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quarta-feira, 23 de maio de 2018

De Jerusalém sairá a lei que atrairá as nações ao SENHOR da Paz (Meditação em Is 2.2-5)

Em Babel, a língua dos homens foi confundida, e as pessoas se espalharam de Babel para as várias nações, com suas muitas línguas e seus vários costumes e leis. A arrogância humana levou à divisão e à distância dos povos. Isaías afirma que Babel chegará ao fim, em outra cidade: Jerusalém. Esta cidade será elevada e se tornará o centro de encontro, para a qual as nações subirão (vv. 2-3c), será o ponto de partida da verdadeira Torá (instrução) de Deus (vv. 3dg), e nela o Rei exercerá a sua função de Juiz das nações, trazendo a paz ao transformar espadas em arados e lanças em podadeiras (v. 4). Esta palavra se realiza em outro capítulo da Bíblia: At 2, o Pentecostes!

1) Jerusalém é a partida: Nos últimos dias, a Lei de Deus partirá dela. Torá significa lei, instrução, ensino. Isaías profetizou no século  VIII a.C., séculos depois que o SENHOR entregara a Lei aos hebreus. Mas, se a Lei de Moisés já fora dada, por que Isaías afirma que “de Sião SAIRÁ a lei, e a palavra do SENHOR de Jerusalém”? (v. 3). Qual será a razão da exaltação de Jerusalém “nos últimos dias”? O tema da Jerusalém elevada entre as nações, da Lei que sairá dela, da Palavra do Senhor que partirá de Jerusalém, está relacionado ao capítulo 2 de Atos dos Apóstolos: Jesus ressuscitado, o novo templo, ordena a seus discípulos que permaneçam em Jerusalém até que sejam revestido de poder, através do dom do Espírito Santo. O EVANGELHO é a LEI que sairá de Jerusalém. É o Deus encarnado que morreu na Cruz pelos nossos pecados, ressuscitou para a nossa salvação, e enviou o seu Espírito Santo. E o Espírito Santo que veio habitar nos discípulos testemunha de Jesus Cristo e do Evangelho. Não há avivamento sem a Lei de Deus que parte de Jerusalém, onde Jesus foi crucificado e ressuscitado e pregado pelos discípulos após o Pentecostes. Não há avivamento sem a Boa Nova do Evangelho de Jesus Cristo.

2) Jerusalém é a chegada: As nações subirão à Jerusalém para aprender a verdadeira Torá. Por isso, os povos subirão à Jerusalém, e se converterão ao Deus de Jacó, através do Evangelho de Jesus Cristo. Não apenas Israel, mas todas as nações. Em At 1.8, Jesus afirma: “E recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judeia e Samaria e até os confins da terra”. Quando os discípulos recebem o Espírito Santo, a primeira coisa que eles fazem é SAIR e PREGAR O EVANGELHO aos judeus espalhados entre as nações, que foram à Jerusalém para adorar na Festa do Pentecostes. E Jesus já havia deixado claro que Jerusalém era só o início: o Evangelho alcançaria “os confins da terra” (At 1.8). O Espírito Santo nos leva a PREGAR a Palavra de Deus a todas as nações! Não há avivamento sem pregação do Evangelho.

3) O Juíz da Paz, crucificado e ressuscitado, julgará as nações para trazer a paz. Isaías fala de alguém (“Ele” – v. 4), que julgará (portanto, é Juiz – função dos reis no Antigo Testamento). Ele vem trazer a paz, ao converter espadas em arados (não veio para trazer violência, mas para matar a nossa fome). A luz que brilha é a Sua luz. “Ele” é o próprio SENHOR (v. 5). Jesus veio para renovar toda a criação, a partir do seu povo, dos seus discípulos. O Rei e Juiz veio para endireitar nossos caminhos, para que deixemos a guerra e o mal e nos convertamos à paz e ao bem. Jesus Cristo é o Emanuel, o Deus conosco! A sua presença traz conversão a Deus, pois Ele veio para nos reconciliar com Deus. Não há avivamento sem a presença de Jesus, sem a presença do Espírito, que traz renovação de vida!

sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

Natal: nasceu o Emanuel - o "Deus conosco" (Mt 1.22-23) - ou "Você já esteve com alguém que não estava com você?"


"Ora, tudo isto aconteceu para se cumprir o que tinha sido dito pelo Senhor por meio do profeta: 'Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho, e ele será chamado pelo nome de Emanuel' (Emanuel significa: 'Deus conosco')" (Mt 1.22-23).

VOCÊ JÁ ESTEVE COM ALGUÉM QUE NÃO ESTAVA COM VOCÊ?
É tão triste sofrer ingratidão e injustiça! Você já amou alguém que não te amava? Já esteve com alguém que não estava com você? Já sentiu que ninguém estava ligando prá você na sua própria festa de aniversário? Já se sentiu esquecido e usado? É muito triste sentir a ingratidão e a injustiça contra nós. Mas como será que o próprio DEUS sente a ingratidão e a injustiça, diante de todo o Seu Amor por nós?

DEUS É DEUS POR NÓS, CONOSCO E EM NÓS!
Jesus é o "Emanuel", o "Deus conosco"! Deus nos ama e se importa conosco.
Jesus é o Filho de Deus, e Ele revela que Deus é bom e está a nosso favor, e não contra nós. Nenhum de nós consegue compreender a Deus ou entender a Deus.  Mas este Deus misterioso se revela a nós e a plenitude da Sua Revelação é a pessoa de Jesus Cristo, o Filho de Deus que se fez homem e habitou entre nós. O auge da revelação de Deus em Cristo é a Cruz. Na Cruz podemos contemplar que Deus é amor: Deus Pai é Deus por nós, Deus a nosso favor, pois envia o Filho ao mundo para trazer salvação, para nos reconciliar com Ele. Deus Filho é Deus conosco, Deus que se faz humano para assumir a nossa história de dor, sofrimento e pecado, para redimir esta história através da sua cruz e ressurreição. Jesus é Deus assumindo a nossa miséria, dor, maldição e pecado (na cruz), para nos dar a sua vida eterna e gloriosa (na ressurreição). Deus Espírito Santo é Deus em nós. Ele é enviado pelo Filho aos nossos corações, é o penhor da nossa salvação e testifica nos nossos corações que somos filhos de Deus. O Espírito Santo não apenas inspira as Escrituras mas as ilumina aos filhos e filhas de Deus.
Eu não entendo o sofrimento, a dor e a morte. Entendo alguma coisa sobre, mas não tenho todas as respostas. Mas uma coisa eu sei: Deus é amor, Deus é por nós, conosco e em nós, e esta revelação foi feita na Cruz e na Ressurreição de Jesus Cristo, o Emanuel! Eu não entendo a Deus, mas eu creio em Deus, confio em Deus, me entrego a Deus; e esta confiança eu tenho no "Filho de Deus, que me amou e a si mesmo se entregou por mim" (Gl 2.20). Na cruz eu contemplo perplexo e maravilhado um Deus que me ama a ponto de Deus Pai enviar o Seu Filho único para nos reconciliar com Ele. Na cruz eu contemplo extasiado e sem palavras um Deus que me ama a ponto de Deus Filho a si mesmo se entregar por nós! Na cruz eu contemplo pleno de alegria o amor do Espírito, que após a dor da separação da cruz, levanta o Filho glorioso e vitorioso dentre os mortos! Na Cruz eu contemplo o Deus que me ama na humilhação da manjedoura, no sofrimento da vida perfeita e sem pecado, no horror da morte, na vitória da ressurreição!

VOCÊ ESTÁ COM DEUS?
O SENHOR é Deus conosco! Mas e nós, somos com Deus? Deus é por nós, mas nós somos por Ele? Ele nos amou na criação, nos amou apesar do pecado, nos amou na cruz e ressurreição de Jesus, nos ama hoje e em breve vai renovar toda a sua Criação. E nós, o amamos com o amor que Ele nos  amou primeiro? Como você sente a ingratidão e a injustiça das pessoas contra você? Como será que o SENHOR se sente com a ingratidão e a injustiça das pessoas contra Ele? Sabe como? Na graça que Ele está oferecendo na Cruz e na Ressurreição daquele que nasceu na manjedoura.

