalmente, sob o olhar de condenação dos judeus. Mas, um dia, Jesus, aquele que estava sendo seguido por multidões, aquele que curava, expulsava demônios e perdoava pecados, passou pela coletoria, e disse: “Segue-me”. Seguir a Jesus significava abandonar aquele “emprego” desonesto e que trazia miséria na vida das pessoas. Seguir a Jesus significava que ele perderia a função de publicano e não poderia recupera-la nunca mais! Seguir a Jesus significava que a sua vida seria dedicada a viver de acordo com Jesus e viver para anunciar o Evangelho do Reino de Deus. E Mateus se levantou da cadeira, deixou tudo para seguir a Jesus! E Jesus recebeu Mateus e vários pecadores em sua própria casa, para um banquete, para escândalo dos religiosos!

O CHAMADO DE JESUS HOJE. O chamado de Jesus não mudou. Ele não chama para sentar e esperar “ir para o céu”, mas para abandonarmos uma vida em que EU seja o senhor para uma nova vida, na qual Jesus Cristo é o Senhor. Jesus deseja continuar o seu ministério de cura às nações, através dos seus discípulos, de homens e mulheres que se levantam para fazer a sua vontade, para crer no Evangelho da cruz e da ressurreição, para viver de acordo com o Evangelho e para anunciar o Evangelho! Portanto, levante-se e siga à jesus!!! Jesus nos chama sair da cadeira e pregar o Evangelho para todos.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2019

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019

Panorama da Bíblia (em uma página)



A história das criaturas tem como pano de fundo a história do Criador com a totalidade da criação. Esta é a verdadeira história narrada nas Escrituras em vários capítulos. Vamos contar esta história acompanhados das afirmações do "Credo Apostólico", Credo aceito tanto por Católicos Romanos quanto por Protestantes (Evangélicos).

1) CRIAÇÃO (Gn 1-2).
"Creio em Deus Pai, Todo-Poderoso, criador do céu e da terra".
O SENHOR Deus cria todas as coisas, e cria tudo “muito bom” (Gn 1.31). O SENHOR cria o ser humano à sua imagem e semelhança, para que expressasse a imagem e semelhança de Deus no governo da criação. O SENHOR nos criou em total harmonia: teológica (com Deus), psicológica (consigo mesmo), sociológica (com o próximo), ecológica (com toda a criação). O dever do ser humano no governo concedido por Deus na criação é desfrutar e proteger a criação (Gn 2.15), tendo como alvo não apenas o bem estar do ser humano e de todas as demais criaturas, mas acima de tudo a GLÓRIA DE DEUS. O próprio domínio do ser humano deve ser a expressão do REINADO DE DEUS sobre todas as coisas, para a GLÓRIA DE DEUS.

2) QUEDA (Gn 3-11).
"Creio... [na remissão dos] pecados".
O ser humano foi criado por Deus, tinha comunhão com Deus e ouviu a Palavra de Deus, cujo mandamento era simples: “não coma do fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal”. Mas a serpente despertou no ser humano a incredulidade (não confiar em Deus e na Sua Palavra), que teve como fruto a desobediência (pecado). Nós caímos na fé em Deus (incredulidade), e precisamos levantar de onde caímos. O pecado foi a porta de entrada para todas as crises da humanidade: teológica (com Deus), psicológica (consigo mesmo), sociológica (com o próximo), ecológica (com toda a criação). É por isso que, de modo geral, as pessoas sabem que há algo de errado com o mundo, mas não conseguem explicar exatamente o que. O domínio de ricos sobre pobres, a desigualdade de gênero, a opressão étnica (“raças”), os distúrbios mentais e emocionais, enfim, todas estas crises tem como origem a crise fundamental na relação com o Deus Criador, que teve origem na incredulidade e na consequente desobediência.

3) ISRAEL (Gn 12-Ml 4).
"Creio em ... Cristo [/Messias]".
O Deus Criador é Amor (1Jo 4.8). Por isso, não abandonou a sua criação ao mal. O SENHOR é o Rei e nunca deixou de sê-lo. Por isso, o projeto do Reino de Deus é um projeto de Amor, de Restauração, de Justiça e de Paz. O ser humano pecou, e Deus chama o ser humano para ser seu colaborador na missão do próprio Deus, de restaurar todas as coisas. Por isso, Deus chama Abraão (Gn 12.1-3). O chamado de Deus para Abraão inclui a criação de uma grande nação (Israel), para que todas as famílias da terra fossem abençoadas. Abraão gera Isaque, que gera Jacó, que gera José e seus irmãos, que dão origem às 12 tribos de Israel, que ao final do Gênesis estão vivendo no Egito. O SENHOR liberta Israel da escravidão no Egito por meio de Moisés, e, confirmando a aliança com Abração, faz com Israel uma aliança, na qual Israel se compromete a adorar somente o SENHOR (culto) e a viver de acordo com a ética do reino de Deus (lei) (Ex 19). De Ex 19 a Nm 10.10 (Perícope do Sinai), Deus dá à Israel tudo o que precisa para viver na sua presença e cumprir o seu chamado: os mandamentos de Deus (ética), o tabernáculo (que abrigava a Arca da Aliança), o sacerdócio e os sacrifícios (culto). Com a Aliança no Sinai, o Israel assume o SENHOR como seu Rei. Após conquistar a terra prometida, o povo pede para si um rei, o que desagradou ao SENHOR (1Sm 8), e após dar ao povo um rei segundo o coração do povo (Saul), Deus concede à Israel um rei segundo o seu coração (Davi). O SENHOR promete à Davi um descendente que seria chamado de Filho de Deus, que reinaria para sempre e que edificaria um templo ao SENHOR (2Sm 7). Mas Israel não andou segundo a vontade do SENHOR, conforme denunciaram todos os profetas, tendo o reino de Israel, após ser dividido (Israel ao Norte e Judá ao Sul), foi destruído no Norte pelos Assírios (722 a.C.) e no Sul pelos Babilônios (587 a.C.). Israel fracassou no chamado e quebrou a aliança com o SENHOR (Jr 31.31-34). Assim termina o Antigo Testamento: no Exílio, expressão das crises trazidas pelo pecado do próprio povo de Israel.