FELIZ NATAL! Que o amor de Deus por nós, revelado no nascimento, vida, morte e ressurreição de Jesus Cristo, encha de alegria e paz a nossa vida, para que o SENHOR seja exaltado e glorificado!

sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

O Sonho da Casa Própria - que não cai (Meditação em Mateus 7.24-27)



O Sermão do Monte (capítulos 5 a 7 do Evangelho segundo Mateus) reúne a essência do ensino de Jesus sobre a nova vida no Reino de Deus. É a apresentação da ética do Reino de Deus, a maneira como Jesus viveu e chama os seus discípulos a viver. A nossa cultura, nosso sistema econômico, a mídia, a opinião dos amigos (=mundo), nossos sentimentos e desejos (=carne), enfim, tudo nos pressiona a viver diferente do ensino de Jesus. Seguir a Jesus é andar na contramão.
Jesus nos ensina a fazer as coisas sem buscar a própria glória (inclusive orar, jejuar e ajudar o próximo), para buscar a glória de Deus; Jesus nos ensina a amar os inimigos (fazer o bem, ajudar), a não se vingar, a dar a outra face, a caminhar a segunda milha, a perdoar incondicionalmente, a se importar mais com o Reino de Deus que com as coisas passageiras desta vida, a não julgar os outros, a vencer o mal pela prática do bem, enfim, Jesus nos convida à um caminho apertado, difícil de se caminhar. É muito fácil viver contra o Evangelho e, mesmo assim, ser evangélico, frequentar igreja, continuar vivendo no ódio, no ressentimento, na indiferença. Em Mt 7.24-27 Jesus ensina ainda algo surpreendente: é esta vida diferente, é esta vida no Espírito, cheia da graça de Deus, é esta vida de cruz, de consagração a Deus, enfim, é esta vida firmada em Cristo a única que pode nos sustentar, nos edificar, nos fazer suportar todo tipo de adversidade. Sim, pois em breve, quando encontrarmos o último inimigo, a morte, apenas aqueles que estiverem em Cristo vão continuar.
Todo este maravilhoso, lindo e duro discurso de Jesus se encerra no nosso texto, Mt 7.24-27, em que Jesus nos ensina o seguinte:
1) Devemos ouvir a tudo o que Jesus ensinou
Hoje as pessoas tem como que coceira no ouvido: só querem ouvir aquilo que é agradável, que dá friozinho na barriga, que emociona. O Evangelho é maravilhoso, pois revela o amor tão maravilhoso de Deus. Por outro lado, o Evangelho também é duro, pois revela quem nós somos e as exigências de Deus em relação a nós. O Evangelho não é “caixinha de promessa” ou “mensagem de auto-ajuda”. Ele é a revelação de quem é Deus, de quem somos, e do único caminho de reconciliação com Deus: a Cruz e a Ressurreição de Jesus Cristo.
2) Devemos praticar a tudo o que Jesus ensinou
Somos bons em responder perguntas. Às vezes ouvimos coisas do tipo: “Ah, mas isso é muito fácil. Eu queria ouvir coisas mais profundas sobre a Bíblia”. Às vezes, corremos o risco de ser como o Herodes, que ouvia a João Batista com mente aberta, mas jamais reteve a mensagem do Reino de Deus pregada pelo profeta (Mc 6.20). Devemos praticar o que ouvimos da Palavra de Deus. O Evangelho da Cruz e da Ressurreição não é teoria, mas NOTÍCIA daquilo que Deus fez para se reconciliar conosco, pela sua graça. Por isso, devemos crer no Evangelho, viver o Evangelho, e não ter apenas precisão doutrinária sobre ele.
3) Qual a diferença de quem ouve e de quem ouve a pratica?
Quem ouve a Palavra de Deus e a não a pratica é semelhante a alguém que edificou a sua casa em terreno instável, sem o devido alicerce. Quem ouve a Palavra de Deus e pratica é semelhante a alguém investiu em alicerces firmes. Ou seja, é a PRÁTICA da Palavra de Deus, e não a mera audição, que nos dá alicerces firmes! Se alguém não conhece a Bíblia e pratica algum princípio dela na vida, vai colher seus frutos desta prática. Se alguém conhece a Bíblia e não pratica algum princípio, não vai colher seus frutos. No dia da tribulação, da adversidade, dos ventos contrários, só a casa de quem ama a Deus e pratica a sua Palavra é que ficará de pé, pela graça de Deus. Todos querem a casa própria. Mas só permanece de pé a casa de quem edifica a casa sobre a Rocha. Que a sua vida esteja edificada na verdade do Amor de Deus, revelado no Evangelho de Jesus Cristo, manifestado na Cruz e na Ressurreição de Jesus!

segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Você tem fome de quê? - ou "Creia no Pão da Vida e Farás as Obras de Deus" (Meditação em Jo 6.22-40)


CONTEXTO: Após o milagre da partilha, em que Jesus multiplicou os pães e os peixes (vv. 1-15), Jesus se retira se retira para o monte e seus discípulos descem para o Mar da Galiléia (vv. 15-16). Jesus se encontra com seus discípulos andando sobre as águas (vv. 16-21) e chega à outra margem. As multidões vão atrás de Jesus (vv. 22-24) e o encontram. Jesus estabelece, então, um diálogo com aquela multidão de judeus.
1) VOCÊS ME PROCURAM POR INTERESSES EGOÍSTAS (vv. 25-27). Não há nada de errado em querer matar a fome. Não há nada de errado em desejar ser curado. Não há nada de errado em querer algo bom (emprego, casa, família, etc.). O problema é procurar a Deus APENAS POR CAUSA dessas coisas, ou mesmo EM PRIMEIRO LUGAR por causa dessas coisas. Fomos criados por Deus e para Deus, para a glória de Deus. Jesus morreu e ressuscitou por nós não para que continuemos a viver de maneira egoísta, mas para que possamos viver para Ele! (2Co 5.15). Devemos viver (trabalhar) não apenas para as coisas desta vida, não apenas para a comida que perece, mas pela verdadeira comida que é para a VIDA ETERNA.
2) COMO FAZER PARA REALIZAR AS OBRAS DE DEUS? (vv. 28-29). Se não devemos trabalhar apenas para o "aqui e agora" (“pão desta vida”), devemos trabalhar para aquilo que é Eterno. Mas, afinal, como fazer para realizar as obras que Deus deseja que façamos? Como fazer a vontade de Deus? Jesus responde com clareza: “A obra de Deus é esta: que creiais naquele que por ele foi enviado” (v. 29). Jesus afirma que “somente a fé” nEle é suficiente! Se é assim, por que tanta gente vive uma vida sem esperança, sem amor, sem boas obras, fruto? A resposta é simples: Precisam crescer na FÉ EM CRISTO! NÃO É APENAS ACREDITAR em JESUS, mas sim CONFIAR NELE de TODO O CORAÇÃO. É agir por AMOR E GRATIDÃO! A fé em Cristo liberta e traz renovação. Cresça em conhecer e experimentar aquilo que Deus fez, está fazendo e fará em tua vida através de Jesus, e as obras de Deus vão fluir em sua vida. Não são as obras que te conduzem a Jesus, mas é a fé e a confiança em Jesus e no amor dEle por ti que vão te conduzir às obras de Deus. As obras de Deus em nós são fruto da GRAÇA, mediante a FÉ em JESUS. Creia em Jesus, e as obras de Deus serão feitas na tua vida, para a glória de Deus!
3) JESUS, O PÃO DA VIDA, NOS SACIA E DÁ VIDA ETERNA (vv. 30-40). Você tem sede de que? Você tem fome de que? O que você precisa para ser feliz? O que você precisa para ser SACIADO? Os judeus viram sinais e não estavam satisfeitos: queriam mais sinais! Nunca está bom o suficiente! Eles queriam mais pão, queriam o Maná, o pão do céu (vv. 30-34). Mas Jesus afirma que ele mesmo é o PÃO DO CÉU, que mata a fome e a sede, que SACIA COMPLETAMENTE! Mas os judeus, que liam a bíblia, oravam e acreditavam em Deus, não criam de verdade em Jesus! Sem Jesus, o mundo inteiro não é capaz de matar a fome, de saciar a sede, de trazer satisfação. Crer em Jesus nos traz satisfação, nos traz convicção do nosso valor, de que Deus nos ama, perdoa, e tem reservado o melhor para nós. Deus abençoa hoje, mas tem a VIDA ETERNA reservada para nós. Em Cristo somos saciados no mais profundo do coração. Ele te convida hoje a se entregar completamente à Ele, a confiar nEle, a se satisfazer nEle! Só Ele pode salvar a tua vida – neste mundo e no porvir!

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

A Cruz só é boa notícia por causa da Ressurreição (Meditação em 1Co 15.12-20)


A ressurreição é o tema fundamental da doutrina cristã da salvação. A salvação que Deus realiza em Cristo não é uma mera “salvação da alma”, mas é salvação da pessoa inteira: o interior (alma/espírito) e o exterior (corpo). Não temos um corpo ou uma alma: Nós somos o corpo, a alma e o espírito!!! Na doutrina bíblica da ressurreição, o fundamento de tudo é a ressurreição de Jesus Cristo. Na ENCARNAÇÃO, o Filho de Deus se identifica com a humanidade; no BATISMO, se identifica com os PECADORES; na CRUZ, com as VÍTIMAS. Na RESSURREIÇÃO, o Filho de Deus não apenas nos salva, mas nos chama a que nos identifiquemos com ELE na NOVA VIDA de FILHOS DE DEUS.
Na Igreja de Corinto, alguns questionavam a ressurreição, assim como, lamentavelmente, hoje em dia alguns “cristãos” afirmam que acreditam em REENCARNAÇÃO – negando, assim, a RESSURREIÇÃO de JESUS. A Ressurreição de Cristo é o fundamento da ressurreição de todos os salvos e, consequentemente, o fundamento da doutrina bíblica da salvação! Negar a ressurreição é negar que Deus deu apenas uma resposta ao pecado: o EVANGELHO, a sua ação salvadora através de Jesus Cristo, na sua vida sem pecado, sua morte na cruz pelos nossos pecados e a sua ressurreição.
Porque cremos em Jesus Cristo e na sua ressurreição, sabemos que Jesus JÁ venceu todos os inimigos de Deus: o mundo, a carne, o diabo, o pecado e a morte! A ressurreição é a vitória de Cristo sobre todos os inimigos de Deus.
Porque cremos em Jesus Cristo e na sua ressurreição, cremos que Deus também nos ressuscitará – ou seja, quem vai dar a última palavra sobre nós não é o sofrimento, o pecado ou a morte, mas é Deus, que nos ama e nos salva pela sua graça em Cristo Jesus.
Porque cremos em Jesus Cristo e na sua ressurreição, sabemos que a esperança triunfa, inclusive sobre a própria morte! Nada pode derrubar a esperança firmada naquele que por nós viveu, morreu e ressuscitou!
Porque cremos em Jesus Cristo, sabemos que, um dia, todos aqueles que amam a Deus estarão para sempre juntos, em plenitude de alegria e paz, em Cristo!
A ressurreição de Jesus é a maior e a melhor de todas as notícias!

terça-feira, 14 de novembro de 2017

Colhemos apenas o que plantamos? (Meditação a partir de Lc 13.1-9)


Em Lucas 13.1-9, Jesus ensina seus discípulos sobre a “Teologia da Retribuição”, ou seja, a doutrina que afirma que tudo o que acontece conosco é consequência do que nós mesmos fazemos. Ou seja, todo o mal e o bem que eu recebo só chega até mim porque eu o fiz por merecer, tanto o bem quanto o mal. Apesar de “parecer” bíblica, não é o que a Bíblia ensina.
O livro de Jó contesta o tempo todo a doutrina de retribuição. Vamos conferir o que Jesus está
ensinando.
1. Cada um carrega a sua própria culpa. Ninguém jamais será culpado pelos pecados dos outros. Deus não julgará os pais pelos pecados dos filhos, nem julgará os filhos pelos pecados dos pais. “A alma que pecar, essa morrerá” (Ezequiel 18.20). Em Gálatas, Paulo afirma: “O que o homem semear, isso também colherá” (Gálatas 6.7). Em resumo: Cada um carrega a culpa pelo próprio pecado. Ninguém será condenado pelo pecado do outro.
2. As consequências do pecado são sentidas pelos outros. No entanto, a carta de Paulo aos Gálatas não está ensinando que colhemos APENAS o que semeamos! Jesus dá o exemplo dos Galileus mortos por Pilatos (provavelmente numa revolta) e pelos 18 homens que morreram com a torre de Siloé que desabou: Estes homens que morreram não eram nem melhores e nem piores que aqueles que permaneceram vivos! Eles não morreram porque eram piores ou melhores que os outros! A Bíblia dá o exemplo de Caim e Abel: quem pecou, cometendo assassinato (pecado, culpa), foi Caim, mas quem morreu (consequência) foi Abel! A Bíblia ensina que ninguém será condenado por causa do pecado que o outro cometeu, mas ao mesmo tempo, ela ensina que as consequências do pecado são sentidas também por quem não pecou! Ou seja:
As consequências do pecado podem ser sentidas não apenas por quem pecou, mas também pelos demais.
3. O que acontece ao nosso redor serve para nos ensinar. Depois que Jesus falou dos Galileus mortos por Pilatos e pelos 18 que morreram com o desabamento da torre de Siloé, Jesus disse a mesma frase: “se, porém, não vos arrependerdes, todos igualmente perecereis” (Lc 13.3,5). Ou seja, aquilo que acontece ao nosso redor deve servir de lição para nós. Imagine a queda de um avião que leva à morte de várias pessoas. Todos cheios de planos, de alegrias, de objetivos, mas mortos de repente. O que acontece ao nosso redor deve servir de lição para nós. Vamos nos arrepender do mal, se voltar ao amor de Deus e amar uns aos outros!
4. Em Cristo, colhemos o bem que não semeamos! Tem gente que questiona: “mas é justo que a gente sofra a consequência do que os outros fazem?" Ora, em primeiro lugar, também desfrutamos do bem que os outros fizeram. Você já ganhou alguma herança? Alguém já cuidou de você, já te ajudou? Alguém compartilhou contigo o Evangelho? Do mesmo modo, nós não somos salvos por nosso próprio mérito, mas pelo mérito de Cristo. Jesus realizou a justiça que nos conduz à Deus, e não nós mesmos! Em Cristo, colhemos o que nós não plantamos, mas que Cristo plantou! A parábola que Jesus contou também nos ensina isso: somos a figueira do Senhor. Vamos deixar o mal prá trás e dar fruto, para a glória de Deus! Por isso, vamos deixar o mal prá trás, vamos nos arrepender do mal, e vamos viver uma vida de amor, perdão e comunhão – ou seja, vamos andar de acordo com a Palavra de Deus e o Espírito de Deus, e dar fruto para a glória de Deus, pois em Cristo recebemos o perdão e o poder para uma nova vida, pela graça de Deus!

segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Quem não é limpo pelo Rei não tem parte com Ele (Meditação em Jo 13.1-20)


Jesus lava os pés dos discípulos. Mas o que isso significa?
Jesus é o Rei dos reis, o Filho de Deus, o Senhor de toda a criação. Mas ele veio ao mundo, e apesar de ser o Filho de Deus, por meio de quem tudo o que existe foi criado, Ele se fez homem. E Ele se fez homem para nos salvar de uma vida sem presença de Deus, sem perdão de Deus, sem poder de Deus. No “lava-pés”, Jesus veste os trajes de um escravo/servo (v. 4), e assume a atitude de um escravo: lava os pés dos discípulos! Jesus queria nos ensinar algumas coisas muito importantes:
1) Quem não é limpo por Ele não tem parte com Ele (v. 8). Jesus não é apenas um mestre, mas é “o” Salvador. Quando alguém está se afogando, não adianta jogar um manual de natação. Do mesmo modo, de nada adianta tentar ensinar alguém a nadar antes que o salvemos do afogamento. Jesus primeiro nos salva do afogamento, e só depois nos ensina a nadar. Ele é mais que um mestre: é um salvador. E ele nos salva nos lavando dos nossos pecados, através da sua morte na cruz e da sua ressurreição! Não adiante tentar imitar as atitudes de Jesus se não estamos purificados. O instrumento do médico só serve depois de esterilizado. O talher é útil se estiver limpo. Só podemos servir após recebermos o serviço do mestre, nos purificando! Quem não aceita ser lavado por Ele, que não crê na salvação que Ele realiza na cruz e na ressurreição, não tem parte com Ele! Só tem parte com Jesus quem é limpo por Jesus!
2) Antes de imitá-lo, precisamos aceitar o seu serviço! É necessária muita humildade para servir ao outro, mas também é necessária humildade para ser servido, pois reconhecemos a nossa fraqueza e a nossa necessidade. Antes de servir a Cristo precisamos entender que precisamos que Ele faça algo fundamental por nós: nos limpar. É necessária humildade para servir, mas igualmente é necessária humildade para ser servido. Primeiro, precisamos de purificação, de salvação, de graça de Deus. É só depois que aceitamos (cremos) aquilo que Jesus fez por nós que estamos capacitados, pela sua graça, a servi-lo. Se você não se humilhar e reconhecer que precisa ser servido por Ele, não será capaz de servi-lo! Só se torna seu discípulo quem recebe com humildade o serviço do Rei na cruz e na ressurreição!
3) Uma vez servidos pelo Rei, servimos ao Rei servindo aos outros (vv. 15,20). O Rei nos serviu. O Rei vestiu trajes de servo para servir aqueles que eram menores do que Ele. Se o nosso Rei fez assim, uma vez limpos por Ele, devemos imitar as suas obras. Jesus nos chama à purificação, através da cruz e da ressurreição, e nos chama a, uma vez purificados, andarmos segundo o seu exemplo de serviço, amando a todos, inclusive aos nossos inimigos. Uma vez purificados, nos tornamos servos de Deus, tendo como exemplo maior o nosso Rei e Salvador Jesus Cristo. Servos de Deus são chamados a servir aos outros, assim como Deus, em Cristo, nos serviu nos limpando!

quarta-feira, 8 de novembro de 2017

O Evangelho muda as relações de Poder (Meditação em Mc 10.35-45)