4) JESUS (Mt-Jo).
"Creio em Jesus Cristo, seu único Filho, nosso Senhor, o qual foi concebido por obra do Espírito Santo; nasceu da virgem Maria; padeceu sob o poder de Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado; desceu ao Hades; ressurgiu dos mortos ao terceiro dia; subiu ao céu; está sentado à direita de Deus Pai, Todo-poderoso".
Mas a história de Israel é conduzida à vitória por meio de Jesus de Nazaré, filho de Abraão, filho de Davi, Filho de Deus (Mt 1.1; Mc 1.1). O Filho de Deus se fez homem (encarnação), viveu uma vida perfeita de amor, perdão e justiça, completamente sem pecado (Hb 4.15), morreu na cruz pelos nossos pecados e ressuscitou para a nossa salvação (1Co 15.1-4). Ele é o verdadeiro tabernáculo, o verdadeiro Sumo-Sacerdote, o Sacrifício Perfeito. Ele é a Palavra de Deus encarnada. Ele é o filho de Davi que reinaria para sempre, seria chamado Filho de Deus e edificaria a casa de Deus. Nele, todas as promessas de Deus encontram o seu SIM, a sua confirmação, o seu cumprimento. Ele não veio apenas para salvar almas, mas para reconciliar consigo todas as coisas. Após a sua morte na cruz do Calvário e a sua Ressurreição ao terceiro dia, Ele sobe aos céus, se assenta à direita do Pai para reinar, e intercede juntamente com o Espírito Santo pelo povo de Deus, que Ele mesmo constitui como Santuário de Deus.

5) IGREJA (At 1-Ap 20).
"Creio no Espírito Santo; na santa igreja universal; na comunhão dos santos; na remissão dos pecados".
Após subir aos céus, Jesus envia aos seus discípulos o Espírito Santo, durante a festa judaica do Pentecostes, que acontecia 50 dias depois da Páscoa. Ao enviar o Espírito Santo aos discípulos, Jesus edifica a Igreja, seu Corpo, seu santuário. A Igreja é a comunidade de discípulos chamada por Deus para a Missão de Deus. Jesus chama a sua Igreja: “Toda a autoridade me foi dada no  céu e na terra. Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado. E eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século” (Mt 28.18-20). Nosso chamado é sermos discípulos de Jesus que fazem discípulos de Jesus. Estamos entre o Pentecostes e a Nova Criação. Na cruz e na ressurreição de Jesus, todos os inimigos de Deus já foram derrotados por Cristo, mas ainda não foram destruídos. Este é o período em que a igreja, como comunidade de discípulos de Jesus, é chamada a pregar o Evangelho, a Boa Nova da Salvação em Cristo Jesus, a todas as nações.

6) NOVA CRIAÇÃO (Ap 21-22).
"Creio em Jesus Cristo... que há de vir para julgar os vivos e os mortos... na ressurreição do corpo; na vida eterna".
Quando Jesus voltar, os mortos em Cristo ressuscitarão e, juntamente com os vivos em Cristo, serão todos levados diante de Deus (1Ts 4.13-18). Deus então vai julgar os vivos e os mortos (o que exclui a Igreja – Jo 3.16-18)), e trará Novos Céus e Nova Terra, em que habitam a justiça (Ap 21.1-22.5). Quando tudo estiver consumado, Deus será tudo em todos! (1Co 15.28).


Para saber mais:

BARTH, Karl. Credo - comentário ao Credo Apostólico. São Paulo: Novo Século, 2003.
BARTHOLOMEW, Craig G. e GOHEEN, MICHAEL W. O Drama das Escrituras: encontrando nosso lugar na história bíblica. São Paulo: Vida Nova, 2017.
CARRIKER, Timóteo. A Visão Missionária na Bíblia: uma história de amor. Viçosa: Ultimato, 2005.
CMI (Conselho Mundial de Igrejas). A Confissão da fé apostólica. São Paulo: Conic/Ciências da Religião, 1993.

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