De acordo com a Bíblia, o Evangelho não é apenas a doutrina inicial que os cristãos devem crer. O Evangelho não é apenas o “ABC”, mas é o “A à Z” da vida cristã. Tudo na vida deve ser regido pelo Evangelho, inclusive as RELAÇÕES DE PODER. Mas como é o poder à luz do Evangelho? Vamos refletir sobre o tema a partir de do texto bíblico de Mc 10.35-45, que nos ajuda a discernir o padrão de Jesus (Evangelho), o padrão da religião legalista, bem como nos ajuda a entender o padrão do secularismo.
1) A RELIGIÃO: PODER COMO DOMÍNIO. Os discípulos eram todos judeus que conviviam há séculos com o poder, mas infelizmente não aprenderam algumas lições da Palavra de Deus. No jardim Deus criou homem e mulher como livres e iguais entre si: este é o padrão de Deus. No entanto, o pecado trouxe uma desarmonia nas relações de poder, pois a partir do pecado, o macho domina sobre a fêmea, o rico sobre o pobre, o forte sobre o fraco.... Este não é o padrão da criação, mas é o padrão da queda. Com Caim e Abel, tem início o domínio do mais forte sobre o mais fraco, levando, inclusive, à morte! No mundo antigo, a religião tinha como função legitimar o poder de quem governava. Na Bíblia, Deus sempre instruiu o seu povo a um novo padrão de relação de poder, como podemos ver na Confederação das Tribos (período dos juízes), mas a monarquia abandonou este projeto de Deus para um outro, no qual o abuso do poder foi frequente, como podemos ver nas denúncias dos profetas. O profetismo sempre denunciou o poder quando se converte em fonte de dominação e violência! Hoje em dia, tem inclusive políticos ditos evangélicos que estão procurando dar legitimidade a este ou aquele programa político de dominação. O único projeto de poder que não é de dominação é o Reino de Deus! Tiago e João queriam domínio, mandar nos outros, e isso no contexto do Reino de Deus! Não entenderam o Reino de Deus!
2) O SECULARISMO: PODER COMO DEMOCRACIA. Democracia significa “poder do povo”. Pelé disse certa vez: “A voz do povo é a voz de Deus”. A Bíblia não concorda. Segundo a Bíblia, o povo gritou: “Crucifica-o, crucifica-o!”. Todos pecaram e foram corrompidos pelo pecado. O mesmo povo que clama por justiça é o povo que pratica injustiça. Wiston Churchill, estadista e escritor britânico, disse certa vez: “A democracia é a pior forma de governo, exceto todas as outras que tem sido tentadas de tempos em tempos”. A democracia é a “menos pior” das formas de poder deste mundo, mas tanto ela quanto todas as demais formas foram corrompidas pelo pecado humano. Na democracia há relações de poder de pessoas corruptas, com interesses egoístas e ideologias destruidoras. Se o povo é o critério de todas as coisas, o que fazer quando o próprio povo é corrupto e pratica a exploração do semelhante em todos os níveis (econômico, social, religioso)?
3) O EVANGELHO: PODER COMO SERVIÇO. Jesus inverte as relações de poder. O padrão de poder de Jesus é o padrão de poder do Evangelho: não DOMÍNIO, mas SERVIÇO. No Reino de Deus, o verdadeiro poder não é o DOMÍNIO, mas o SERVIÇO. E onde encontramos este padrão? Em Jesus, no Evangelho: “o próprio Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate de muitos” (Mc 10.45). O Filho de Deus, mediante quem tudo o que existe foi criado, se fez homem e veio ao mundo, não como rico, não como rei, não como dominador, mas como pobre, servo, marginalizado. Ele veio para amar, para servir. Ele é o Rei dos reis e Senhor dos senhores, e se nós somos seus discípulos, vamos seguir o caminho do mestre: no Reino, o amor é o verdadeiro poder; por isso, poder é serviço. O caminho de Jesus é tirar o ego do trono da nossa vida e entronizar o único que é Rei, que sendo Rei, se fez servo de todos! Discípulo de Jesus não procura poder e glória para si, mas para Deus – e por isso toma a sua cruz. O Evangelho é poder como serviço para a glória de Deus!
Como discípulos de Jesus, todas as áreas da nossa vida dizem respeito à nossa espiritualidade, e por isso tudo na nossa vida deve revelar a relação de poder do Evangelho: PODER É SERVIÇO, para a glória de Deus.

terça-feira, 7 de novembro de 2017

Não invalide a Palavra de Deus pela Tradição (Meditação em Mt 15.1-20)


Todas as igrejas tem tradição, quer reconheçam, quer não. Jesus nos ensina que há tradição boa e ruim, e estabelece o critério para julgar as tradições.
1) A PALAVRA DE DEUS ESTÁ ACIMA DAS TRADIÇÕES (vv. 3-6). Na perspectiva da Igreja Romana na época de Lutero, havia 3 fontes de doutrina: a Bíblia, a Tradição e o Magistério. A única intérprete autorizada da Bíblia seria a Tradição, e quem mantém e cria Tradição é o Magistério - e assim a Bíblia se torna refém da Tradição e do Magistério! Vamos dar um exemplo: "Oração e Culto". Segundo a Bíblia, somente Deus pode receber oração (Mt 6.9ss) e culto (Dt 6.13; Mt 4.10; Ap 19.10). Mas, se é assim, por que a Igreja Romana na época do Lutero autorizava oração aos santos e à Maria? Por causa não da Bíblia, mas da Tradição. Jesus afirma que A TRADIÇÃO SÓ TEM LEGITIMIDADE QUANDO ESTÁ CONCORDANDO COM A BÍBLIA, E NÃO O CONTRÁRIO! A Bíblia é maior que a Tradição e é a Bíblia quem deve definir a Tradição. Temos tradições, mas elas constantemente devem ser submetidas à Bíblia, às Escrituras!
2) SOMENTE A ESCRITURA PODE NOS CONDUZIR À VERDADEIRA ADORAÇÃO (vv. 7-9). Todo despertamento e avivamento duradouro são fruto da fidelidade à Palavra de Deus. Adorar a Deus é reconhecer que somente o SENHOR é Deus, é Criador, é o sustentador da criação; somente o SENHOR é dono de tudo e de todos; somente o SENHOR é o Rei dos reis e Senhor dos senhores; somente o SENHOR É SALVADOR. O nome “Jesus” significa “o SENHOR é SALVAÇÃO”. Adoração é se entregar a Deus por ser Ele quem É e fazer o que faz, através da cruz e da ressurreição de Jesus. Jesus ensina que SOMENTE A ESCRITURA PODE CONDUZIR A NOSSA ADORAÇÃO. Adoração não é modismo ou definida pelo tipo da música ou forma de liturgia do culto. Adoração é definida por uma vida alcançada pela GRAÇA DE DEUS, justifica em Cristo, santificada no Espírito, e tudo isso é possível SOMENTE NA ESCRITURA. Quando pautamos a nossa vida em preceitos de homens (filosofias, autoajuda, tradições que contradizem as Escrituras) adoramos a Deus em vão, pois, na verdade, não o adoramos em Espírito e em Verdade! Além disso, quando a adoração não está de acordo com as Escrituras, ela se torna adoração de um ÍDOLO, mesmo que você o chame de Senhor. Só podemos entregar a Deus aquilo que Ele nos deu primeiro, e só podemos adorá-lo fundados na graça, na nova relação com Deus em Cristo, e isso só é possível se estamos de acordo com as Escrituras. Devemos adorar a Deus com sinceridade, mas não é a sinceridade que nos conduz a Deus, pois uma pessoa sincera e errada está sinceramente errada. A graça conduz à sinceridade, mas a sinceridade nem sempre conduz à graça!
3) PRECISAMOS DA ESCRITURA PARA A SANTIFICAÇÃO DE UM CORAÇÃO CORRUPTO (vv. 10-20). A purificação do coração não pode ser realizada por tradições humanas, mas apenas pela Palavra de Deus! Jesus orou ao Pai, dizendo: “Santifica-os na verdade. A Tua Palavra é a verdade” (Jo 17.17). A Palavra revela quem é Deus e quem nós somos, revela o amor de Deus na cruz e na ressurreição de Jesus e, assim, nos revela o Evangelho. A Palavra de Deus é inspirada pelo Espírito Santo e iluminada pelo mesmo Espírito, que testifica de Cristo e atualiza em nós o poder da Ressurreição do Senhor. Sem a Palavra de Deus não há santificação, não há discipulado, não há transformação de vida.
Há tradições que dão testemunho da Palavra de Deus, como o Credo Apostólico ou o Credo Niceno-Constantinopolitano. O critério de julgamento de uma tradição é a Palavra de Deus, revelada de forma plena em Jesus Cristo. Por isso, nunca podemos esquecer a repreensão de Jesus aos fariseus: "invalidastes a Palavra de Deus por causa da vossa tradição".

A Exaltação daquele que se humilhou (Meditação em Fp 2.5-11)


Texto: Filipenses 2.5-11

Na época do Lutero, a igreja afirmava que somos salvos por causa da justiça de Cristo, dos santos e da nossa própria. Lutero afirmou que a salvação é somente por Jesus Cristo. Nossa justiça e nossas boas obras nunca são a CAUSA da SALVAÇÃO, mas são a CONSEQUÊNCIA. Somente Jesus Cristo é Salvador. O nome de Jesus significa: "O SENHOR é SALVAÇÃO".
Mas por que somente Cristo?

1) JESUS É DEUS - É EXALTADO (v. 6).
Ele é o Deus Filho Único (Jo 1.18), nosso grande Deus e Salvador (2Pedro 1.1). Tudo foi criado por meio dEle (Jo 1.1-3). O Pai enviou seu Filho para nos salvar. E este Filho é um com o Pai (Jo 10.30); Jesus é Deus. Não há ninguém maior ou melhor que Jesus! E, sendo tão grande, Ele te ama! Ele veio ao mundo por você!
2) JESUS SE HUMILHOU POR NÓS - FOI HUMILHADO (v. 7-8).
Imagine, o próprio Filho de Deus se humilhou, se rebaixou a ponto de se fazer homem! Ele não deixou de ser Deus, mas não agiu no seu direito divino! E ele se humilhou mais, pois se fé, homem de dores, pobre, desprezado! E ele se humilhou mais: se fez SERVO de TODOS! Às vezes reclamamos: ninguém me valoriza! Jesus sofreu muito mais, se humilhou muito mais, e o de, por amor de nós, por amor de ti! Mas ainda não é tudo: Ele se  humilhou  até a MORTE, e morte de malditos, morte de Cruz! Ninguém se humilhou como Ele. Ele se humilhou por nós, por amor! Ele é digno de que nos humilhe nos por amor dEle!
3) JESUS FOI EXALTADO ACIMA DE TODOS (v. 9-11)
O Exaltado que se humilhou foi novamente Exaltado acima de tudo e de todos! Deus Pai exaltou ao Deus Filho o ressuscitando dentre os mortos, e o colocando sobre Rei de tudo e de todos! Está chegando o dia em que todo joelho vai se dobrar, e toda língua vai confessar que Jesus Cristo é o Senhor, para a glória de Deus Pai!
Quem se humilhar diante dEle será exaltado, mas quem se exaltar será humilhado!
Crentes e não crentes, cristãos e não cristãos, vai se prostrar diante dEle e confessar que Ele é o Senhor Deus Exaltado!

Toda a Glória a Deus! (Meditação em Rm 11.33-36)


O centro da carta aos Romanos é o Evangelho. Paulo a escreve a carta para manter contato com a igreja de Roma, visando seu projeto de uma sua viagem missionária à Espanha, na qual pretendia pregar o Evangelho até o “fim do mundo conhecido”. Por outro lado, toda a carta aos Romanos trata do Evangelho: os caps. 1 a 11 apresentam a mensagem do Evangelho, enquanto os caps. 12-16 trazem aplicações práticas do Evangelho na vida pessoal e comunitária. Ao final da exposição do Evangelho no cap. 11, Paulo encerra com uma doxologia (uma “palavra de louvor”), uma expressão de adoração a Deus, nos vv. 33-36, onde exalta a riqueza da sabedoria e do conhecimento de Deus, que são elevados demais para que possamos compreender! Então, Paulo faz a seguinte afirmação: “Porque dele, por meio dele e para ele são todas as coisas; a Ele, pois, a glória eternamente. Amém” (v. 36).
1) TUDO PERTENCE A DEUS! O Salmo 24.1 diz: “Do Senhor é a terra e a sua plenitude, o mundo e os que nele habitam”. Tudo pertence a Deus! Toda a criação está na palma da sua mão! Nosso planeta pertence a Ele, os oceanos, as florestas, os animais, todos os seres humanos! Os que creem pertencem a Deus; os que não creem igualmente pertencem a Deus! Por isso, nossa vida deve glorificar a Deus, e não a nós mesmos! Toda a glória deve ser dada à Ele, pois tudo pertence a Ele!
2) TUDO É POR MEIO DE DEUS! O Evangelho de João afirma: “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava desde o princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por meio dele e, sem ele, nada do que foi feito se fez” (Jo 1.1-3). Tudo pertence a Deus, pois tudo foi criado por Deus. O Pai cria todas as coisas por meio do Filho e dá vida pelo Espírito; O Pai nos salva através do Seu Filho, que envia sobre nós o Seu Espírito. Deus Pai nos salva da condenação eterna por meio do Seu Filho encarnado, do Deus feito homem, de Jesus Cristo, nosso Senhor. Jesus a si mesmo se entrega por nós na cruz, e ressuscita para a nossa salvação pelo seu Espírito. A Criação e a Redenção são obra de Deus, e não nossa. Se já não fosse suficiente viver para a glória de Deus, por ser Ele o nosso Criador, devemos também glorificá-lo pela salvação, que não é obra nossa, mas de Deus! Nossos atos de justiça não podem trazer salvação, nem mesmo a justiça de outros homens ou mulheres, mas apenas Jesus Cristo, aquele que foi tentado em tudo, mas sem pecado se entregou na cruz, morrendo pelos nossos pecados e ressuscitando para a nossa salvação!
3) TUDO É PARA DEUS! Deus cria tudo nEle e para Ele, para nos dar o seu amor, seu perdão, sua graça, sua alegria! Tudo foi criado para Ele! Sem a sua presença, sem o seu amor, nada faz sentido, nada satisfaz, nada é suficiente. Só nEle encontramos amor, alegria e paz!
Toda a criação e toda a redenção são obra de Deus, pertencem a Deus e são para Deus. Tudo deve glorificar a Deus!

sábado, 12 de agosto de 2017

Tiradas da Letícia IX - Presente do Dia dos Pais

Olha só o presente do Dia dos Pais que eu ganhei da Letícia. Ela é ou não uma figura? Ela está com 9 anos. Imagine quando chegar na adolescência!


terça-feira, 25 de julho de 2017

Salvação: "Sou Salvo", "Estou Sendo Salvo" ou "Serei Salvo"?


Pare por um momento e responda: Se você é cristão, você acredita que "está salvo", "está sendo salvo" ou que "será salvo"? Já ouvi várias discussões a respeito. Este é o tema que eu gostaria de te convidar a refletir hoje.

Em primeiro lugar, precisamos definir o que significa "salvação". Segundo as Escrituras, a salvação é compreendida a partir do Evangelho de Jesus Cristo, ou seja, da Boa Notícia de que a nossa separação em relação ao único Deus Criador é superada não por aquilo que nós mesmos podemos realizar, mas pela graça de Deus, mediante a fé em Jesus Cristo, nosso único e suficiente Senhor e Salvador. Jesus, que por amor de nós e para a nossa salvação morreu na cruz pelos nossos pecados, foi sepultado, mas ressuscitou ao terceiro dia, apareceu aos seus discípulos, enviou sobre eles o Espírito Santo e voltará em breve, para trazer Novos Céus e Nova Terra, onde habita justiça. Esta Boa Notícia de Deus, de reconciliação com Ele mesmo através da Cruz e da Ressurreição de Jesus Cristo, é o centro do Evangelho. Assim, o Evangelho não diz respeito apenas à "salvação da alma" ou "salvação do espírito", mas sim a reconciliação e restauração da pessoa inteira ("corpo, alma e espírito") no contexto da renovação da própria criação! Este Evangelho é uma Boa Notícia realizada pelo próprio Deus, por iniciativa de Deus, pela graça de Deus e para a glória de Deus. O Ser humano não realiza a salvação, mas apenas reage à ela pela graça de Deus, movido pela Palavra de Deus e pelo Espírito de Deus, numa vida constante de arrependimento dos próprios pecados e confiança no amor de Deus, realizado na Cruz e na Ressurreição de Jesus Cristo, nosso único e suficiente Senhor e Salvador. Assim, afirmamos que Salvação é a superação da separação em relação a Deus, a crise que é mãe de todas as demais crises humanas. A crise na relação com Deus nos levou à crise em relação a nós mesmos, em relação ao próximo e ao restante da criação de Deus. O pecado leva à morte, em todas as dimensões da vida. Fomos criados por Deus e para Deus; estar separado de Deus, que é o Autor da Vida, o Doador da Vida e a Fonte da Vida, é estar condenado à morte.

Sendo assim, afinal, eu "sou salvo", "estou sendo salvo" ou "serei salvo"?

A Salvação é ação de Deus, pela sua graça em Cristo Jesus, e ela diz respeito à Justificação, Santificação e à Ressurreição/Glorificação. Quando a Bíblia afirma que, pela graça de Deus mediante a fé em Cristo Jesus, eu "Sou Salvo", ela está afirmando sou livre da CULPA DO PECADO. Esta é uma obra já consumada por Cristo, na cruz e na ressurreição. Quando a Bíblia afirma que "Estou sendo Salvo", ela está afirmando que o Espírito Santo, que é o sinal e a garantia da salvação, habita nos salvos, e está os livrando, dia após dia, de glória em glória, do PODER DO PECADO. Esta é uma obra que Deus está realizando continuamente na vida dos seus filhos e filhas. Quando a Bíblia afirma que "Seremos Salvos", ela está testemunhando que a obra da salvação não está completa em nós ainda. A obra da salvação só estará completa na ressurreição dos filhos de Deus, quando nossos corpos corruptíveis serão transformados e se tornarão incorruptíveis, e a glória de Deus vai tomar não apenas a nossa vida, mas toda a criação de Deus, em novos céus e nova terra, onde habita justiça. Então, seremos livres da PRESENÇA DO PECADO. É por isso que o Apóstolo Paulo afirma: "Estou plenamente certo de que aquele que começou boa obra em vós há de completá-la até ao Dia de Cristo Jesus" (Filipenses 1.6). A obra da salvação já começou, e só será completada no Dia de Cristo, ou seja, quando Cristo voltar para completar a sua obra nos seus discípulos, através da RESSURREIÇÃO.

Sendo assim, em Cristo, "SOU SALVO", pois Jesus já morreu na cruz pelos meus pecados, já ressuscitou para a minha salvação, já enviou sobre mim o Espírito Santo para fazer habitação permanente, e assim já me livrou da CULPA DO PECADO.

"ESTOU SENDO SALVO", pois o Espírito Santo, que habita em mim, traz não apenas libertação da culpa do pecado, mas me renova dia após dia, de glória em glória, me dando vitória contra o PODER DO PECADO.

"SEREI SALVO", pois ainda não ressuscitei dentre os mortos, meu corpo corruptível não assumiu a incorruptibilidade, pois ainda não chegou o tempo. No entanto, quando Jesus voltar, Ele fará novas todas as coisas, pela Sua Graça. Na ressurreição/glorificação, seremos livres da PRESENÇA DO PECADO.

Não há SALVAÇÃO sem JUSTIFICAÇÃO, sem SANTIFICAÇÃO e sem RESSURREIÇÃO. Justificação, Santificação e Glorificação NÃO são três obras, mas são UMA SÓ E MESMA OBRA de salvação, pela graça de Deus, mediante a fé em Jesus Cristo, nosso Senhor.

sábado, 20 de maio de 2017

Tiradas do Miguel II - Uma Vergonha para o Meu Nome!

Há alguns meses atrás, expliquei para meu filho MIGUEL, de 6 anos, que MIGUEL e MICHEL são o mesmo nome, transliterado em idiomas diferentes. O Miguel viu o (quase ex-presidente) Michel Temer hoje (20/05/2017), fazendo o pronunciamento na TV, e fez o seguinte comentário: "Ele é uma vergonha para o meu nome!". Fica a dica!

Sobre a Crise Política


Seria muita ingenuidade ideológica afirmar que Michel Temer e Aécio Neves são inocentes! Do mesmo modo, afirmar a inocência de José Dirceu, Delúbio Soares, Marcos Valério, João Vaccari Neto seria um atestado de (para ser educado) ingenuidade ideológica! Afirmar a inocência de Lula e Dilma, do mesmo modo, seria ingenuidade ideológica.
Eu não confio, inclusive, no juiz Sérgio Moro. Me parece mesmo que o seu objetivo é prender peixes grandes (do PT), especialmente o ex-presidente Lula, mas não tem interesse em chegar a "outros" peixes grandes, como Temer e Aécio. No entanto, como diria o ditado, "até o relógio parado acerta a hora duas vezes por dia". As investigações do Mensalão, independente de qualquer motivação ideológica, levaram a outras investigações e desdobramentos, que, até o momento, culminaram nesta delação premiada que expôs (mais uma vez!) a corrupção de Michel Temer e de Aécio Neves. Desconfio, inclusive, de alguns juízes do STF, mas esta é outra página da mesma história trágica!
JUSTIÇA PARA TODOS, INDEPENDENTE DE IDEOLOGIA!
A velha política do PMDB, PT, PSDB, DEM (etc. etc. etc) precisa chegar ao fim! Chega de corrupção! Chega de propina! Chega de cabresto ideológico! FORA TEMER! FORA AÉCIO! FORA LULA!

terça-feira, 4 de abril de 2017

O Evangelho é obra de Deus

O Evangelho tem valores, mas não se limita a transmitir valores. O Evangelho não é aquilo que fazemos para alcançar a Deus, mas aquilo que Deus fez para nos alcançar com o seu amor, na cruz e na ressurreição de Jesus. O Evangelho é o amor do Pai, que entrega o seu melhor, é o amor do Filho, que a si mesmo se entrega, é o amor do Espírito Santo, que é a entrega.

quinta-feira, 23 de março de 2017

O Credo Apostólico - Lição 2 - Creio em Deus Pai

Hoje em dia, muita gente acha que o importante é ter fé, não importa no quê ou em quem esta fé está depositada.  Segundo as Escrituras, e conforme o testemunho do Credo Apostólico, a fé deve ser depositada no único Deus verdadeiro, o Deus Triúno (único e trino). O único Deus verdadeiro é Pai, Filho e Espírito Santo.


1. A ESTRUTURA DO CREDO APOSTÓLICO
O credo apresenta a seguinte estrutura:
CREIO EM DEUS
     ⇨ Creio em Deus Pai
     ⇨ Creio em Deus Filho
     ⇨ Creio em Deus Espírito Santo
CREIO NA SANTA IGREJA DE CRISTO
CREIO NA SALVAÇÃO
     ⇨ Creio na remissão dos pecados
     ⇨ Creio na ressurreição do corpo
     ⇨ Creio na vida eterna

Em outras palavras, o credo está dividido em duas grandes partes. Na primeira, ele trata da doutrina do Deus único e verdadeiro, Deus Pai, Filho e Espírito Santo. Esta é a primeira e maior parte do credo. Na segunda, ele trata da doutrina da Igreja e da salvação

2. "CREIO EM DEUS PAI, TODO-PODEROSO"
O Pai é a primeira pessoa da trindade. É o Pai quem gera o Filho desde antes da fundação do mundo e é dele que procede o Espírito Santo. O Credo Apostólico chama o Pai de Todo-Poderoso. Vamos estudar agora um pouco do que significa no credo as expressões "Pai" e "Todo-Poderoso", no Antigo e no Novo Testamento .

2.1. DEUS COMO PAI NO ANTIGO TESTAMENTO.
Nesta porção da Bíblia, Deus é chamado de Pai 15 vezes  (Dt 14.1s; 32.6; Sl 68.5; 103.13; Is 63.15s; 64.7s; Jr 3.4s; 3.19s; 31.20; Os 11.1-11; Ml 1.6; 2.10).
Às vezes, é chamado de pai por ser o Criador (Dt 32.6; Ml 2.10).
Outras vezes, é chamado assim por ser misericordioso como um pai (Sl 103.13s).
Outras vezes, por ter escolhido a Israel dentre as nações, entrando com este povo numa relação especial (Dt 14.1s).
Outras vezes, no entanto, Deus é chamado de pai nos profetas para expressar a relação contraditória entre o Deus que ama e o povo que é a ele infiel (Jr 3.4s; 3.19s; Ml 1.6).
É chamado assim também num apelo à sua misericórdia (Is 63.15s; 64,7s), o qual Deus responde com o seu perdão (Os 11.1-11; Jr 31.9,20).
Finalmente, é chamado assim por ser o defensor dos órfãos e viúvas, ou seja, dos necessitados (Sl 68.5).
Conforme afirma Joachim Jeremias, "a última palavra do Antigo Testamento sobre a paternidade divina é esse 'saber' da incompreensível misericórdia de Deus e de seu perdão" .

2.2. DEUS COMO PAI NO NOVO TESTAMENTO.
Segundo os evangelhos, Jesus em suas orações se refere a Deus sempre como "Abbá" (Mc 1.35; 6.46; 14.32-42; Lc 3.21; 5.16; 6.12; 9.28; 11.1), com exceção de Mc 15.34 (par. Mt 27,46) . Segundo o testemunho dos evangelhos, bem como de Rm 8.15 e Gl 4.6, a palavra pela qual Jesus chama a Deus de Pai é "Abbá" , uma palavra aramaica que significa "meu Pai", ou "papaizinho". Abbá é uma palavra de origem infantil, e é como as crianças chamavam seus pais - uma expressão carinhosa de profunda intimidade. Segundo Joachim Jeremias,
"de um lado, as orações judaicas não contém um só exemplo do emprego de abbá para dirigir-se a Deus; por outro lado, Jesus a usava sempre quando rezava (com exceção do grito na cruz em Mc 15.34). Significa que temos aí, incontestavelmente, um traço característico do modo como Jesus, e somente Jesus, se expressava"(₁).

Cremos que este fato expressa o fato de que o Deus Filho é quem revela o Deus Pai, pois o Pai é identificado em relação ao Filho. Neste sentido, a revelação de Jesus Cristo, o Filho de Deus, não é apenas a revelação do Filho, mas também a revelação do Pai, pois o Pai não é outro que o Pai do Filho. É o que nos diz Jo 1.18 e Lc 10.22. É por isso que só se conhece o Pai ao se conhecer o Filho. Por isso também, a revelação de Deus Pai é incompleta sem a revelação do Deus Filho.

Segundo o Novo Testamento, Deus também é Pai porque em Cristo e no Espírito, somos recebidos como filhos (Jo 1.12; Rm 8.15; Gl 4.5-6; Ef 1.5; Rm 8.15).

2.3. O QUE SIGNIFICA CHAMAR A DEUS DE PAI?
Qualquer palavra é imperfeita e insuficiente para expressar a Deus. É por isso que a Bíblia usa imagens para expressar a Deus. Nem tudo pode ser percebido pela razão apenas, e por isso a Bíblia utiliza imagens, para nos falar não apenas com a razão, mas também com o instinto e a emoção. É o que Calvino chama de "acomodação divina", ou seja, que Deus, para se revelar a nós, se acomoda à nossa cultura, para transmitir a sua revelação de uma maneira que possamos entender - como Jesus fez com Nicodemos em Jo 3.12.
Vejamos  algumas imagens que a Bíblia usa para expressar a Deus:
Rocha         - (2Sm 22.2)
Cidadela         - (2Sm 22.2)
Fogo Consumidor - (Hb 12.20)
Isto não significa que Deus seja uma rocha, uma cidadela ou um fogo. Estas expressões querem nos dizer algo sobre Deus. O mesmo acontece com a expressão "Deus Pai".
Nossa cultura tende a valorizar a figura da mãe mais que a figura do pai. Um sinal disso são os valores que se gastam no comércio no dia dos pais comparado ao dia das mães. No tempo e lugar do Antigo e do Novo Testamento, culturalmente a figura mais valorizada era a do pai. No Antigo Testamento, nos quais Deus é comparado com uma mãe (Is 49.15; 66.13). Veja também Mt 23.37 e Lc 13.34. Sendo assim, em que sentido Deus é Pai? Nós, seres humanos, temos pai e mãe. Apenas o pai não pode gerar uma criança, pois também é necessária a presença da mãe. Mas, se Deus é Pai, quem é a mãe? Será que Deus é macho? E se é macho, onde está a fêmea?
Em Gn 1.27, a Bíblia nos diz o seguinte: "Criou Deus, pois, o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou". Isto significa que neste verso homem quer dizer ser humano, pois diz respeito ao homem e à mulher. Ambos foram criados à imagem e semelhança de Deus.
Em Mt 22.23-33 e Mc 12.18-27 Jesus afirma que na ressurreição ninguém vai se casar ou permanecer casado, pois seremos como os anjos de Deus. Ou seja, o "ser como anjo" significa que não haverá mais distinção entre macho e fêmea, entre homem e mulher. A condição dos ressuscitados parece refletir a condição de Deus em relação aos gêneros. Se em Gálatas 3.28, Paulo fala da dignidade humana entre macho e fêmea, em Mt 22.23-33 Jesus está falando da condição dos ressuscitados, semelhantes aos anjos e, ao que parece, semelhantes a Deus em relação ao gênero. Se Deus fosse macho, haveria uma fêmea. Mas não há uma deusa. Assim, podemos concluir que Deus está acima das relações de gênero, ou seja, Ele está acima do "ser homem" ou do "ser mulher". Ele é Deus.

Assim, em relação à expressão "Deus Pai", concluímos que:
1) Expressa em primeiro lugar a relação única de Deus Pai com o Deus Filho;
2) Expressa a nossa relação com Deus Pai, que em Cristo e no Espírito nos torna seus filhos, pela sua graça;
3) Não expressa a ideia de que Deus seja macho, nem que seja fêmea, mas que Deus está acima da relação de gênero.

2.4. DEUS PAI TODO-PODEROSO
Por que Deus é Todo-Poderoso? Alguém, certa vez, disse o seguinte: "Se Deus é Todo-Poderoso, será que Ele pode criar um círculo quadrado, ou uma pedra mais pesada que ele possa carregar, ou deixar de existir e voltar a existir em seguida?". Na verdade, estas especulações são pura bobagem. Segundo a Bíblia, Deus é Todo-Poderoso independente destas perguntas tolas, que tem apenas aparência de sabedoria. Deus é Todo-Poderoso porque ele criou todo o que existe (Gn 1.1-2.25; Sl 95.6; Is 40.26; 41.20; 42.5; 45.18; Ap 10.6), e porque domina sobre toda a sua criação (Sl 22.28; 66.7; 89.9; 103.19; Dn 4.32). Em outras palavras, Deus é Todo-Poderoso porque tudo o que existe foi criado por Ele, e todas as coisas estão debaixo do seu poder.
Deus Pai é apresentado na Bíblia como onipotente - ou seja, tem todo o poder - (Jó 42.2; Is 43.13; Mt 19.26; Lc 1.37), onisciente - ou seja, sabe todas as coisas - (Sl 147.5; Hb 4.13; 1Jo 3.20) e onipresente  ou seja, está em todo lugar - (Dt 4.39; Sl 139.8; Is 66.1; Jr 23.24; At 17.27).
Uma outra objeção à doutrina bíblica de que Deus seja Todo-poderoso é atribuída ao filósofo grego Epicuro:
"Ou Deus quer eliminar o mal do mundo mas não pode; ou pode, mas não quer eliminá-lo; ou não pode e nem quer; ou pode e quer. Se quer e não pode é impotente; se pode e não quer, não nos ama; se não quer e nem pode, não é o Deus bom, e ademais é impotente; se pode e quer - e isto é o mais seguro -, então de onde vem o mal real e por que ele não o elimina?"
Segundo a doutrina cristã, Deus é Bom, é Todo-Poderoso e é Onisciente. Mas, se Deus é assim, como responder às objeções
 acima? Segundo as Escrituras, o mal não é uma criatura, assim como os astros, os seres humanos, anjos e animais.
O mal não foi criado por Deus, mas é a expressão do mau uso da liberdade. E este mal JÁ foi DERROTADO na
cruz e na ressurreição de Jesus, mas AINDA NÃO foi DESTRUÍDO. Mas em breve Deus destruirá o mal que já derrotou: Deus
julgará os vivos e os mortos e trará novos céus e nova terra, em que habitam justiça! Portanto, Deus é bom, é Todo-Poderoso e
é Onisciente, e vai destruir completamente o mal que já derrotou na cruz e na ressurreição de Jesus Cristo.
Seria um erro entender que a criação de todas as coisas foi obra do Pai de forma isolada. Tudo é obra da Trindade.
O Credo afirma que o Pai é Criador, mas não exclui a participação do Filho e do Espírito na obra da criação. Afirmando
de forma trinitária, o Pai cria todas as coisas (Sl 95.6) através do Filho (Jo 1.1-3; Hb 1.1-3), e dá vida à criação por meio
do Espírito (Gn 2.7).

2.5. DEUS PAI É TODO-PODEROSO. E DAÍ?
A Bíblia nos ensina que Deus Pai é Todo-Poderoso, e isto tem conseqüências muito grandes na nossa vida.
Em primeiro lugar, esta fé deve nos fazer descansar nEle, pois Ele domina sobre todas as coisas, e cuida de nós (Mt 6.25-34).
Em segundo lugar, esta fé deve produzir em nós esperança, pois Ele é poderoso para cumprir as promessas que nos fez (2Co 1.20; 2Pe 3.9), para nos salvar, e para criar novos céus e nova terra (Is 65.17; 66.22; 2Pe 3.13).
Em terceiro lugar, esta fé deve produzir em nós mais amor, pois Deus é um Pai amoroso (Lc 15.11-32).
Em quarto lugar, esta fé deve produzir em nós temor, pois Deus, com seu conhecimento e poder, julga com justiça, e disciplina aqueles a quem ama (Ap 3.19)

CONCLUINDO
Quando o Credo Apostólico afirma "Creio em Deus Pai Todo-Poderoso", ele quer dizer muitas coisas, entre as quais estão as seguintes:
→ Deus é Todo-Poderoso porque é o Criador de tudo o que existe (Gn 1.1-2.25; Sl 95.6; Is 40.26; 41.20; 42.5; 45.18; Ap 10.6), e além disso tem o domínio e o poder sobre tudo e sobre todos (Sl 22.28; 66.7; 89.9; 103.19; Dn 4.32).
→ No Antigo Testamento, Deus é Pai no sentido de ser o Criador (Dt 32.6; Ml 2.10), por ser misericordioso como um pai (Sl 103.13s), por ter escolhido o seu povo (Dt 14.1s), por não nos tratar de acordo com o mal que merecemos (Jr 3.4s; 3.19s; Ml 1.6), mas de acordo com sua misericórdia e perdão (Is 63.15s; 64,7s; Jr 31.9,20; Os 11.1-11).
→ Deus Pai não cria alheio ao Filho e ao Espírito, mas pelo contrário: O Pai cria todas as coisas através do Filho, e dá vida através do Espírito Santo.
 No Novo Testamento, Deus é Pai por ser o Pai de Jesus Cristo (Mt 3.17; 17,5; 26.39; Mc 1.11; 14.36; Lc 3.21s;  9.35; 10.22; Jo 1.18).
→ No Novo Testamento, Deus é Pai porque somos recebidos por ele como filhos em Cristo (Jo 1.12; Rm 8.15; Gl 4.5-6; Ef 1.5).
→ Para compreendermos mais profundamente o que a Bíblia quer dizer com "Deus Pai", devemos  acrescentar o significado e o valor de mãe (cf. Is 49.15; 66.13). Deus é mais que Pai e mais que Mãe; é Deus.


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Notas
(₁) JEREMIAS, Joachim. "Abbá", p. 23.

quinta-feira, 16 de março de 2017

O Credo Apostólico - 1) "Creio"

Nesta lição, vamos estudar a importância do Credo Apostólico expressa no pela palavra creio, a partir de quatro funções principais : 1) Batismal; 2) Instrutiva; 3) Doutrinária; 4) Litúrgica.

1. O Credo e sua função batismal.  "Creio, logo confesso".
O Credo Apostólico, como vimos na introdução, tem sua origem no "Símbolo de Fé", e no "Credo Romano Antigo" (século II). Ambos  eram confessados no ato do batismo . Isto nos ensina uma lição muito importante: fé viva é fé confessada.
A confissão da fé tem dois aspectos: individual e coletiva.
a) Confissão individual. Quando recitamos o Credo, dizemos: "Creio". Ao dizermos isso, estamos afirmando que a fé é uma decisão , que pela graça de Deus nós tomamos. Isto porque é Deus quem se revela a nós . Ora, "nós amamos porque Ele nos amou primeiro"(1Jo 3.19). Assim, a confissão "creio" é uma decisão, no sentido de uma resposta ao Deus que nos amou primeiro, que se revelou a nós, que tem agido na história pessoal de cada um de nós. Fica evidente a responsabilidade de cada um. Ora, "é pela confissão que o chamado demonstra pertencer a Cristo" .
b) Confissão coletiva. Hoje em dia, tem gente afirmando que ninguém além de si mesmo defende a doutrina verdadeira. Atitudes como estas levam muitas vezes a criação de novas igrejas. Neste sentido, o Credo Apostólico nos ensina que a fé não é apenas individual, mas também coletiva, pois é a fé do povo de Deus. Quando o credo diz: "Creio", está querendo dizer também: "Creio com meus irmãos e irmãs"; "Creio com a Igreja de Jesus Cristo". O próprio contexto batismal confirma esta afirmação, pois no batismo confessamos a nossa fé publicamente (Rm 10.9).
Lutero, o reformador do século XVI, afirmou certa vez: "o lugar do discernimento da Palavra de Deus é a comunidade de fé". Quando disse isso, o reformador estava falando que a fé não deve ser vivida apenas individualmente, mas também em comunidade. A própria doutrina da trindade, que estabelece a estrutura do Credo Apostólico, nos ensina que devemos viver em comunidade. Conforme afirma Karl Barth, "quando o indivíduo diz o sentido do Símbolo, Credo, ele não o faz como um indivíduo, mas ele se confessa, e isso quer dizer - ele inclui  a si mesmo na recognição pública e responsável feita pela Igreja" . O Credo testifica da comunhão que devemos ter uns com os outros, de nossa vida em comunidade (Hb 10.25).
c) Confissão individual e coletiva. Assim, o Credo nos ensina que a responsabilidade de confessar o Deus triúno diante dos homens é tanto individual quanto coletiva, pois o crente só é completo na comunhão com Deus e com a comunidade cristã.

2. O Credo e sua função instrutiva. "Creio, logo conheço".
O Credo era utilizado também como roteiro de ensino da doutrina. Isto porque sintetiza algumas das questões mais importantes da fé cristã, tais como:
a) A Trindade. "Creio em Deus... Pai Todo-poderoso... e em Jesus Cristo, seu único Filho, nosso Senhor... no Espírito Santo". A estrutura do Credo Apostólico é trinitária (Mt 28.19; Ef 2.18; etc.).
b) Encarnação "Creio... em Jesus Cristo ... que foi concebido por obra do Espírito Santo; nasceu da virgem Maria" (Lc 1.34-35; Jo 1.14; Gl 4.4).
c) Morte e Ressurreição de Cristo. "Creio... em Jesus Cristo... padeceu sob o poder de Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado; desceu ao Hades; ressurgiu dos mortos ao terceiro dia".
d) Escatologia. "Creio... em Jesus Cristo... subiu ao céu; está sentado à mão direita de Deus Pai, Todo-poderoso, donde há de vir para julgar os vivos e os mortos".
e) Igreja. "Creio... na santa Igreja Universal, na comunhão dos santos".
f) Salvação. "Creio... na remissão dos pecados; na ressurreição do corpo; na vida eterna" (sobre a ressurreição do corpo, 1Co 15.42,53,54).

3) O Credo e sua função doutrinária. "Creio, logo pratico".
Já na Igreja Antiga, surgiram rapidamente grupos heréticos, ou seja, grupos de defendiam doutrinas que não foram consideradas de conformidade com as Escrituras. A resposta da Igreja a estes grupos foi tripla: O Credo, O Cânon e a Sucessão Apostólica. Vamos estudar como o Credo Apostólico foi uma ferramenta importante no combate às heresias, ou seja, às doutrinas não-Bíblicas.
Alguns destes grupos heréticos do período da Igreja Antiga foram os seguintes: os gnósticos, os marcionitas e os ebionitas (2Pe 2.1).
a) Gnósticos. De acordo com a filosofia grega, e não com as Escrituras do Antigo Testamento, os gnósticos afirmavam que há duas realidades concorrentes: a espiritual, que seria boa, e a física, que seria ruim. Por pensarem assim, afirmavam que Jesus é um ser espiritual, que veio ao mundo para nos dar o conhecimento (gnose) secreto necessário para a salvação.  Os gnósticos negavam a humanidade de Jesus, pois afirmavam que Jesus era homem apenas aparentemente (doutrina conhecida como docetismo).
b) Marcionitas. Filho do bispo de Sinope, e conhecedor da fé cristã, Marcião foi profundamente influenciado pela gnose. Viveu durante o século II. Pensava que o mundo material é mal, e se opunha ao judaísmo (a religião dos judeus da época de Jesus). Fundou a sua própria igreja (At 3.13). Márciom fazia distinção entre o Pai de Jesus Cristo, o Deus supremo que é todo amor, e Jeová, o deus do Antigo Testamento, um deus inferior, ciumento, arbitrário, vingativo, ligado à lei e ao juízo. O Pai de Jesus Cristo o enviou para nos salvar das garras de Jeová. Para Márciom, Jesus não nasceu de Maria, mas surgiu de repente no mundo, já adulto.
c) Ebionitas. Era um grupo de judeus que cria em Jesus de uma forma diferente da nossa. Para eles Jesus é Filho de Deus por adoção (adocionismo), a qual aconteceu ou no Batismo ou na Ressurreição. Cristo é colocado no mesmo nível dos profetas do AT, e é visto como o Novo Moisés (Hb 3.3). Os ebionitas negavam a preexistência de Cristo, seu nascimento da virgem e a encarnação.
Como pudemos perceber, as heresias dos gnósticos, marcionitas e ebionitas giravam em torno da cristologia, ou seja, da doutrina acerca de Jesus Cristo. Por isso o Credo Apostólico trata, em sua maior parte, de Cristo. Mas outro ponto muito importante do credo é a expressão "Creio... na ressurreição do corpo". É interessante notar que os gnósticos e os marcionitas afirmavam que a matéria é ruim, enquanto o credo afirma que o corpo também fará parte da ressurreição, e não apenas o espírito. Deus não faz as coisas pela metade. Vamos ressuscitar inteiros e não como fantasmas (Jo 20.26-29).
No combate às heresias, o Credo Apostólico nos convida para uma fé equilibrada. O credo nos convida à fé testificada nas Escrituras, pois Deus não se contradiz: se ele nos faz revelações hoje, estas estarão de acordo com a Sua Palavra (Hb 13.9; 2Tm 4.3; Tt 1.9, 2.1). O Credo testifica da Palavra de Deus e ensina a confessar a Palavra de Deus. E a Palavra de Deus não é ensino para ficar apenas na cabeça, mas para descer ao coração (sede da vontade) e se tornar vida na nossa vida. Por isso, a função doutrinária não visa o acúmulo de informações sobre a Bíblia, mas a prática da piedade (de uma vida consagrada a Deus).

4) O Credo e sua função litúrgica. "Creio, logo adoro".
Assim como em muitas de nossas reuniões nós oramos o "Pai Nosso" (Mt 6.9-15), na história da igreja muitos de nossos irmãos recitaram o Credo Apostólico como uma expressão de adoração ao Deus único e trino. Neste sentido, o credo nos convida a viver em adoração ao nosso Deus, a partir de uma fé saudável e bíblica. A igreja primitiva também recitava artigos de fé , como pode ser percebido no Novo Testamento:
Confissões de fé: 1Co 15.3-5; Rm 10.9.
Hinos: Fl 2.6-1; Cl 1.15-20.

Assim, percebemos que o Credo Apostólico foi criado como desenvolvimento de uma fórmula batismal, a qual os batizados adultos e os pais das crianças batizadas da Igreja Antiga confessavam no ato do batismo. O credo assumiu a fórmula atual para combater as heresias contrárias a Palavra de Deus, para ensinar a Palavra de Deus e para conduzir o povo de Deus a adoração e ao culto a Deus. Além disso, permanece a função fundamental do credo: o povo de Deus testemunha a sua fé em Deus e nas doutrinas da Palavra de Deus tanto pessoal quanto coletivamente. O Credo Apostólico aponta para a Missão da Igreja de Cristo (Mt 28.18-20) no fazer discípulos, batizar em nome da Trindade e ensinar o povo de Deus na sã doutrina, até a consumação dos séculos.

O Credo Apostólico - Introdução

Vamos começar uma série de reflexões sobre o "Credo Apostólico", também conhecido como "Credo dos Apóstolos". O Credo Apostólico, assim como o Credo Niceno-Constantinopolitano, expressam o que há de fundamental na doutrina cristã. Eles representam o consenso mínimo de doutrina cristã entre a igreja ocidental (Igreja Católica Romana e Igrejas Protestantes/Evangélicas) e a igreja oriental (Igreja Ortodoxa Grega).

Credo é "uma forma fixa que resume os artigos essenciais da religião cristã". Para responder aos desafios dos hereges, ou seja, das pessoas que defendiam doutrinas estranhas à fé cristã, a igreja formulou o chamado "Credo dos Apóstolos". Este credo é chamado assim não porque tenha sido formulado pelos apóstolos, mas porque estava de acordo com a sua doutrina (ver At 2.42). Seu núcleo, o chamado de símbolo de fé, consistia nas perguntas que se faziam ao candidato ao batismo, para verificar se o crente sustentava a verdadeira fé. Com alguns acréscimos, veio a ser o credo que conhecemos hoje.

Pelo seu conteúdo, fica claro que este credo foi formulado já com uma estrutura trinitária (Pai, Filho e Espírito Santo), e tem por objetivo rejeitar doutrinas heréticas. É interessante notar que a maior parte do credo é cristológica, ou seja, se refere a Jesus Cristo, pois as primeiras heresias giravam em torna da doutrina de Cristo. Por exemplo, os gnósticos e os marcionitas, grupos heréticos da época da igreja antiga, afirmavam que Jesus é um ser divino, mas não é humano.

A versão definitiva do Credo Apostólico no ocidente tomou sua forma por volta do ano 750 , mas sua essência data do século II, de um credo romano antigo. Seu núcleo, no entanto, data do primeiro século (símbolo de fé). Eis o Credo Apostólico:

"Creio em Deus Pai todo-poderoso, criador do céu e da terra. 
Creio em Jesus Cristo, seu único Filho, nosso Senhor que foi concebido pelo poder do Espírito Santo; nasceu da virgem Maria; padeceu sob Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado; desceu aos mortos; ressuscitou ao terceiro dia; subiu aos céus, está sentado à dirreita de Deus Pai todo-poderoso, donde há de vir julgar os vivos e os mortos.
Creio no Espírito Santo, na santa Igreja Católica, na comunhão dos santos, na remissão dos pecados na ressurreição do corpo, na vida eterna. Amém".

Conforme o Evangelho de Mateus, Jesus disse: "Portanto, todo aquele que me confessar diante dos homens, também eu o confessarei diante de meu Pai, que está nos céus; mas aquele que me negar diante dos homens, também eu o negarei diante de meu Pai, que está nos céus"(Mt 10.32s). Esta é a atitude do Credo: Confessar publicamente o Deus Triúno diante dos homens.

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